Bebidas espirituosas

Pernod Ricard. Gins e aperitivos são a próxima aposta para Portugal

"Jameson Distillery On Tour", a destilaria móvel da Jameson, no Lx Factory em Lisboa. (Filipa Bernardo/ Global Imagens)
"Jameson Distillery On Tour", a destilaria móvel da Jameson, no Lx Factory em Lisboa. (Filipa Bernardo/ Global Imagens)

Grupo de bebidas espirituosas escolheu Lisboa como a primeira cidade do mundo a receber uma destilaria sobre rodas.

Mesmo com pouco mais de dez milhões de residentes – e uns milhões de turistas -, Portugal está nos 15 maiores consumidores mundiais de whisky. Foi a pensar nestes números que o grupo Pernod Ricard escolheu Lisboa como a primeira cidade do mundo a receber uma destilaria sobre rodas. Ao mesmo tempo, a empresa francesa também se prepara para apostar noutro tipo de bebidas no mercado nacional.

“Portugal é um bom candidato para inovações e a chegada de novos produtos. Os gins e os aperitivos são as áreas em que mais queremos investir cá, onde vemos que há mais crescimento”, anuncia Gilles Bogaert, presidente do grupo Pernod Ricard para a Europa, América Latina e Médio Oriente, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

O aperitivo Lillet é apontado como o principal exemplo da aposta da empresa de bebidas espirituosas em solo nacional. Até lá, está estacionada na LxFactory, em Lisboa, a Jameson Distillery on Tour, a primeira destilaria do mundo sobre rodas.

“A Jameson é uma marca muito forte em Portugal, com a mesma dimensão do que em Espanha, apesar de ter menos habitantes. É uma marca muito bem estabelecida em Portugal, que é um país muito propício a estes testes”, acrescenta o mesmo responsável.

A Pernod Ricard olha para Lisboa como uma “cidade muito dinâmica e muito associada ao ecossistema tecnológico. Está a transformar-se culturalmente e é muito interessante estar aqui”.

“Os portugueses, tal como os irlandeses, sempre foram apreciadores de um bom whisky”, acrescenta Conor McQuaid, presidente executivo da Irish Distillers, a empresa que destila três vezes o whisky produzido para a Jameson.

Esta destilaria estará presente em Portugal até 28 de setembro. Uma eventual digressão internacional está a ser ponderada, mas tudo depende dos “impactos desta iniciativa”, considerada pioneira para o grupo.

O grupo Pernod Ricard entende também que “os consumidores procuram marcas mais autênticas”, mesmo que cada pessoa acabe por beber menos.

“Faremos uma aposta cada vez mais premium, com melhores margens para nós e um consumo mais responsável. Todos ficamos a ganhar.” Há ainda uma tendência para o “crescimento do consumo das mulheres”, adianta o responsável.

O desafio do brexit

No mundo do whisky, o Reino Unido assume um papel crucial para o grupo Pernod Ricard. Com toda a incerteza sobre a data e a forma de saída do país da União Europeia, Conor McQuaid lembra a importância dos mercados internacionais para compensar um eventual enfraquecimento britânico.

“É muito difícil para nós prever o que vai acontecer com o brexit neste momento. Preparámo-nos da melhor forma possível. Felizmente, muito do nosso mercado é fora do Reino Unido, embora aquele país seja um dos nossos maiores mercados mundiais.”

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