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Cinco finalistas prestes a saber quem é o Primus Inter Pares

Os cinco finalistas atrás, com o presidente do júri, Pinto Balsemão, ao centro, e os restantes jurados: Vieira Monteiro, Raquel Seabra, Estela Barbot e António Vitorino. FOTO: Santander Universidades
Os cinco finalistas atrás, com o presidente do júri, Pinto Balsemão, ao centro, e os restantes jurados: Vieira Monteiro, Raquel Seabra, Estela Barbot e António Vitorino. FOTO: Santander Universidades

Dos cerca de 100 candidatos distinguiram-se cinco, que vão saber no dia 2 de julho quem são os três vencedores de um MBA

Faltam pouco menos de duas semanas para se saberem quem são os três futuros líderes do mundo da economia, gestão e engenharia, que este ano se distinguiram de entre os seus pares. A expectativa dos cinco finalistas chegará ao fim no dia 2 de julho, data em que serão anunciados os vencedores do Prémio Primus Inter Pares 2018. A subida ao “pódio virtual” decorrerá durante uma cerimónia de gala, que terá lugar no Sud Lisboa Hall, a partir das 20h30. Enquanto aguardam, os cinco derradeiros eleitos partilham as suas motivações e experiências. Para já, é de salientar o facto de haver o dobro das presenças femininas entre os finalistas, que passaram de apenas uma na edição do prémio de 2017, para duas, este ano.

Independentemente da escolha do júri, para trás ficam três meses de intensos testes, provas e desafios que foi preciso ultrapassar. Para testar as suas competências, os perto de 100 candidatos ao Primus Inter Pares submeteram-se a testes online, presenciais e até físicos, que puseram à prova os seus conhecimentos técnicos e as suas aptidões nas mais variadas áreas – nomeadamente, em termos de liderança, criatividade e espírito de equipa –, antes de passarem pela exigente meia hora de entrevista com o júri do troféu.

Os Prémios Primus Inter Pares, que já levam 15 anos a distinguir a “nata” dos recém-formados para o mundo dos negócios e da engenharia em Portugal, são da iniciativa conjunta do Banco Santander e do semanário Expresso. Razão por que o presidente do júri é Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, a que se juntam António Vieira Monteiro, presidente do Santander Portugal, Estela Barbot, administradora do grupo das Tintas Barbot, Raquel Seabra, diretora do grupo Sogrape, e António Vitorino, advogado e administrador em várias empresas.

Aos três vencedores, o Prémio Primus Inter Pares vai atribuir um MBA numa business school de prestígio nacional e internacional. Envolvidos estão o IESE, em Barcelona, a IE Business School, em Madrid, o Lisbon MBA (da Universidade Católica e da Universidade NOVA), o ISCTE, o ISEG e a Porto Business School. Os 4º e 5º classificados recebem um curso de pós-graduação.

O derradeiro “teste” por que os finalistas não esperavam foram as três perguntas, todas iguais, que lhes foram colocadas pelo Dinheiro Vivo. Veja aqui as suas respostas e fique a conhecer os candidatos aos Prémios Primus Inter Pares 2018.

GuilhermeGabrielCoelhoGuilherme Gabriel Coelho
Universidade de Coimbra – Frequenta o Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica, com a Especialização em Informática Clínica e Bioinformática

Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?

Desde o início do meu percurso académico que tenho participado e levado a cabo diversas iniciativas onde pude fugir um bocadinho à minha área de estudos e entrar no mundo da Gestão. Foi assim que descobri uma das minhas paixões, na qual tenho trabalhado até aos dias de hoje.
Fazer parte dos vencedores do Prémio Primus Inter Pares (PPIP), além da enriquecedora experiência, permitir-me-á fazer um MBA, e consequentemente enriquecer o meu percurso e desenvolver novas competências nesta área. São vários os Engenheiros que mais tarde optam pela vertente da Gestão, fazendo um MBA. Essa opção eu já a tomei, e o PPIP é a oportunidade perfeita para me aproximar da concretização do MBA.

Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
O processo de seleção foi, no mínimo, diferente. Durante todo o processo, foram várias as vezes onde me deparei com situações novas. Desde os testes iniciais, ao fim de semana no Vimeiro à inesquecível entrevista final com o Júri do Prémio. Apenas pela experiência tenho a certeza que já valeu a pena. A aprendizagem mais gratificante que tiro da experiência, foi conseguir estruturar os meus objetivos pessoais e profissionais a curto, médio e longo prazo e, sem dúvida, as pessoas incríveis que tive oportunidade de conhecer.

Quem espera ver subir ao pódio do Primus Inter Pares – e em que posições – na noite de 2 de julho?
Não poderia deixar de dizer que gostaria muito de fazer parte dos 3 vencedores do Prémio. Contudo, tenho a certeza de que qualquer vencedor é justo. O grande prémio foi a própria experiência, chegar até aqui e termos sido eleitos os cinco finalistas. Qualquer um de nós merece ganhar o prémio final, mas acima de tudo, estamos os cinco, desde já, de parabéns.

InesMantalvaoCunhaInês Montalvão Cunha
Nova School of Business and Economics – Licenciatura em Economia e Mestrado em Finanças

Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Decidi participar por achar bastante interessante o conceito do concurso, que reconhece o mérito dos alunos para além dos seus feitos académicos, e pelo enorme desafio que é. Para além disso, no futuro, ambiciono fazer um MBA e, por essa razão, seria uma enorme oportunidade, para mim, conseguir um dos prémios do concurso.

Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
O maior desafio que encontrei foi a entrevista final pela oportunidade de estar frente a um júri com tanta experiência e por ser um momento tão importante para o resultado final do concurso. No entanto, outro grande desafio do processo de seleção foi na prova do Vimeiro, na qual estava inserida num grupo de 12 candidatos e em que nos foram propostas várias provas individuais e coletivas. Esta etapa do processo teve a duração de dois dias e foi bastante intensa pois foram-nos colocados vários tipos de desafios que exigiam de nós um elevado autoconhecimento, determinação e companheirismo. Por exemplo, desafiaram-nos não só a fazer uma introspeção pessoal sobre os objetivos futuros aos quais nos propomos, como também uma prova de orientação em equipa. Para além disso, esta experiência no Vimeiro deu-me a oportunidade de conhecer várias pessoas de diferentes zonas do país – todas elas brilhantes nas suas áreas – e que partilham comigo a ambição de aprender sempre mais.

Quem espera ver subir ao pódio do Primus Inter Pares e em que posições na noite de 2 de julho?
Somos os cinco de áreas distintas e com ambições elevadas, mas ao mesmo tempo diferentes, pelo que penso que qualquer um de nós tem chances de subir ao pódio do Prémio Inter Pares. Acredito que todos teremos sucesso no futuro e seja qual for o vencedor na noite de 2 de julho será um resultado merecido. Penso que o júri teve de tomar uma decisão difícil e estou ansiosa para saber o resultado final.

InesPedroDosSantosInês Pedro dos Santos
Nova School of Business and Economics – Licenciatura em Gestão na Católica-Lisbon e Mestrado em Gestão na Nova SBE

Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Pelo desafio do processo de seleção e pela oportunidade de ganhar um MBA.

Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Durante o fim de semana tivemos vários momentos de reflexão, o que me obrigou a pensar no que quero para o meu futuro, quais são as minhas prioridades e os meus valores. Por um lado parar para pensar no que realmente quero é um desafio, mas esse processo ajudou-me a organizar melhor as minhas ideias e a definir objetivos. Para além disso, mais uma vez, apercebi-me da importância de nos valorizarmos, mas sem nunca nos esquecermos de conhecer os outros, neste caso os outros participantes, e aprender com eles. Durante o fim de semana, conheci pessoas incríveis com percursos muito diferentes do meu e com quem aprendi imenso.

Quem espera ver subir ao pódio do Primus Inter Pares – e em que posições – na noite de 2 de julho?
Acredito que nesta fase a decisão do júri será difícil. Pelo que conheci dos meus colegas qualquer um pode ficar nos primeiros três lugares.

JoaoPrazeresRamadasJoão Prazeres Ramadas
Católica-Lisbon – Licenciatura em Gestão no ISCTE-IUL e Mestrado em Gestão com especialização em Empreendedorismo e Inovação na Católica-Lisbon.

Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
A candidatura ao PIP surgiu depois da sugestão por parte do departamento de carreiras da Católica-Lisbon, que me indicou ser eu elegível. A minha reação imediata foi formalizar a candidatura por perceber que se tratava de uma oportunidade de ser reconhecido pelo meu desempenho académico (e não só) até ao momento, de ter contacto com empresas e com personalidades de enorme prestígio e ainda por ter a possibilidade de realizar um MBA que, de outra forma, seria muito difícil alcançar devido ao elevado custo associado ao mesmo.

Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
O processo de seleção é bastante exigente. Diria até que foi o processo mais longo e exigente que presenciei até ao momento. Começa com uma simples candidatura, tendo posteriormente fases de testes online e presenciais, um outdoor assessment, uma entrevista e, apenas após tudo isso, temos contacto com o júri. Não diria que tenha encontrado particulares dificuldades, mas salientaria que foi um processo de introspeção muito valioso e que me permitiu conhecer vários estudantes com os quais me identifico bastante e com os quais pretendo manter contacto.

Quem espera ver subir ao pódio do Primus Inter Pares – e em que posições – na noite de 2 de julho?
Honestamente, não tenho qualquer ordem específica em mente. Claramente alimento esperanças de ficar em 1º lugar, mas acredito que qualquer um dos meus colegas é merecedor do prémio e que o que diferencia o 1º do 4º/5º lugar é muito pouco. Nesta fase, já todos demos provas de sermos alunos de excelência e com potencial para sermos líderes nas nossas áreas, pelo que penso que a escolha estará mais relacionada com algum feeling – ou algo mais subjetivo – que os júris tenham tido ao conhecer-nos pessoalmente.

NunoAzevedoFonsecaNuno Azevedo Fonseca
Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) – Licenciatura em Economia e Mestrado em Finanças

Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Decidi participar no Primus Inter Pares desde logo pela atratividade do prémio e pelo prestígio desta competição, mas também para me desafiar a mim próprio, pelo crescimento que perspetivava que este processo me poderia proporcionar e pela relevância que teria, a vários níveis, a possibilidade de atingir uma fase avançada da competição.

Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Os desafios foram imensos e das mais variadas formas, desde os testes psicotécnicos presenciais e online, passando por apresentações e dinâmicas de grupo variadíssimas nos dois dias de provas no Vimeiro e culminando na entrevista final com o júri do Prémio, um momento marcante para qualquer um de nós pela imponência do painel que ali temos a honra de conhecer. Levamos deste processo não só um grande desenvolvimento das competências interpessoais e até do nosso autoconhecimento, mas acima de tudo as vivências, o privilégio de conhecer dezenas de pessoas brilhantes e as amizades que aqui se formam.

Quem espera ver subir ao pódio do Primus Inter Pares – e em que posições – na noite de 2 de julho?
Será provavelmente uma resposta cliché, porém 100% honesta: qualquer um dos 5 finalistas tem legítimas possibilidades de ser o grande vencedor, pelo que é praticamente impossível prever quem será o vencedor ou quem irá subir ao pódio. Estou certo apenas de que quem quer que seja o 1º classificado será um justíssimo vencedor e que, independentemente da classificação final, é já um privilégio para todos nós termos chegado a esta fase.

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