Rubens, Brueghel e Lorrain encheram Museu Nacional de Arte Antiga

Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, recebeu mais 70 mil visitantes no primeiro trimestre deste ano, do que no período equivalente em 2013, atingindo um total próximo de 95 mil, indicam os dados estatísticos recolhidos pela instituição.

Contactado pela agência Lusa sobre os números de visitantes no museu no primeiro trimestre de 2014, o gabinete de comunicação indicou que, de janeiro a março deste ano, 94.550 visitantes entraram naquele museu nacional, para visitarem a exposição permanente e a temporária, “Rubens, Brueghel, Lorrain”, com obras do Museu do Prado.

Estes números, segundo os dados estatísticos, representam mais 70.059 visitantes do que nos primeiros três meses de 2013, quando as entradas no museu se situaram em 24.491.

Apesar de a contagem de 2014 incluir os bilhetes para a exposição permanente do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e para a exposição temporária, também foram registadas as entradas para cada um dos dois núcleos, em separado.

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Assim, nos primeiros três meses deste ano, houve 43.314 pessoas que visitaram a exposição permanente do MNAA, o que representa mais 18.823 do que em 2013.

A exposição com obras de pintura flamenga do Museu do Prado esteve patente no MNAA entre 3 de dezembro de 2013 e 6 de abril de 2014.

Numa conferência de imprensa realizada no início de abril para fazer um balanço desta exposição e apresentar novos projetos, o diretor do MNAA, António Filipe Pimentel, disse que a mostra recebeu, em cerca de quatro meses, “mais público do que as maiores exposições feitas anteriormente, como a Encompassing the Globe”, que esteve patente em Lisboa durante quatro meses e meio, em 2009, tendo recebido 72 mil visitantes.

No total, a exposição do Museu do Prado recebeu 80 mil visitantes.

Na altura, questionado pela agência Lusa sobre a percentagem dos visitantes estrangeiros, António Filipe Pimentel indicou que seriam cerca de vinte por cento do total de visitantes.

Sublinhou, no entanto, que o principal objetivo da apresentação destas grandes exposições no MNAA era “atrair o público nacional para conhecer o museu”.

A partir de 17 de maio, o MNAA vai acolher a exposição “Os Saboias. Reis e Mecenas (Turim, 1730-1750)”, também em parceria com a produtora Everything is New.

Concebida especificamente para o MNAA pelo Museo Civico d’Arte Antica-Palazzo Madama, de Turim, Itália, a exposição estabelece-se já na parceria estabelecida em 2013, entre o museu de Lisboa e o museu italiano.

A nova exposição, com comissariado de Edith Gabrielli e Enrica Pagella, evoca o papel da cidade de Turim na primeira metade do século XVIII enquanto capital do Reino do Piemonte e dos grandes artistas italianos e internacionais ao serviço das estratégias de poder da Casa de Saboia.

O percurso expositivo vai estar organizado em seis núcleos temáticos: “A Corte dos Saboias: Reis e Mecenas”, com os mecenas retratados por artistas de renome, como Clementina ou Duprà; “As Artes em Concerto: Arquitetura, Escultura, Artes Decorativas”, com as obras dos principais responsáveis pela revolução no gosto da época, como o arquiteto Filippo Juvarra, o escultor e ourives Francesco Ladatte e o ebanista Pietro Piffetti.

“O Teatro” vai ser outro dos núcleos da exposição, apresentando a importância desta arte nos espetáculos de corte, através das obras de Giovanni Michele Graneri ou dos esboços para cenas do Teatro Régio de Turim, pintadas por Crosato e pelos irmãos Galliari.

Outros núcleos são “A Pintura”, com obras dos artistas chamados a Turim para decorarem as residências reais, como Crosato, Nepote, Ricci, Giaquinto, Mura, Rapous, Cignaroli e Beaumont, “Fontes e Modelos”, com gravuras e desenhos, e “O Triunfo do Ornamento”, que apresenta uma carruagem de jardim.

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