E3

PlayStation surpreende E3 com beijos, violência e grandes títulos

A conferência da PlayStation na E3 2018 focou-se numa mão cheia de jogos, com destaque para "The Last of Us Part II" e "Death Stranding"
A conferência da PlayStation na E3 2018 focou-se numa mão cheia de jogos, com destaque para "The Last of Us Part II" e "Death Stranding"

Sony optou por dedicar toda a sua apresentação a mostrar o gameplay de jogos muito antecipados, com momentos que arrancaram grandes reações

O que se passa na feira E3 todos os anos é semelhante a uma peregrinação e a Sony, desta vez, levou os fãs à igreja. A conferência da PlayStation na Electronic Entertainment Expo 2018 começou num local com púlpito, velas e música quase religiosa, onde foi mostrado pela primeira vez “The Last of Us Part II.” O exclusivo da PlayStation criado pelo estúdio Naughty Dog deu à audiência os momentos mais satisfatórios da noite: um beijo entre duas mulheres, aplaudido tanto no local como nas redes sociais, e uma sucessão de ataques sangrentos com grandes detalhes gráficos. Ainda sem data de lançamento, é seguro dizer que se trata de um dos títulos mais esperados pelos jogadores de PS4.

Shawn Layden, CEO da Sony Interactive Entertainment America, foi parco em palavras e não fez qualquer anúncio. O foco da marca este ano foi apresentar apenas duas mãos-cheias de jogos, com trailers de vários minutos num ecrã gigante. O denominador comum dos maiores títulos mostrados foi a violência muito gráfica e detalhada, que gerou um sentimento quase bizarro na sala: a audiência reagia com satisfação e entusiasmo às cenas mais grotescas.

Além de “The Last of Us Part II”, “Resident Evil 2” (Capcom), “Control” (Remedy e 505 Games) e “Ghost of Tsushima” (Sony Interactive Entertainment) foram os títulos que apresentaram mais sangue e violência. No entanto, a outra grande estrela da noite foi “Death Stranding”, o jogo de horror concebido por Hideo Kojima. Neste gameplay extenso, o personagem modelado a partir de Norman Reedus (ator de The Walking Dead) viaja em condições geográficas difíceis transportando carga preciosa.

A ameaça deste título surrealista é inicialmente invisível, revelando-se depois em monstros suspensos no ar que são expostos quando Norman carrega um feto numa espécie de incubadora. É um mundo em que os humanos estão em extinção? É um universo alternativo? Não há data de lançamento nem explicação para a história, que já tinha provado ser magnética quando surgiu, pela primeira vez, nos ecrãs da conferência da Sony na E3 2016.

A marca também passou largos minutos a apresentar “Ghost of Tsushima”, um jogo de espadas e samurais passado no século XIII, tendo como pano de fundo a invasão mongol da ilha japonesa de Tsushima. O jogador é um dos últimos sobreviventes, obrigado a afastar-se da tradição samurai e a lutar de forma não convencional pela liberdade do Japão. Fiel à tradição dos criadores nipónicos, este título tem uma qualidade impressionante de cenários e detalhes, que no ecrã gigante da conferência conseguiu transportar a audiência para o Oriente. Mais uma vez, não foi dada uma data de lançamento.

Spider-Man” fechou a conferência com novos vilões, não sem antes ser introduzido um novo jogo da autoria do criador de Rick and Morty, Justin Roiland, chamado “Trevor Saves the Universe.” Apesar de engraçada, a apresentação não motivou qualquer reação da audiência, o que acabou por parecer estranho.

Kingdom Hearts 3”, que já tinha aparecido na conferência da Xbox, e “Nioh 2” completaram o pequeno ciclo de previews desta conferência, muito mais curta que a da rival no dia anterior. No final, a zona de jogos permitiu explorar “Spider-Man” e “Death Stranding”, com cenários alusivos a Nova Iorque para compor o visual do homem-aranha e uma réplica de Norman Reedus a completar a imersão. Foi precisamente isso que prometeu Shawn Layden no início do evento: levar os presentes numa viagem mais profunda e imersiva, sem no entanto fazer qualquer alusão a realidade virtual.

Esta foi, na verdade, uma grande ausente das duas conferências que anteciparam o início da E3. Nem Microsoft nem Sony falaram de realidade virtual, sendo que a fabricante da Xbox optou por uma apresentação muito mais recheada que a da concorrente. Os destaques das duas horas de conferência, além de 18 exclusivos e um total de 50 jogos, foram os anúncios de que a Microsoft está já a trabalhar na próxima Xbox e de que irá lançar uma rede de streaming de jogos. A empresa também comprou quatro estúdios para impulsionar a sua capacidade de desenvolver jogos próprios mais estimulantes, um campo que certamente ajudou a catapultar a PlayStation 4 para o topo na guerra das consolas.

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