Videojogos: “Gamers” profissionais ganham mais de 60 mil euros por ano

Gamers em torneio profissional
Gamers em torneio profissional

Muitos olham com inveja para as estrelas do futebol mundial, afinal ganhar muito dinheiro a fazer o que mais se gosta não é para todos. Mas actualmente existe uma profissão que começa a constar no topo das ambições de jovens em todo o mundo, a de gamer profissional.

Estes profissionais dos video-jogos podem ganhar até 60 mil euros por ano, como conta a Bloomberg. Como no caso dos gamers da Team Dignitas, uma equipa profissional do Reino Unido que foi formada em 2003, competindo actualmente em torneios em todo o mundo, com os seus jovens jogadores a ganharem grandes quantias de dinheiro.

“Nós temos uma grande audiência, temos empresas que nos apoiam e os nossos jogadores servem de exemplo como o Beckham e o Rooney, e que tal como os fãs destes jogadores fazem, existem adeptos que compram e fazem tudo o que os seus gamers favoritos compram e fazem”, conta Michael O’Dell da Team Dignitas.

A Team Dignitas pode ser comparada a uma equipa de futebol, contando com um patrocínio de uma marca de software, vendendo o seu próprio merchandising e enviando os seus jogadores para torneios em todo o mundo.

Dois dos jogos mais conhecidos, o League of Legends e o Starraft II, já pagaram mais de cinco milhões de dólares em prémios a gamers. Um gamer que vença vários torneios, por exemplo, pode arrecadar quantias a superar os 75 mil euros.

Só nos Estados Unidos a indústria de gaming gerou receitas no valor de 5 mil milhões de dólares em 2009, segundo dados da Entertainment Software Association. Entre 2005 e 2009, a mesma indústria cresceu anualmente acima de 10%.

E para quem pensa que o mundo dos video-jogos é terreno só para os mais novos e para os homens, as estatísticas provam precisamente o contrário: O jogador comum tem em média 30 anos de idade e já joga há pelo menos 12 anos. As mulheres representam cerca de metade dos gamers, com 47% dos jogadores a pertencerem ao sexo feminino.

Os jogos nos dispositivos móveis também estão em crescimento: 33% jogam no seu smartphone e 25% jogam na sua tablet.

Mas no mundo dos video-jogos não são só os gamers que ganham muito dinheiro. Também empresas de hardware para os jogadores como a Razer tem assistido ao aumento das vendas.

“O gaming é entretenimento, o gaming é sobre ser preciso e rápido, e isto é o que nós oferecemos ter produtos rápidos e precisos para os gamers terem uma vantagem”, explicou à Bloomberg Marco Chillon da Razer.

“O ser humano é competitivo, nós queremos sempre ganhar e é por isso que o gaming tem crescido tanto”, afirmou o responsável da companhia norte-americana.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Mário Centeno e Pierre Moscovici. Fotografia: EPA/TIAGO PETINGA

Bruxelas. Orçamento é arriscado e pode acabar em “desvio significativo”

Primeira-ministra britânica, Theresa May, e Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Fotografia:  REUTERS/Hannah McKay

Theresa May vai a Bruxelas no meio de uma encruzilhada

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: Steven Governo/Lusa

OCDE. Défice português “desaparece” em 2020, mas é preciso mais

Outros conteúdos GMG
Videojogos: “Gamers” profissionais ganham mais de 60 mil euros por ano