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Quarta dimensão chega às salas de cinema portuguesas em março

Pedro Mota Carmo, CEO da NOS Audiovisuais. Foto: Leonardo Negr‹ão/Global Imagens
Pedro Mota Carmo, CEO da NOS Audiovisuais. Foto: Leonardo Negr‹ão/Global Imagens

A Nos vai inaugurar duas salas de cinema, uma na zona do Porto e outra em Lisboa, equipadas com tecnologia 4DX

Da próxima vez que for ver um filme ao cinema poderá sentir o mesmo cheiro ou a mesma tempera­tura que sentem as personagens.

A NOS vai inaugurar, até ao final do próximo mês, duas salas de cinema equipadas com tecnologia 4DX. Traduzindo, os espectadores passam a poder comprar uma “experiência sensorial”.

Foto: Leonardo Negrã‹o/Global Imagens

Foto: Leonardo Negrã‹o/Global Imagens

Em cada filme, há até 20 experiências diferentes. “Desde movimento nas cadeiras, ao cheiro, luz, água, humidade, som ou temperatura”

“Há uma nova tendência internacional, à qual os grandes estúdios também estão a dar alguma atenção”, começa por dizer Pedro Mota Carmo, CEO da Nos Audiovisuais, em entrevista ao Dinheiro Vivo. Essa tendência é o 4DX. “É uma nova dimensão para a experiência em sala. É uma sala montada de raiz e equipada com assentos especiais, que têm diversos tipos de interação com o espectador”, explica o responsável.

Em cada filme, há até 20 experiências diferentes. “Desde movimento nas cadeiras, ao cheiro, luz, água, humidade, som ou temperatura”, exemplifica Pedro Mota Carmo. “As especificações vêm do próprio estúdio e são programadas na sala para que, durante o filme, o espectador sinta as ambiências que permitem colocar-nos ainda mais dentro da história.”

As duas salas abrem até ao final do próximo mês, uma na zona do Porto e outra em Lisboa

As duas salas abrem até ao final do próximo mês, uma na zona do Porto e outra em Lisboa. A avaliar pelos resultados das duas salas IMAX já a funcionar, também em Lisboa e no Porto, as perspetivas são boas. “A sala IMAX tem as melhores taxas de ocupação de toda a nossa rede de salas. Durante o Star Wars, por exemplo, chegou a ter uma taxa de ocupação de 100%”, refere o CEO da Nos Audiovisuais.

Isto apesar dos preços mais elevados que são cobrados para estas salas. O que significa, diz o responsável, que “o preço não é uma questão. O que conta é a experiência e é isso que estamos a levar ao mercado”. Pedro Mota Carmo não quis revelar, para já, quanto custarão os bilhetes para estas salas, mas admite que, sendo “uma experiência premium”, tem de haver um “preço diferenciado”.

Salas estiveram cheias

“2015 foi um ano preponderante para a indústria do cinema, não só a nível mundial mas especificamente em Portugal”, nota Pedro Mota Carmo.

De facto, as salas de cinema portuguesas bateram recordes no ano passado, tanto em número de hóspedes (14,5 milhões) como de receitas (72,6 milhões de euros), registando um dos maiores crescimentos a nível europeu: 20,4%.

Lisboa, 18/02/2016 - Pedro Mota Carmo - director dos cinemas NOS. (Leonardo Negr‹o/Global Imagens)

“A sala IMAX tem as melhores taxas de ocupação de toda a nossa rede de salas. Durante o Star Wars, por exemplo, chegou a ter uma taxa de ocupação de 100%” Foto: Leonardo Negr‹o/Global Imagens

No caso dos cinemas Nos, as salas receberam mais de 8,8 milhões de espectadores e as receitas brutas ascenderam a 46,6 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 20,8%.

O conteúdo foi o principal motivo para esta evolução. “O conteúdo que foi lançado em 2015 contribuiu largamente para que as pessoas se interessassem e viessem às salas. Começámos logo muito fortes, com filmes como o Sniper Americano, As 50 Sombras de Grey, Velocidade Furiosa, 007, Mínimos, Pátio das Cantigas… Foram filmes que trouxeram as famílias de volta às salas de cinema”, considera.

Por outro lado, “houve um trabalho muito intenso dos promotores e dos exibidores dos filmes para comunicar o produto, trabalhá-lo junto dos consumidores e puxá-los para dentro das salas de cinema”, diz o responsável.

Para este ano, as expectativas também são de crescimento. “O ano está a começar bem, estamos a crescer em relação ao ano passado. O que queremos é que venham produtos bons. E o alinhamento para este ano é forte, um pouco diferente do do ano passado, sem um Star Wars ou um 007, mas com um conjunto de filmes bons”, antecipa Pedro Mota Carmo.

Cinema nacional dispara

O ano passado também foi de recorde para o cinema nacional. Dos 14,5 milhões de espectadores, mais de 940 mil foram ver filmes portugueses.

Para este resultado, contribuiu, em grande parte, O Pátio das Cantigas, de Leonel Vieira, o filme português mais visto de sempre. Juntamente com O Leão da Estrela, do mesmo realizador, levou às salas de cinema mais de 785 mil espectadores.

“Isto é o fruto daquilo que tem sido o esforço, também da Nos, para aproximar o público do cinema português. Isso é muito importante, é a parte que nos ajuda a todos como indústria:o facto de haver um retorno de todo o investimento que é feito”, conclui Pedro Mota Carmo.

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