Portugal Ventures: “Não nos interessa inovação local”

Epifânio da Franca preside à entidade
Epifânio da Franca preside à entidade

Start-ups com tecnologias que não tenham aplicação global não vão receber investimento de base da Portugal Ventures, entidade que resultou da fusão entre a InovCapital, AICEP Capital e Turismo Capital. O presidente da entidade, José Epifânio da Franca, garante que a ação da Portugal Ventures está a ser reformulada e ganhar novo foco.

“A aposta é nas start-ups de base tecnológica, com inovação reconhecida internacionalmente. Não nos interessa inovação local. Não é investindo em inovação local que criaremos as condições para que amanhã haja investimento internacional”, afirmou o responsável, durante a apresentação do estudo “Empreendedorismo em Portugal e Silicon Valley – Estudo e Recomendações”, em Lisboa.

“O sucesso global é possível”, disse, lembrando a sua própria experiência como criador e presidente da Chipidea. “Estou convencido de que um investidor de capital de risco, se encontrar no nosso país projetos de qualidade, investe sem hesitação.”

O reposicionamento da estratégia de investimento da Portugal Ventures significa que haverá mais “apostas claras”, com uma redução das áreas e aumento da intensidade do investimento.

“As áreas são aquelas em que o mundo investe. Não vamos inventar nada nem investir em áreas do nosso mercado” sublinhou, “queremos áreas internacionais que atraiam investidores estrangeiros.” O foco estará nas tecnologias de informação e comunicação, ciências da vida e recursos naturais, desde “clean tech” a oportunidades de intervenção na agroindústria.

Epifânio da Franca salientou ainda que “a intervenção pública deve ser para corrigir o ‘gap estrutural’ mas não substituir o investimento privado.”

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