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Série da HBO aumenta turismo e “abusos” de influenciadores em Chernobyl

Chernobyl

Com o aumento de turismo na cidade abandonada de Pripyat, perto da Central Nuclear de Chernobyl, têm aumentado fotos consideradas abusivas

Existem poucas séries com tanto impacto em tão pouco tempo. Chernobyl não só permitiu à HBO ter um sucesso logo após a mediática série A Guerra dos Tronos, como permitiu dar destaque a um dos incidentes que mais perto esteve de por parte da Europa em causa. O pior acidente nuclear da história da humanidade aconteceu na Central Nuclear de Chernobil, perto da cidade de Pripyat, no norte da República Socialista Soviética da Ucrânia, a 26 de abril de 1986, há 33 anos.

A série mostra de forma dramática a sequência de acontecimentos que permitiu evitar uma catástrofe ainda maior que podia ter tornado a Ucrânia, Bielorrússia e Alemanha em zonas radioativas e perigosas para a vida humana. A série norte-americana com atores na maioria britânicos e que suscitou já críticas vindas da Rússia conseguiu desde já um feito assinalável: é a série com melhor pontuação no famoso site/biblioteca de filmes e séries, IMDb, com 9,7 de classificação de 0 a 10, superando Breaking Bad e A Guerra dos Tronos.

A minisérie de cinco episódios começou a ser emitida nos EUA no início de maio – está disponível na HBO Portugal – e, desde então, tem levado ao aumento do turismo na cidade abandonada de Pripyat, que fica a poucos quilómetros da central. Apesar de ainda existirem níveis elevados de radioatividade na cidade, já são possíveis visitas breves e não faltam guias locais disponíveis para levar os novos turistas às zonas mais icónicas, representadas na série. Após a emissão, as visitas à zona aumentaram em 30% e as reservas para o verão cresceram mais de 40% em relação ao ano anterior, dizem os jornais locais, num número que pode aumentar nas próximas semanas.

Esta semana surgiu alguma contestação na Ucrânia e na Rússia pelo facto de vários jovens influenciadores divulgarem no Instagram fotos peculiares e “demasiado à vontade” no mesmo lugar onde aconteceu a maior tragédia nuclear da história. Muitos acusam os jovens de “falta de respeito” sobre um acidente que vitimou mais de quatro mil pessoas e cujos efeitos da radioatividade continuam a fazer-se sentir com casos de cancro e outras consequências da radioatividade. A cidade fantasma que não vai ser habitável durante vários séculos – tem uma concentração de elementos radioativos que só devem desaparecer em 24 000 anos – parou no tempo e reflete uma das cidades mais modernas da antiga União Soviética nos anos 1980, embora a floresta tenha ocupado quase todo o espaço onde viviam 50 mil pessoas. Há vários animais, de raposas a lobos, passando por cavalos a viver na zona, alguns foram colocados para analisar o quão a radioatividade os poderia afetar.

O que também ainda por lá está é a central nuclear, com o local da explosão a ser alvo desde 2016 de uma nova cúpula gigante para proteger a zona de mais emissões radioativas perigosas além das que já foram emitidas aquando da explosão.

Ficam alguns exemplos de posts no Instagram:

Polémicas à parte, a série criada e escrita por Craig Mazin e protagonizado por Jared Harris, Stellan Skarsgård e Emily Watson levou à criação de um podcast para explicar cada episódio, revelando mais alguns pormenores que não couberam nos episódios e onde o autor explica as decisões tomadas pelos protagonistas. Pode ouvir no YouTube ou nos vários serviços de podcasts.

 

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