Sabia que tem 428 euros em casa?

Tudo tem um preço
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Alguma vez olhou com olhos de ver para a muita tralha que vai acumulando em casa? Já pensou que pode ganhar algum dinheiro com coisas que julgava imprestáveis? É que os artigos que temos em casa e que já não usamos ou usamos muito pouco valem, em média, 428 euros por cada indivíduo.

Numa altura de crise económica, colocar esses artigos à venda online é uma solução cada vez mais procurada para ganhar algum dinheiro extra, que poderá compensar a perda de parte do subsídio de Natal deste ano. Pelo menos é esta a conclusão que mais salta à vista no estudo da Netsonda sobre hábitos de compra e venda de artigos usados online. Quando questionados sobre o valor monetário dos objectos que têm em casa e que já não usam, as respostas dos inquiridos remetem para uma média de 428 euros por cada pessoa. O estudo discrimina ainda a categoria de artigos que mais estão presentes nos nossos lares: móveis e artigos de decoração, colecções, artigos para bebé e criança, vestuário, música, filmes e livros.

Os mais rentáveis

Os valores médios atingidos online por alguns produtos podem ser um incentivo a desfazer-se que alguns monos que, para outros, podem ser autênticos achados. Saiba os mais «valiosos»:

– Colecções (382 euros)

– Móveis e decoração (266 euros)

– Bebé e criança (211euros)

– Instrumentos musicais (159 euros)

– Artigos de desporto (157 euros)

– Vestuário (61 euros)

– Livros (50 euros)

– Malas, calçado e acessórios (52 euros)

– Música e filmes (62 euros)

– Computadores e acessórios (65 euros)

– Telefones e acessórios (38 euros)

– Electrodomésticos (56 euros).

Mas será que conseguimos mesmo que alguém nos compre estes artigos usados que já não queremos? De acordo com Pedro Furtado, responsável pelo CustoJusto.pt, há sempre alguém que quer a nossa “tralha”. “A nossa experiência mostra-nos que o que é prata para uns é ouro para outros, permitindo uma elevada taxa de sucesso na venda dos artigos online”, diz o responsável por este site de classificados, indicado no estudo da Netsonda como um dos preferidos dos portugueses para colocarem os seus artigos à venda.

Efectivamente, o estudo aponta para uma tendência cada vez maior dos consumidores para comprar e vender artigos online. 50% dos inquiridos indicam que “vender artigos em 2ª mão online” é uma das actividades que os leva à Internet, enquanto que 63% afirma que já comprou online, o que demonstra a tendência de crescimento da procura por artigos em 2ª mão.

Apesar deste crescimento, a frequência com que se vende online é ainda baixa. 50% afirma ter feito a sua última venda há mais de 6 meses e 47% diz que coloca artigos à venda com uma frequência superior a uma vez por ano. As razões apontadas para não colocarem mais anúncios são a falta de artigos que valham a pena vender, a falta de tempo e de disponibilidade e também a desconfiança ou insegurança.

Onde se gasta?

Para Pedro Furtado estes “obstáculos” serão ultrapassados brevemente. “As pessoas têm sempre artigos para vender em sua casa, podem é não ter a noção de que estes têm valor para outros indivíduos. A falta de tempo e disponibilidade também não pode ser uma justificação, pois criar um anúncio no CustoJusto.pt é muito simples e demora dois minutos. A questão da segurança pode ser um problema, mas é facilmente contornado desde que se cumpram algumas regras básicas. No nosso caso, promovemos as transacções presencialmente, entre comprador com vendedor, o que garante a certeza quer quanto ao produto que compra quer quanto à certeza do recebimento. Por outro lado, todos os anúncios são revistos antes da sua publicação, filtrando as tentativas de burla”, garante o responsável do site de classificados.

E afinal, para que serve o dinheiro extra que se ganha com os artigos usados que temos em casa? 41% gasta esse dinheiro a comprar outras coisas que necessitam, enquanto 27% simplesmente o guarda ou poupa. Há ainda 14% que o usam para ir de férias ou para lazer e 8% para pagar dívidas.

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