Mark Zuckerberg

Zuckerberg abre a porta à Google: “Ligar toda a gente vai ser algo que nenhuma empresa pode fazer sozinha”

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A ambição de Mark Zuckerberg parece continuar a ser a mesma que levou à criação do Facebook. O CEO da empresa diz que continua a ambicionar ligar todo o mundo através da internet e diz que adoraria trabalhar com a Google num projeto comum.

“Ligar toda a gente vai ser algo que nenhuma empresa pode fazer sozinha. Por isso ficaria muito satisfeito que eles [Google] e uma série de outras empresas pudessem trabalhar nisto. (…) Estamos em permanente contacto com eles. (…) Adoraria trabalhar com a Google. Eles são ótimos produto na área de pesquisa”, explica Zuckerberg, em entrevista à jornalista Emily Chang, do programa Studio 1.0 da Bloomberg Television.

Mark Zuckerberg continua a considerar limitado o acesso do mundo à internet. O CEO do Facebook diz que, ainda que a internet seja uma maneira de aproximar as pessoas que queremos perto de nós, falta-lhe chegar à maioria das pessoas. “É a maneira como nos ligamos ao mundo moderno mas hoje, infelizmente, apenas um pouco mais de um terço da população tem acesso à internet. (…) o que quer dizer que 2,7 mil milhões de pessoas não têm acesso“, esclarece.

No ano seguinte à viagem pelo sudeste asiático e pela Índia no âmbito do projeto Internet.org, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, contou à jornalista da Bloomberg os planos para o futuro mas confessa que continua a preocupar-se com o acesso limitado da população mundial à internet. “Quando as pessoas estão ligadas, só podemos fazer coisas boas. Elas passam a ter acesso a trabalho, educação, saúde, comunicação. Temos a oportunidade de trazer para mais perto pessoas com quem nos preocupamos. E isso faz uma diferença enorme.”, sublinha.

“Há muitos estudos que comprovam que nos países desenvolvidos, mais de 20% do crescimento do PIB é devido à internet”. A internet, diz Zuckerberg, cria emprego e diminui a pobreza. “Por isso, no Facebook acreditamos muito que a tecnologia precisa de ser útil a toda a gente. A conectividade não pode ser um privilégio dos países mais ricos.”, afirma.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

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