E3

PlayStation 4 dá ano recorde de crescimento no mercado português

A portuguesa Liliana Laporte lidera a Sony Interactive Entertainment Ibéria e territórios do Mediterrâneo
A portuguesa Liliana Laporte lidera a Sony Interactive Entertainment Ibéria e territórios do Mediterrâneo

Sony está a investir para vender jogos desenvolvidos em Portugal na sua rede mundial. Falámos com a portuguesa que lidera o sul da Europa na E3

Três anos e meio depois do lançamento original, a PlayStation 4 registou em 2016 um ano recorde com um aumento das vendas a dois dígitos no mercado português. “Temos uma base instalada muito importante e uma quota de mercado que é a melhor a nível da Europa”, afirmou ao DN a responsável pela Sony Interactive Entertainment Ibéria e Mediterrâneo, Liliana Laporte, durante a feira de videojogos E3.

“Para nós foi um ano recorde em termos de crescimento”, adiantou a responsável, salientando a importância dos vários lançamentos no ano passado: PlayStation 4 Slim, PlayStation 4 Pro e o sistema de realidade virtual PlayStation VR. A Sony revelou também que a PS4 ultrapassou em junho 60 milhões de unidades vendidas. É a consola de nova geração mais popular do mercado e Liliana Laporte acredita que é possível voltar a crescer a dois dígitos este ano.

“Mesmo com o lançamento de novas consolas no mercado, como tivemos em março e vamos ter em novembro, continuamos a crescer em relação ao ano anterior”, indica. Em março chegou a Nintendo Switch, cujo sucesso tem sido enorme, e em novembro será lançada a Xbox One X, da Microsoft. Ainda assim, a Sony não apresentou quaisquer novidades de hardware na E3, que é a feira mais importante da indústria.

“O que tivemos na E3 foi um momento de consolidação”, disse Liliana Laporte, explicando porque é que a marca decidiu focar-se inteiramente nos novos jogos. Foram apresentadas várias novidades para a PlayStation 4, com destaque para Uncharted: O Legado Perdido, Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds, God Of War, Days Gone e Detroit: Become Human.

A executiva portuguesa, que comanda seis mercados a partir de Espanha, sublinhou também a importância que a PlayStation VR está a ter no desempenho da marca. “Temos um milhão de headsets a nível mundial, e basicamente o que colocámos no mercado português esgotou.” A Sony foi obrigada a alargar a capacidade de produção dos óculos de realidade virtual, que só funcionam com a sua consola, e lidera o mercado à frente do Oculus Rift (Facebook) e Vive (HTC). Na feira de videojogos E3, que decorre esta semana em Los Angeles, a empresa apresentou mais seis títulos de realidade virtual, incluindo quatro completamente novos. “O mercado está a gritar por conteúdo e estes lançamentos foram fundamentais”, acredita.

Ainda não há confirmação de quais os novos jogos que vão chegar localizados em português, mas essa é a estratégia que a PlayStation Portugal tem seguido e lhe permitiu atingir a melhor quota de mercado da Europa. “Para nós sempre foi fundamental apostar na localização do nosso produto. Estamos a falar com o consumidor português, e com o projeto PlayStation Talents demos um passo em frente”, refere. Trata-se de um programa iniciado em 2016 que convida criadores e empreendedores nacionais a desenvolverem um jogo para a consola da Sony e a competirem por um prémio final de 10 mil euros, apoio na criação do título e promoção internacional através da rede PlayStation.

O estúdio Fun Punch venceu a primeira edição com Strikers Edge, que já tem acordo de distribuição para Espanha e negociações na América Latina e Inglaterra. “O que queremos é levar os jogos que se desenvolverem em Portugal para todas as partes do mundo. Estamos a fazer um grande investimento em Strikers Edge”, confirma Liliana Laporte. Em janeiro deste ano, o Game Studio 78 venceu a competição com o título de realidade virtual VRock, que está agora a ser desenvolvido em Lisboa.

“Vamos continuar a fazer crescer este projeto por duas razões: primeiro porque somos uma empresa comercial, queremos fazer negócio e acreditamos que vamos sacar um jogo tão bom ou melhor que o Strikers Edge”, afirma a executiva. “E depois também porque temos uma obrigação de apoiar o talento português e devolver todo o carinho que o povo português sempre teve connosco. Acreditamos que vamos poder sacar um jogo muito bom que poderemos vender a nível mundial através da PlayStation Network.”

As fabricantes de consolas não revelam números de vendas no mercado nacional e também não é possível obtê-los das consultoras que monitorizam o segmento. No entanto, a Sony tem mantido, historicamente, quotas de mercado que rondam os 80% a 90% no mercado nacional. É também isso que lhe permite justificar perante a casa-mãe o investimento em Portugal, um mercado muito pequeno e com números absolutos pouco expressivos.

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