Sorrell. Pacote de remuneração de 13 milhões de libras de CEO do grupo WPP irrita acionistas

Martin Sorrell, do grupo WPP
Martin Sorrell, do grupo WPP

No próximo dia 13 de junho Martin Sorrell, fundador e CEO do grupo de comunicação WPP, prepara-se para ter uma reunião anual musculada, com os acionistas a se prepararem para votar contra o seu pacote de remuneração.

Mais de 50% dos acionistas do grupo que detém as agências Ogilvy & Mather ou a Young & Rubican prepara-se para votar contra o pacote de remuneração de 13 milhões de libras, seguindo a recomendação da consultora Institucional Shareholders Services (ISS), noticiou o Financial Times.

A ISS aconselha cerca de um quinto dos acionistas do grupo WPP. Outros três grandes acionistas, em conjunto detêm cerca de 10% do grupo, dizem que vão votar contra a política de remuneração da empresa na reunião anual marcada para o próximo mês. Um dos 10 maiores acionistas da empresa considera que o aumento de 60% de Sorrell o ano passado foi excessivo. “Penso que pelo menos 50% dos acionistas da WPP irão votar contra o pacote de Sorrell. O valor que está a ser pago é demasiado”, diz citado pelo Financial Times.

O ano passado o salário base de Sorrel foi aumentado 30%, para 1,3 milhões de libras (inicialmente estava previsto 1,5 milhões), tendo o seu bónus beneficiado de uma reestruturação que aumentou a base de pagamento do bónus de 300 para 500% do salário, caso os objetivos de desempenho do grupo fossem atingidos. Em 2011, Sorrell recebeu um bónus representativo de 385% do seu salário, ou seja, 5 milhões de libras, subindo o pagamento para 6,8 milhões de libras. Juntou-se a isso outros incentivos de longo prazo anteriormente acordados elevando para cerca de 13 milhões de libras o montante global recebido por Sorrell.

Das reuniões que estarão a decorrer entre os acionistas e o comité de remunerações da empresa não estará a emergir um consenso sobre o tema, com alguns acionistas, segundo o FT; a levantar igualmente a questão do estilo de gestão de Sir Martin Sorrell. “Sorrel age mais como um proprietário do que um gestor… os acionistas são capazes de lhe deixar com um nariz sangrento”, cita o FT.

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