Turistas chineses são os que gastam mais

Louis Vuitton é das marcas preferidas
Louis Vuitton é das marcas preferidas

Vêm da China, Angola, Brasil e Rússia para fazer compras em
Portugal, sobretudo de bens de luxo. São conhecidos como
globeshoppers e viajam por todo o mundo, reservando pelo menos 30% do
seu orçamento para compras.

Em Portugal, os chineses lideram em termos de crescimento e valor
ao desembolsarem, em média, 560 euros por cada compra. A preferência
recai não só em relógios e jóias como também em moda e
acessórios. Entre as marcas preferidas estão a Louis Vuitton,
Prada, Loewe ou a Burberry.

Os dados são da Global Blue, empresa financeira que também opera
no negócio do reembolso de IVA, e referem-se aos turistas elegíveis
para tax free (compras livres de impostos), ou seja, turistas fora da
União Europeia. O tax free apenas contempla produtos que sejam
exportados e transportados pelos turistas na sua bagagem e, por isso,
os indicadores não abrangem despesas em hotelaria e restauração.

Mas apesar de os chineses terem crescido 89%, os angolanos
continuam a representar a maior fatia deste mercado em Portugal.

No ano passado, estes turistas gastaram 40 milhões de euros em
compras tax free em Portugal. Em termos médios, um angolano gasta
300 euros por compra. “Há dois tipos de turistas angolanos: os
que vêm especificamente para comprar bens de luxo e os ocasionais,
que vêm suprir necessidades de produtos que não existem no
seu mercado, nomeadamente ao nível de eletrónica e
eletrodomésticos”, explicou Pedro Frutuoso, responsável pela
Global Blue em Portugal, ao Dinheiro Vivo.

As preferências dos angolanos recaem, assim, em marcas como a
Worten, Media Markt, mas também Sacoor e Louis Vuitton.

Já os brasileiros procuram sobretudo marcas de moda e acessórios.
No ano passado gastaram 26 milhões de euros em compras, a que
corresponde um gasto médio por compra de 300 euros. Além da Louis
Vuitton, também compram na Diesel e na Adidas.

Por fim, a Rússia surge como a quarta nacionalidade entre os
turistas de tax free em Portugal. Os russos gastam 52% do seu
orçamento em moda e roupa, estando dispostos a pagar preços
mais altos por artigos, simplesmente porque não os encontram no seu
país.

Segundo dados da Global Blue, o crescimento desta nacionalidade em
Portugal foi de 78%. No ano passado, os russos gastaram, em média,
305 euros por compra, a que corresponde um gasto total de 4,5 milhões
de euros.

Segundo o responsável da Global Blue, as previsões apontam para
que as compras tax free mantenham o seu crescimento de 25%
anuais. Pedro Frutuoso reforçou que este regime de devolução de
IVA “está estabelecido por lei e prevê dinamizar o consumo de
marcas locais”. E concluiu: “Existem casos de sucesso de
lojas e marcas portuguesas que efetuam mais de 50% das suas vendas
para este tipo de clientes e para as quais a crise passa ao lado”.

Como funciona o tax free

O turista compra na loja um artigo superior a 61,35 euros e pede o
formulário tax free (apenas turista extra comunitário). Depois deve
dirigir-se à alfândega para validar o formulário, mostrando
os artigos comprados. Por fim, desloca-se ao balcão da Global Blue
no aeroporto para receber o reembolso em dinheiro ou optar por
depositar o formulário na caixa de correio da Global Blue presente
em vários locais do aeroporto e recebe posteriormente o seu
reembolso em cartão de crédito.

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