Solidariedade

Prémio de Voluntariado com prazo de candidatura alargado em 2018

Os vencedores dos PVU 2017, com a administradora do Banco Santander, Inês Oom de Sousa (2ª a contar da dta) e o presidente do mesmo, Vieira Monteiro (4º a contar da dta).  Os projetos vencedores foram desenvolvidos nos Açores, Madeira, e Viana do Castelo. FOTO: Santander Universidades
Os vencedores dos PVU 2017, com a administradora do Banco Santander, Inês Oom de Sousa (2ª a contar da dta) e o presidente do mesmo, Vieira Monteiro (4º a contar da dta). Os projetos vencedores foram desenvolvidos nos Açores, Madeira, e Viana do Castelo. FOTO: Santander Universidades

O objetivo é que, até 12 de outubro, concorram pelo menos 100 projetos e que venham de todas as regiões do país, sem exceção

Abriu esta quinta-feira e vai prolongar-se até 12 de outubro o prazo de candidaturas aos Prémios de Voluntariado Universitário (PVU), que envolvem um valor global de 10 mil euros a distribuir pelos vencedores das três categorias previstas. Esta é já 3.ª edição destes galardões, lançados por iniciativa do programa Santander Universidades, que visam recompensar o esforço dos jovens do ensino superior envolvidos em projetos de solidariedade social. Para a edição de 2018 deste prémio, as metas fixadas pelos responsáveis são mais exigentes: além de mais candidaturas, pretende-se uma maior descentralização geográfica.

“Houve zonas do país – como Bragança, Portalegre, Beja, Faro – que não tiveram nenhuma candidatura” nas duas edições anteriores do Prémio de Voluntariado Universitário, sublinhou Cristina Louro, presidente do respetivo júri, lançando de seguida um apelo: “Gostaríamos muito que essas zonas, que ficaram a descoberto, pudessem candidatar-se e participar nesta ação tão importante. Mais a mais, porque são zonas desfavorecidas do próprio país, uma vez que são interiores”.

Foi a pensar nisto e numa maior adesão à iniciativa que os responsáveis deste prémio alargaram o prazo de candidaturas. Os estudantes solidários – ou seja, aqueles que estão envolvidos em projetos de apoio social – têm este ano três meses e alguns dias, a começar já a 5 de julho, para concorrerem aos Prémios de Voluntariado Universitário. As candidaturas podem ser apresentadas através do preenchimento de um formulário próprio disponível na página dedicada deste troféu, onde se pode também consultar o regulamento do concurso.

Este ano, “gostaríamos de ter o dobro das candidaturas: pelo menos, 100”, adiantou Cristina Louro, socióloga que dedicou toda a sua carreira à área do voluntariado e assistência social em instituições nacionais e europeias, foi vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (como voluntária) até 2017, tendo sido presidente do júri destes prémios desde o início. “Mas volto a insistir que não é o número de candidaturas, é de onde provêm as candidaturas que é o mais importante”, concluiu.

Tal como nos anos anteriores, o Prémio de Voluntariado Universitário (PVU) é atribuído a três categorias principais. São elas o PVU Projeto, o PVU Comunidade e o PVU Ideia, que atribuirão 3.000 euros a cada um dos projetos vencedores, para ajudar ao seu desenvolvimento, além de mentoria estratégica. Há ainda uma quarta categoria, o PVU Comunicação, que vai atribuir um prémio de 1.000 euros ao melhor vídeo de candidatura (obrigatório para todos os concorrentes).

Cristina Louro, presidente do júri dos PVU, teve uma carreira inteira ligada à solidariedade social e foi, até 2017, vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. FOTO: Santander Universidades

Cristina Louro, presidente do júri dos PVU, teve uma carreira inteira ligada à solidariedade social e foi, até 2017, vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. FOTO: Santander Universidades

E quanto aos critérios de avaliação, Cristina Louro não podia ser mais clara. “A originalidade do projeto é muito importante, depois, a profundidade da intervenção desse projeto – o que é que se pretende, até onde é que se quer ir –, e o contributo para a resolução das problemáticas identificadas. E também acrescentamos o envolvimento com a comunidade e a qualidade de comunicação do projeto, que consideramos importante.”

Tendo acompanhado os PVU desde o seu primeiro ano, Cristina Louro está especialmente habilitada a fazer um balanço das edições passadas. “Notou-se que houve uma evolução entre a 1.ª edição e a 2.ª. Esperemos que na 3.ª ainda melhor seja”, disse. Segundo a responsável, além de ter notado “uma maior descentralização geográfica” dos projetos – que mesmo assim, no seu entender, não chega –, “houve uma maior estruturação na qualidade das candidaturas e também um esforço para o desenvolvimento de vídeos já com muito mais qualidade”.

Apesar da tónica deste ano na maior distribuição geográfica das candidaturas, os números continuam a ser importantes para medir o sucesso do PVU. De acordo com dados do Santander Universidades, logo no primeiro ano – e em apenas 10 dias – o prémio reuniu 56 candidaturas, envolvendo cerca de 16 mil voluntários em causas diversas, com impacto em mais de 45.500 beneficiários. Na 2.ª Edição, em cerca de três semanas houve menos candidaturas (50), com menos voluntários envolvidos (5.000 ), mas mais de distritos e regiões do país abrangidas (12, ao todo) e alcançando um número muito mais elevado de beneficiários: acima de 886 mil.

Já os temas dos projetos premiados, elencou o Santander, vão da inclusão social, à educação e à própria promoção do voluntariado. Sendo que entre os seus principais alvos se destacam as famílias carenciadas, com especial atenção dedicada às crianças, jovens e idosos. E, até agora, os vencedores abrangeram os distritos de Aveiro, Braga, Lisboa, Porto e Viana do Castelo, assim como a Região Autónoma da Madeira.

O grande objetivo dos PVU, afirma Cristina Louro, “é dinamizar o voluntariado universitário e o envolvimento da comunidade”. Porque, no seu entendimento, “faz imensa falsa que estes estudantes também envolvam a comunidade e que a tentem melhorar”. Com esta afirmação, a presidente do júri referia-se ao facto de os projetos de voluntariado universitário envolverem, necessariamente, a comunidade local, sobretudo através da colaboração solicitada e, muitas vezes, obtida pelos estudantes junto das empresas e instituições da região.

Assim, o PVU é, para Cristina Louro, duplamente importante: para as comunidades e para os estudantes. Isto porque, “nós todos temos um pouco de voluntário dentro de nós – unicamente, muitas vezes, a nossa cidadania e os nossos princípios de cidadania não foram devidamente ativados”, garante. “Vamos incentivar estes jovens a quererem ser voluntários e quererem intervir, como cidadãos ativos, na sua própria comunidade”, apelou em conclusão.

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