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Segurança informática: portugueses desconhecem fraudes e formas de as evitar

Fotografia: direitos reservados
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Portugueses desconhecem fraudes informáticas e formas de as evitar. Apenas 35% sabem que phishing é considerada uma fraude

Vivemos num tempo em que necessitamos de estar sempre ligados ao mundo, e a informática é a forma de o fazer. No entanto, as fraudes aumentam, são cada vez mais variadas e mais sofisticadas, e de acordo com um estudo de Literacia Financeira do Cetelem, “os portugueses desconhecem as fraudes e as formas de as evitar”.

O estudo, desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizadas 500 entrevistas por telefone, a indivíduos de Portugal continental e ilhas, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, revela que “apenas 35% dos inquiridos sabem que phishing é considerada uma fraude”.

O phishing, uma técnica através da qual se obtêm dados pessoais de terceiros para utilização fraudulenta, com recurso a meios informáticos, apenas 35% dos portugueses sabem que se trata de fraude. 13% respondem incorretamente que phishing não é considerada fraude e 44% não sabem/não respondem.

Questionados sobre vários aspetos, os portugueses revelam desconhecimento sobre os cuidados que devem ter online e o que é considerada fraudulento. Menos de metade respondeu corretamente às questões colocadas, revela o estudo. “Não enviar o IBAN por email como forma de proteção contra fraude é a questão à qual mais portugueses responderam corretamente (49%)”.

A questão à qual houve mais respostas incorretas relaciona-se com a identificação de instituições autorizadas a exercer a atividade bancária em Portugal: 47% respondem, por exemplo, de forma incorreta, que consideram que a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica tem registo das instituições autorizadas a exercer atividade bancária. Só 15% dizem que tal não corresponde à realidade e 38% não sabem/não respondem.

“Há ainda 34% dos consumidores a pensar que para um site ser seguro basta ter a marca da entidade, o que não é verdade, e 19% a responderem corretamente, ou seja, que apenas esse fator não é suficiente”, refere o estudo.

“Atualmente, cada vez mais aspetos relacionados com o dia-a-dia estão informatizados e é comum as pessoas utilizarem ferramentas digitais. É importante que os portugueses tenham um maior conhecimento do que pode ser considerado fraude e das metodologias que devem adotar online para evitar serem afetados por este tipo de práticas”, afirma Leonor Santos, diretora de Compliance e Jurídico do Cetelem.

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