Rock in Rio Las Vegas encaixa 14 milhões em patrocínios

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Um total de 63 marcas dentro do recinto e uma mão cheia de grande patrocinadores estão a dar tudo por tudo para fazer da estreia nos EUA um sucesso. Num país que não está habituado a ter marcas nos festivais de música, o Rock in Rio Las Vegas conseguiu um total de 14 milhões de dólares de patrocínios e 63 marcas dentro do recinto, o que inclui lojas e logística. É um feito para a primeira edição nos Estados Unidos, que incluiu aconstrução de uma cidade do rock de raiz pela parceira MGM e tem um orçamento de 75 milhões de dólares.

“Os festivais em geral detestam marcas”, disse a vice-presidente executiva do Rock in Rio, Roberta Medina, numa visita do Dinheiro Vivo ao recinto antes do arranque do segundo fim-de-semana. “O que a gente faz é o oposto e vamos continuar. Ninguém se ofendeu com o que está a acontecer aqui dentro”, disse, referindo-se às ativações de marcas. Nos óculos de sol gigantes que a Chili Beans colocou no meio do recinto, por exemplo, os festivaleiros que foram ao fim-de-semana rock decidiram espontaneamente deixar frases e assinaturas.

A Mercedes-Benz dá nome ao palco secundário, a Corona é a cerveja oficial e há patrocínio também da Bacardi, Hennessy e Red Bull, além da portuguesa EDP. É possível ver a ativação de marcas de forma clara, mas menos intensa que no Rock in Rio Lisboa ou Rio de Janeiro. Até porque não são realidades comparáveis: em Lisboa, o festival vale 25 milhões e no Brasil 54 milhões, com centenas de marcas associadas.

“A gente teve que ajustar as nossas expectativas”, explica Roberta Medina, ressalvando que o Coachella este ano já teve 12 marcas e que isso demonstra que o mercado está a abrir-se aos patrocínios em festivais. “As marcas, no nosso caso, fazem parte do entretenimento. É um processo que está a ser muito duro, havia uma desconfiança.” O mesmo pode ser dito dos consumidores, que não sabem bem o que é o Rock in Rio. Numa cidade de puro entretenimento que recebe 300 mil pessoas todos os fins-de-semana, o Rock in Rio Las Vegas é mais um evento a competir com tantos outros. Deverá totalizar 160 mil festivaleiros na primeira edição, depois de ter recebido 82 mil pessoas nos primeiros dois dias, com No Doubt e Metallica a encabeçar o cartaz. Amanhã, arranca o fim-de-semana pop, com Taylor Swift a fechar a noite e Bruno Mars a fechar o festival, no sábado.

“É óbvio que a gente não teve a mesma massa de comunicação que temos no Brasil e em Portugal, onde há televisões nacionais que tratam do recado”, adianta a vice-presidente. Nos Estados Unidos é tudo comunicado localmente, o que também explica que a maioria das pessoas tenha ido de perto – Nevada, Arizona e Los Angeles, Califórnia, de onde foram 33% dos festivaleiros. Ainda assim, 18% dos fãs veio de fora, principalmente do Brasil, México, Panamá e Austrália.

Ainda que aquém da capacidade – o recinto leva 85 mil pessoas e teve 40 mil em média em cada dia – a reação dos festivaleiros foi boa, diz a responsável. Na sondagem feita pela organização, 76% disseram que pretendem voltar na próxima edição e a nota dada foi 9 em média, numa escala de zero a dez. “As pessoas chegaram aqui sem saber ao que vinham”, indica Medina. “Quando entraram, ficaram completamente extasiadas”, continua, dizendo que os consumidores referiram vantagens como as casas de banho (são permanentes e não daquelas portáteis), os horários intercalares dos concertos nos dois maiores palcos, o sistema de pagamento sem dinheiro com pulseira RFID e a animação diferenciada (há três Rock Streets no recinto). Não haverá lucro nesta primeira edição, já se sabe. Mas isso era esperado, diz a vice-presidente, e não muda nada. “A gente veio para ficar.”

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