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Tribunal do Barreiro dá luz verde à viabilização da YDreams

A YDreams vai pagar todas as dívidas junto dos 180 credores
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A YDreams ultrapassou o último obstáculo e está salva da insolvência. O Tribunal do Barreiro homologou esta terça-feira o plano de revitalização da empresa liderada por António Câmara. A decisão surge menos de uma semana depois da aprovação pelos credores.

“O PER foi aprovado por mais de 80% dos credores”, revelou Bruno Vicente, administrador judicial provisório da YDreams, em declarações ao Dinheiro Vivo na sexta-feira, 17 de abril. O plano foi viabilizado com 86% dos votos, revelou fonte ligada à operação, acima dos dois terços necessários no âmbito do processo especial de revitalização.

A tecnológica pretende pagar as dívidas junto dos 180 credores. No total, a empresa tecnológica deve 17,98 milhões de euros. Os bancos são as entidades que mais esperam receber da parte da empresa fundada em 2000, a partir do campus da Universidade Nova de Lisboa. Ao todo, representam 67,3% das dívidas da YDreams, mais de 12 milhões de euros, que deverão ser recebidos daqui a dois anos.

A YDreams também irá manter a equipa de gestão, adianta António Câmara, questionado pelo Dinheiro Vivo. “O grupo continuará a ser gerido pelos três fundadores da empresa, que tem um grupo internacional de conselheiros”, adianta o presidente da YDreams, cujos vogais continuarão a ser Edmundo Nobre e José Miguel Remédio, outros dos elementos que criaram a empresa em 2000.

Participadas na bolsa

António Câmara indicou ainda que o futuro da YDreams vai passar pela “aposta em parcerias no Canadá e na Alemanha, que inclui processos de investimento e cotação em bolsa de várias das suas empresas“, segundo declarações à Exame Informática. Em 2011, a Ynvisible, uma das spin-off da tecnológica, chegou a estar cotada no índice First Quotation Board da bolsa de Frankfurt, acabando por ser retirada em novembro de 2012.

Em 2015, a YDreams indica que as participadas, “num grau de maturidade superior“, vão tentar entrar em praças financeiras que “têm uma liquidez consideravelmente superior”, adianta António Câmara em respostas por e-mail ao Dinheiro Vivo.

(Notícia atualizada pela última vez às 16h30)

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