Project Morpheus: testámos a realidade virtual da Sony na E3

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Apresentado há um ano, o Project Morpheus é o sistema de realidade virtual da Sony, que tem lançamento marcado algures na primeira metade de 2016. Ainda não há preço, mas James Armstrong, da Sony Computer Entertainment Europa, disse ao Dinheiro Vivo que já há 21 jogos em desenvolvimento para a plataforma.

Um deles é “The London Heist”, e nós testámos alguns minutos de gameplay durante a feira da indústria E3, em Los Angeles.

Para jogar “The London Heist: Getaway” é preciso um headset Morpheus e dois controladores Move. A ação acontece depois de um roubo de jóias em Londres, à 4:52 da manhã, dentro do carro de fuga; o companheiro de roubo conduz, enquanto nós, os jogadores, vamos no banco da esquerda (isto é Londres, conduz-se ao contrário). Com os Move, é possível controlar as mãos do personagem de forma precisa, com latência baixíssima e muito realismo, o que dá imenso jeito quando o carro começa a ser perseguido por um batalhão de motos e carrinhas e nos passam uma arma para as mãos. É um shooter a alta velocidade, ao contrário da segunda parte da demo, que acontece numa sala de pés e mãos atadas.

Aqui, o jogador é transportado em flashback para o assalto e tem de se barricar atrás de uma secretária. Resultado: põe-se de cócoras, deita-se, rebola, dispara para o teto. Quando a demo acaba, estamos em posição de “sniper” no meio do chão, mas não há nada a não ser carpete. É tão imersivo que não se consegue dissociar a informação que os olhos veem do que sabemos não ser real.

O que nos leva à demo mais terrível do Morpheus na E3, feita apenas à porta fechada. Chama-se “Kitchen” e coloca-nos sentados numa cadeira, de mãos amarradas, numa cozinha imunda a meio da noite. Há manchas por todo o lado e no chão está um homem aparentemente morto. Quando ele se começa a levantar, pega numa faca e vem direito a nós, dizendo baixinho “temos de sair daqui caramba!”. Tenta cortar as amarras de forma tão desajeitada que tememos que nos corte no processo, mas entretanto chega o verdadeiro perigo – uma zombie que o ataca e nos espeta uma faca na perna. A esta altura, o cenário é tão intenso que é impossível não encolher o corpo, dizer impropérios, soltar gritos ou suspender a respiração. Toda a gente grita na cena final, em que ela aparece por trás e põe as mãos ensanguentadas na nossa cara. Um italiano que experimentou a demo antes de nós fartou-se de pedir ajuda e gritar por Deus – porque é mesmo muito real. É como estar dentro de um filme de terror, e mesmo sabendo que não se passa nada, o estímulo visual e auditivo engana demasiado.

É por isso que empresas como a Sony, Oculus, HTC, AntVR, Crytek, entre outras, estão tão convencidas de que isto será um sucesso estrondoso quando as versões finais chegarem ao mercado, em 2016. A verdade é que a qualidade dos sistemas melhorou muito nos últimos seis meses, estão leves e fáceis de usar e, no caso do Morpheus, não se sente qualquer má disposição devido ao movimento nem desconforto nos olhos. O Dinheiro Vivo também testou o Oculus Rift com gameplay Crytek, e a conclusão preliminar é esta: a realidade virtual está quase pronta para o prime time.

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