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Proibição da Uber em Portugal gera onda de protestos nas redes sociais

O novo anjo da Victoria Secret é uma das figuras públicas a defender a Uber
um grupo criado no Facebook já junta quase 5000 apoiantes (às 08h30 de quarta-feira) da Uber em Portugal. Os utilizadores contestam o "monopólio dos táxis" e estão pelo "direito de escolha" ao transporte na cidade."> O novo anjo da Victoria Secret é uma das figuras públicas a defender a Uber

Em apenas algumas horas, um grupo criado no Facebook já junta quase 5000 apoiantes (às 08h30 de quarta-feira) da Uber em Portugal. Os utilizadores contestam o "monopólio dos táxis" e estão pelo "direito de escolha" ao transporte na cidade.

O grupo foi criado na sequência da proibição do serviço de transportes Uber em Portugal, decretada esta terça-feira pelo Tribunal de Lisboa, que aceitou a providência cautelar apresentada pela associação de taxistas Antral.

Surgiu também uma petição pública, criada ao início da noite, contra a decisão do tribunal e defendendo a existência da Uber em Portugal. Em poucas horas, subscreveram a petição perto de 1000 pessoas (às 8h30 de quarta-feira). A notícia, avançada em primeira mão pelo Dinheiro Vivo, gerou de imediato uma onda de protestos nas redes sociais. São várias as figuras públicas a manifestarem-se a favor da Uber.

A decisão obriga ao “encerramento e proibição em Portugal da prestação e adjudicação do serviço de transporte de passageiros debaixo da denominação Uber”. Além disso, decreta ainda o fecho da aplicação para telemóveis, da página de Internet e a interdição de uso de cartões de crédito e sistemas de pagamento pela Internet feitos através desta plataforma.

O responsável da Uber em Portugal manifestou-se surpreendido com a decisão anunciada esta terça-feira pelo Tribunal de Lisboa.

Não recebemos ainda qualquer notificação do tribunal. Estamos surpreendidos com a decisão. Tudo o que soubemos foi através da comunicação social. Vamos analisar os fundamentos da decisão assim que formos notificados”, adiantou Rui Bento, contactado pelo Dinheiro Vivo.

O mesmo responsável acrescentou que a empresa “não foi consultada pelo tribunal ao abrigo deste processo”. Rui Bento insiste que o serviço realizado em Portugal está “legalizado de acordo com as regras em vigor” e que representa uma “opção de mobilidade urbana”, concluiu.

Em comunicado, a Antral mostrou-se satisfeita por lhe ter sido dada “completa razão” na providência cautelar movida contra a representação da empresa norte-americana em território nacional.

A Uber está ainda sujeita a coima diária “não inferior a 10 mil euros” caso não cumpra a decisão do Tribunal de Lisboa, acrescenta o documento, ao qual o Dinheiro Vivo teve acesso.

Em Portugal, a Uber é responsável pelos serviços uberBlack, com veículos de gama superior, e uberX, com veículos de gama média, nas cidades de Lisboa e do Porto.

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