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Piratas usam frigoríficos e televisões em ciberataque inédito

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É o primeiro ataque que se conhece usando a “Internet das coisas”, diz a Proofpoint. A empresa de segurança californiana descobriu um ciberataque massivo, que usou eletrodomésticos para disseminar mais de 750 mil emails de ‘phishing’ e spam.

O ataque ocorreu entre 23 de dezembro e 6 de janeiro usando eletrodomésticos inteligentes – routers de internet, centros multimédia, televisões e pelo menos um frigorífico.

“Visto que se espera que o número destes aparelhos conectados cresça para mais de quatro vezes o número de computadores conectados nos próximos anos”, escreve a Proofpoint, “evidências de um ataque baseado na Internet das Coisas tem implicações de segurança significativas para os donos destes aparelhos e alvos empresariais.”

Segundo a empresa, o método é semelhante às ‘botnets’, redes de computadores que foram comprometidos sem que os utilizadores se apercebam. “As descobertas da Proofpoint revelam que os cibercriminosos começaram a comandar routers domésticos, eletrodomésticos inteligentes e outros componentes da Internet das Coisas e a transformá-las nas suas “coisas-robôs” para executarem o mesmo tipo de operações maliciosas.”

O ataque foi dividido em ondas de emails maliciosos, enviados tipicamente em pacotes de 100 mil três vezes por dia. Mais de 25% do volume deste ataque usou aparelhos não convencionais. Em muitos casos, os aparelhos não precisaram de um ataque complexo para entrarem na rede dos cibercriminosos: bastaram erros de configuração e a utilização das palavras-passe originais para os deixar completamente expostos.

“A intenção dos cibercriminosos de roubarem identidades de indíviduos e infiltrarem-se nos sistemas informáticos das empresas encontrou um ambiente rico em alvos, nestes aparelhos conectados e com pouca proteção, que podem ser mais atrativos e mais fáceis de infetar e controlar que computadores, portáteis ou tablets.”

David Knight, diretor geral da divisão de segurança informática da Proofpoint, sublinha que as ‘botnets’ já são uma enorme preocupação e que a emergência destas ‘thingbots’ vai tornar a situação ainda pior. “Muitos destes aparelhos estão, no mínimo, pouco protegidos e os consumidores não têm meio de descobrirem ou eliminarem infeções quando estas ocorrem”, explica. “As empresas poderão detetar mais ataques distribuídos, visto que há mais aparelhos destes online e os atacantes encontram sempre mais formas de os explorarem.”

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