Samuel Pimenta tem 24 anos. Vai receber a Comenda Luís Vaz de Camões no Brasil

Escritor vive entre Portugal e Brasil
Escritor vive entre Portugal e Brasil

O jovem escritor de 24 anos, Samuel Pimenta, vai receber a Comenda Luís Vaz de Camões das mãos da Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas, no âmbito das Comemorações dos 800 anos da Língua Portuguesa.

Convidado para participar no Sarau Nacional, encontro de escritores, poetas e artistas do Brasil, Samuel Pimenta irá receber a distinção na Usina do Gasômetro de Porto Alegre, entre os dias 18 e 19 de julho.

Aí, o escritor vai permanecer durante dois meses para promover a sua escrita junto de escolas e universidades, bem como na Bienal do Livro de São Paulo.

Leia também: O mercado é uma questão de língua

Já a Literarte prepara-se para abrir em março a primeira delegação em Lisboa – cerimónia que está marcada para dia 27, às 16h, na sede da CPLP. E Samuel Pimenta será o representante oficial da associação em Portugal, do Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa.

Natural de Alcanhões, Santarém, o escritor é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova. Começou a escrever aos 10 anos, tendo já recebido vários prémios nacionais e internacionais.

Em outubro de 2013, publicou o livro
“Geo Metria”, pela editora brasileira Literarte, e o livro “O relógio”,
pela editora portuguesa Livros de Ontem.

Ler perfil completo aqui e aqui.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, Samuel Pimenta explica a importância destes reconhecimentos, apesar da pouca idade, situação que tenta “relativizar”.

Sobre o potencial de exportação da sua escrita, Samuel Pimenta diz que este trabalho de afirmação da língua portuguesa no mundo deve ser feito em conjunto com os outros países lusófonos.

O que significa para si a Comenda Luís Vaz de Camões?

A Literarte tomou contacto com o meu trabalho através do Facebook e, desde então, tem-me apoiado muito. Esta indicação para receber a Comenda Luís Vaz de Camões visa reconhecer, não só, a minha escrita, mas também as tertúlias e encontros literários que organizo. E é por isso que é importante, pois nestes encontros tenho-me empenhado na divulgação de novos escritores e na promoção da cultura lusófona. Esta comenda reconhece, também, que os novos escritores e a cultura lusófona são importantes.

Este é um reconhecimento da língua portuguesa. Porquê, o que tem a sua escrita de diferenciador?

Sim, é um reconhecimento a um escritor português promovido por uma associação brasileira que reúne sócios de toda a lusofonia. Confesso que não sei o que tem a minha escrita de diferenciador, nunca pensei muito sobre isso. Escrevo o que tenho de escrever, procurando ser fiel à minha verdade.

Vai também participar na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto. Nem todos conseguem…

Será uma óptima oportunidade para divulgar o meu trabalho, indiscutivelmente, e isso deixa-me muito feliz. Fico ainda mais feliz por poder conhecer alguns escritores e leitores com quem tenho vindo a manter contacto através das redes sociais. Aprecio muito a partilha e o intercâmbio e, em tempos como os que correm, é urgente erguer novas pontes que nos liguem, para que a humanidade não perca o Norte.

Vai também ser Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa. Mais um reconhecimento?

Sim. A Literarte virá a Portugal em março para distinguir uma série de pessoas ligadas ao meio universitário, literário e artístico, portuguesas e não só, instituindo o Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa, onde todos os homenageados ficarão agregados.

A trabalhar cá, em Portugal, e lá fora, no Brasil. Alguma vez considerou o seu trabalho um ativo para exportação?

Sim, porque não? Penso que as minhas temáticas de escrita não estão cristalizadas numa realidade, elas tocam questões que são universais. Portanto, a exportação parece-me viável.

Que potencial pode ter a cultura portuguesa no exterior? Na lusofonia…

Os laços de identidade que nos aproximam, em especial a língua. Por essa razão, penso que devemos reavivar os elos que temos em comum com todos os outros países lusófonos e trabalhar juntos para a afirmação da língua portuguesa no mundo. Será um erro se voltarmos a cair no engodo do “orgulhosamente sós”.

O que é preciso para mais jovens escritores possam exportar este “produto”?

Como me disseram, só com muito trabalho conseguimos alcançar os objetivos a que nos propomos. Para quem está a começar, sugiro que escreva muito e se aperfeiçoe. Em simultâneo, que vá mostrando o que escreve a quem entende de literatura, sejam os professores na escola (eu fi-lo muitas vezes e ajudaram-me muito), sejam outros escritores. Além disso que criem um blog/site que possa servir de montra ao seu trabalho. Mas no fundo, não há uma fórmula. Cada pessoa é uma pessoa única e com um percurso específico para ser traçado.

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