empreendedorismo

Programa no Babson College ensina a “combater o estigma do fracasso”

Todos os anos, 30 alunos do mundo inteiro aprendem a ser empreendedores no Babson College com bolsas Santander. FOTO: SantanderX
Todos os anos, 30 alunos do mundo inteiro aprendem a ser empreendedores no Babson College com bolsas Santander. FOTO: SantanderX

As inscrições terminam a 19 de junho e em jogo estão 30 bolsas a distribuir entre universidades ibero-americanas . Quem lá esteve conta como foi.

Quando a crise aperta e a concorrência é implacável, a resposta está em saber ser versátil. É isto, em resumo, que se aprende de forma intensiva no Babson Build Program e que, com o apoio da plataforma SantanderX, está também ao alcance dos estudantes universitários portugueses. As candidaturas estão abertas até ao dia 19 de junho e, ao todo, há 30 bolsas a distribuir pelos melhores candidatos de diversos países ibero-americanos. Em 2017, dois estudantes da Universidade de Coimbra passaram por esta escola de negócios líder na formação em empreendedorismo, que agora partilham a “experiência enriquecedora e única” que viveram.

“É como o velho ditado diz: trocar os problemas por oportunidades”, sumariza André Cruz de Carvalho, estudante de Engenharia Civil na Universidade de Coimbra, referindo-se às aptidões que adquiriu no Babson College. Durante duas semanas, em agosto de 2017, o jovem e mais 29 colegas de diversos países – um dos quais da sua universidade – aprenderam a adotar uma perspetiva negocial e inovadora quanto à sua carreira e emprego, independentemente da àrea dos seus estudos.

No caso de André Cruz de Carvalho, a mais-valia foi perceber como se combina a Engenharia Civil com o empreendedorismo. “Existindo crise na construção, existem oportunidades na reconstrução e na reabilitação”, explica o estudante, que também percebeu que não há só uma saída profissional. Há sempre a possibilidade de “me poder adaptar aos mercados de trabalho, de saber que estou a tirar um curso – neste caso, de Engenharia Civil – que abrange inúmeras áreas, desde a construção à hidráulica, ao urbanismo”, disse.

André Cruz de Carvalho, mestrando de Engenharia Civil em Coimbra, fala sobre o que aprendeu nas duas semanas que passou no Babson College. FOTO: A. C. Carvalho

André Cruz de Carvalho, mestrando de Engenharia Civil em Coimbra, fala sobre o que aprendeu nas duas semanas que passou no Babson College. FOTO: A. C. Carvalho

Outro dos ensinamentos que André Cruz de Carvalho trouxe da faculdade de Massachusetts é que deve “trabalhar também por outros meios e estar envolvido em outras questões, como a parte da gestão, da economia, porque um dia mais tarde, não sei se vou ser um projetista ou se vou ser um gestor de equipa”.

Depois, o facto de os bolsistas trabalharem sempre em equipas, formadas por sorteio aleatório, e respondendo a desafios lançados na hora permitiu adquirir “imensas capacidades de trabalho”. “As nossas soft skills foram aumentando e a nossa adaptação às diferentes culturas e às diferentes maneiras de trabalhar também foi evoluindo”, garantiu Cruz de Carvalho, acrescentando: “Aprendemos a combater o estigma do fracasso, que ainda existe no nosso país”.

Diogo Barbosa de Melo, estudante de Economia, também da Universidade de Coimbra, foi o outro português a participar no programa de empreendedorismo norte-americano em agosto de 2017. “Fazer parte do Babson Build Program foi, sem dúvida, uma experiência muito enriquecedora e única”, afirmou. “Ter a oportunidade de aprender com os melhores professores de empreendedorismo do mundo foi uma experiência ímpar. O facto de a turma ser composta por vários alunos de países e culturas diferentes, tornou o programa ainda mais enriquecedor e incentivou ainda mais a minha aprendizagem”, acrescentou.

Ambos os estudantes beneficiaram de bolsas da plataforma SantanderX, uma iniciativa lançada pelo Banco Santander no ano passado “com a vocação de se converter no maior ecossistema de empreendedorismo universitário do mundo”.

Independentemente do mérito necessário a cada candidato para conseguir conquistar as bolsas SantanderX para o Babson College, Diogo Barbosa de Melo não se poupou a elogios à oportunidade que lhe foi concedida. “O Santander prestou-nos um auxílio exemplar e mostrou ser um banco que se preocupa com o movimento jovem empreendedor”, disse. “É de louvar este tipo de apoios por parte de instituições como a Universidade de Coimbra e o Santander, que se preocupam em promover o talento jovem e empreendedor no mundo”, concluiu.

Para este ano, estão em aberto 30 bolsas, a que podem concorrer os estudantes portugueses no ensino superior, sobretudo aqueles que frequentam as 52 universidades associadas ao Santander. Mas a competição é feroz, até porque às mesmas bolsas concorrem os colegas universitários de outros países ibero-americanos, cujas faculdades também beneficiam do mecenato Santander, como o Brasil, a Espanha, a Argentina, o Chile ou o México.

As inscrições já estão em curso e o prazo corre até ao dia 19 de junho. As candidaturas podem ser feitas online, a página própria do SantanderX.

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