Surf é um “produto que os alemães não fazem melhor nem os chineses imitam”

Pedro Adão e Silva
Pedro Adão e Silva

“Precisamos de ter produtos que alemães não consigam fazer melhor nem
chineses consigam imitar”, defendeu esta terça-feira Pedro Adão e Silva,
professor do ISCTE, sobre o potencial económico do surf para Portugal.

Na apresentação do Estudo do Impacto do Rip Curl Pro 2012 Portugal, este
surfista frisa que “uma onda como os supertubos de Peniche os chineses
não vão conseguir imitar e os alemães não vão conseguir fazer uma onda
melhor que a dos coxos na Ericeira.”

Acresce a isto, aponta o professor do ISCTE, o facto de o “caráter
periférico de Portugal”, constituir uma vantagem, uma espécie de
“centralidade”, associada à “capacidade de acrescentar valor.”

Mas há um conjunto de dificuldades para a afirmação do surf. A
saliência, que “tem a ver com a invisibilidade do surf na economia do
mar”, aponta Pedro Adão e Silva.

O segundo problema passa pela integração,sedo preciso a integração os
atores políticos e económicos. “não faz sentido estar a vender surf como
produto turístico segmentado, por clusters concelhios”, diz Adão e Silva

O mesmo responsável remata com o problema da regulação. “Temos de
repensar o modo como as praias estão a ser ocupadas pelas escolas de
surf, surf camps, implicando alguma regulação”.

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