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Zumba vai ter comida. E virar filme

Beto Perez deu uma aula no Virgin Active
Beto Perez deu uma aula no Virgin Active

O maior fenómeno do fitness nos últimos anos tem uma história tão incrível que vai dar um filme – literalmente. O criador da Zumba, Beto Perez, tem sido contactado para contar a sua história em formato Hollywood. Ele é o símbolo do sonho americano, o colombiano que chegou a dormir na rua em Miami antes de se tornar no milionário que pôs 15 milhões de pessoas a dançar em todo o mundo. Por semana.

“O mundo do fitness sempre inventou programas para as pessoas que gostam de fazer exercício. Isto, a Zumba, é algo para quem não gosta de fazer exercício… que é 90% da população mundial”, diz ao Dinheiro Vivo Beto Perez, na sua primeira passagem por Lisboa. Há dois anos que andavam a pedir-lhe para vir a Portugal, mas o momento não era certo, justifica. Ainda não estava criado o movimento que hoje existe, com a explosão da Zumba, uma aula de dança coreografada com vários estilos de música, por ginásios de todo o país.

O sucesso mundial da modalidade é tão grande que a empresa de Perez, sediada em Miami e com 300 empregados, já tem uma linha de roupa, acessórios, calçado, um vídeojogo para Xbox e Wii e DVD para exercício em casa.

O próximo passo é a nutrição: a empresa vai lançar a nova área no início de 2015. “Vem aí um programa de comida. Estamos a trabalhar em nutrição”, revela Beto Perez,, ainda sem querer dar muitos pormenores. A empresa está a trabalhar na nova área há um ano e meio e irá lançá-la primeiro nos Estados Unidos. Será testada com os instrutores Zumba no final de 2014 e lançada para os consumidores no início do próximo ano.

Como surgiu a febre

Nos últimos quatro anos, a empresa de Beto Perez cresceu 800%. Está em 185 países e tem dezenas de milhares de instrutores, que lhe pagam para poderem dar as aulas nos ginásios. A Zumba, na sua essência, é quase o antifitness. Não requer conhecimentos técnicos nem deixa as pessoas exaustas. O mercado do fitness, diz Perez, nunca se lembrou disto. Mas a verdade é que nem ele: foi um acidente.

O colombiano era professor de aeróbica em Cáli e um dia esqueceu-se da música para a aula. A única coisa que tinha era uma cassete com músicas gravadas da rádio e foi isso que usou. “Não queria dizer aos alunos que, por ser irresponsável, tinha deixado a música em casa. Então menti e disse que tinha preparado aquela aula e era algo novo.” Improvisou durante uma hora e as pessoas adoraram. “E eu pensei: é isto que quero fazer para o resto da vida: dançar.”

Viajou para os Estados Unidos quatro vezes em 1999, à procura de vingar na área, mas ninguém lhe dava uma oportunidade e chegou a dormir na rua duas noites. Até que conseguiu espaço para dar a aula, e nos anos seguintes a modalidade explodiu. Construiu um império de fitness tão grande que ontem, na sua passagem por Lisboa, foi convidado pela Euronext Lisbon como exemplo de empreendedorismo e self-made man.

A Zumba tornou-se até uma plataforma de lançamento de artistas: Beto Perez tem dez produtores a fazerem música para ele e tem-se reunido frequentemente com grandes nomes do panorama musical – encontrou-se há pouco tempo com Pharrell, por exemplo. “Agora os cantores querem que usemos a sua música, porque somos como uma estação de rádio”, graceja. “Pitbull, Don Omar, Daddy Yankee, Pharrell, todos estes artistas estão atrás de nós. Antes não nos queriam ceder a música, agora procuram-nos, porque o negócio da música está a mudar.”

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