Samsung. “Mais cedo ou mais tarde vamos liderar” nos tablets

Pedro Gândara
Pedro Gândara

A Samsung parece ser a favorita dos portugueses. A marca
lidera no segmento, garante Pedro Gândara, director de marketing, e
nos tablets, “mais cedo ou mais tarde”, vai conquistar o
primeiro lugar à Apple.

Exibiram
esta semana a curta Terra de Fogo, sobre A tradição
de Natal mais criativa de Portugal, produzida
no âmbito do Movimento Sim, by Samsung. Porquê esta aposta nas
indústrias criativas e não no futebol, território mais familiar
para a marca?

Procurámos estudar o consumidor e saber, dentro das
áreas de entretenimento, quais as privilegiadas – e o futebol não
era a principal. Surgem-nos uma série de áreas com o denominador
indústrias criativas. Estas são propícias à criação de
conteúdos, que podem ser partilhados. Tendo um consumidor que está
muito na Net, nas redes sociais, ávido desses conteúdos para
estender as suas relações – tínhamos aqui um caldo suficientemente
interessante para trabalho de marca, o que temos feito desde Maio.

Na área dos telemóveis, diz ter mais de 30% de quota de
mercado.

Neste momento somos líderes ao nível dos telemóveis no
seu todo, e no subsegmento que mais cresce, os smartphones.

Arredar a Nokia da liderança parecia impensável. O que
provocou essa mudança ?

O Galaxy 1, no ano passado, e este ano o
Galaxy 2 e o Note guindaram-nos claramente para a liderança.

A Vodafone está no ar com uma campanha de Natal para o Galaxy
Gio. O facto de os operadores incluírem os produtos na sua oferta e
nas suas campanhas certamente também contribuiu.

Quanto melhor
for o produto, mais atractivo para o operador e mais fácil
conseguirmos estas campanhas conjuntas. Nenhum operador vai dar voz a
um telemóvel que saiba que não é vencedor.

Também tem a ver com o preço que têm imposto; ou não?

Não.
Estamos a cotar ao nível dos nossos concorrentes. Temos hoje uma
marca que o permite. Caminhamos para uma marca claramente
aspiracional, que as pessoas gostam de ter, mais do que comprar por
ser mais barato. E isso acontece nos telemóveis, graças aos Galaxy.
Já podemos tirá-lo do bolso e pô-lo em cima da mesa.

E nos
tablets, já venceram a Apple?

Em termos de quota, nos tablets
continuamos a ser o challenger. Mas estamos à procura da liderança
– e ela acabará, mais cedo ou mais tarde, por acontecer.

Nos
tablets têm tido uma acesa disputa jurídica com a Apple em mercados
como a Alemanha. Não receia que isso afecte a marca?

Para já não
sentimos isso. Vamos continuar a desenvolver os nossos produtos, a
trazer mais inovação, design e a deixar que essa situação seja
resolvida nos tribunais.

Nas televisões, no ano passado focaram a
comunicação no 3D. O que se segue?

A SmartTV [um conceito da
marca] permite a ligação à Internet, o acesso às redes sociais,
ao YouTube, a um sem número de aplicações nos nossos televisores;
mas também permite ver conteúdos em 3D. A estratégia da Samsung,
para além do desenvolvimento global de aplicações, tem passado
pelo desenvolvimento de parcerias locais. Durante o ano de 2012,
vamos continuar a trazer cada vez mais conteúdos nacionais para os
nossos televisores.

Para 2012 prevê-se uma quebra de rendimento.
Que impacto antecipa no negócio?

As quedas deste ano cifraram-se
nos dois dígitos, quer no mercado de telemóveis quer no de
televisão, e não esperamos que haja alguma recuperação no próximo
ano. Só prevemos atingir o nosso budget [de comunicação] deste ano
se ganharmos quota de mercado.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Linhas de crédito anti-covid ainda podem vir a pesar muito nas contas públicas

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apoio a rendas rejeitado devido a “falha” eletrónica

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Só 789 empresas mantiveram lay-off simplificado em agosto

Samsung. “Mais cedo ou mais tarde vamos liderar” nos tablets