Inovação

Startup Expo da EIA 2018 trouxe à luz dezenas de ideias fantásticas

A irreverência que caracteriza as ideias e o ambiente da EIA 2018 também esteve presente no Startup Expo Day. No amplo espaço do hall do Centro de Congressos do Estoril, cada equipa teve um stand para expôr o seu projeto e explicá-lo aos visitantes. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens
A irreverência que caracteriza as ideias e o ambiente da EIA 2018 também esteve presente no Startup Expo Day. No amplo espaço do hall do Centro de Congressos do Estoril, cada equipa teve um stand para expôr o seu projeto e explicá-lo aos visitantes. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Esta terça-feira foi o primeiro teste. No dia 3 de agosto, as 10 melhores ideias de negócio serão apresentadas num pitch final perante investidores

Foi o Startup Expo Day, decorreu na passada terça-feira, 24 de julho, e serviu para exibir as ideias dos jovens empreendedores que estão a “disputar” a distinção máxima na Academia Europeia de Inovação – EIA 2018, na sigla inglesa –, em curso no Centro de Congressos do Estoril até 3 de agosto. Durante um dia inteiro, os estudantes puderam treinar junto de quem visitou o seu stand a abordagem que vão adotar na apresentação dos seus projetos (pitch), observar e “registar” as reações às suas ideias, esclarecer dúvidas e ouvir conselhos quanto a potenciais problemas até então não detetados. Ao todo, depois de algumas desistências, são 77 equipas de cinco elementos que apostam em soluções digitais, tecnológicas e até de robótica e machine learning para resolver problemas que vão das questões ambientais, a problema do setor da educação e do emprego e até aos serviços de beleza. Ideias extraordinárias e inéditas que, como sublinha Jeff Abbott, coordenador dos mentores-chefes da EIA, têm em comum o fim de pretenderem prestar auxílio a terceiros.

“A primeira coisa que chama a atenção é o quanto estas pessoas se preocupam com a hipótese de ajudarem os outros e o mundo, em geral”, disse Jeff Abbott, cofundador e CEO da Global Scaling Academy, que anda há 3 anos a partilhar o que sabe com os jovens que passam pela EIA. Este ano, coube-lhe ser o coordenador dos mentores-chefes, aqueles que nos primeiros dias ajudam as equipas a formar-se e a selecionar uma ideia que seja exequível e que todos os seus membros concordem em desenvolver. E foi pelo seu contacto com as diversas equipas e problemas que Jeff Abbott se foi familiarizando com o que está ser desenvolvido na EIA 2018 do Estoril.

Jeff Abbott, cofundador e CEO da Global Scaling Academy, anda há 3 anos a partilhar o que sabe com os jovens que passam pela EIA. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Jeff Abbott, cofundador e CEO da Global Scaling Academy, anda há 3 anos a partilhar o que sabe com os jovens que passam pela EIA. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

“Estamos sempre a ouvir dizer que a geração dos ‘millenials’ tem uma maior consciência social do que as anteriores – isso é, sem dúvida, verdade”, garante o mentor. “Por isso, vemos aqui imensos projetos centrados no ambiente, na saúde e bem-estar e há até alguns focados na vida saudável e dieta alimentar”, diz. E como o desafio proposto pela EIA é o de transformar, em apenas três semanas, sonhos e ideias em embriões de empresas viáveis… “Também se vê muitas ideias típicas de startup, do tipo de startups de base tecnológica, em que se procura resolver um problema específico criando um software ou uma aplicação que é útil para um negócio ou para um indivíduo”, refere Jeff Abbott.

Então e quanto à tónica na robótica e na Inteligência Artificial (IA) prevista para a EIA deste ano? Para Jeff Abbott, estes seriam temas lógicos para sugerir, devido à sua popularidade junto dos investidores – “Se olhar para os tipos de organizações que conseguem angariar financiamento, hoje em dia, em Silicon Valley, o maior interesse vai para as áreas de machine learning, IA, robótica, drones e coisas do género” -, mas desenvolver projetos destes é “muito complicado” e demoraria sempre mais do que três semanas, sublinhou. O que não impediu que alguns destemidos se aventurassem por essa via.

“Há alguns projetos de robótica, como por exemplo um que consiste num mini-drone – acho que chamaram ao projeto FlyDot. Trata-se um drone em miniatura que um dos estudantes construiu e o seu objetivo é que sejam usados por pequenas e médias empresas que têm armazéns ou instalações de grande dimensão em que o drone pode voar e ajudar os funcionários fazer inventários ou a detetar outras questões”, disse.

Há outro, por exemplo, que aposta na construção de uns óculos de realidade virtual e quase todos funcionam com base em aplicações desenhadas para telemóveis e PC ou noutros recursos das novas tecnologias. Por isso, aqui ficam alguns exemplos – cinco apenas – do que foi possível encontrar no Startup Expo Day da EIA 2018.

A Academia de Inovação – que chegou a Portugal pela mão de parceiros como o Banco Santander Totta, a Beta-i ou a Universidade Nova de Lisboa – este ano agendou para 3 de agosto a subida ao palco das 10 melhores ideias de negócio selecionadas. As equipas suas autoras terão então oportunidade de defender, num pitch final, o seu projeto perante um grupo de investidores de risco internacionais. Só uma será vencedora.

—Projeto BeGreen
Meta: poupar o ambiente

Os cinco elementos da equipa BeGreen (da esq. para a dta.): Moisés Moreira, 24 anos, Viana do Castelo, licenciado em Eng. em Desenvolvi. de Jogos Digitais no Inst. Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA); Frank Chen, 24 anos, Taiwan a estudar em França, licenciado em Engenharia Ambiental e a tirar o mestrado de Gestão na IMT Atlantique; Iolanda Rocha, CEO da equipa, 23 anos, Porto, formada em Biologia na U.Porto; Ana Lopes, 24 anos, Braga, licenciada em Eng. de Desenvolv. de Jogos Digitais, no IPCA, a tirar o mestrado em Ilustração e Animação; Elise Gouin, 21 anos, Edmonton, Canadá, estudante de Comunicação na MacEwan University. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Os cinco elementos da equipa BeGreen (da esq. para a dta.): Moisés Moreira, 24 anos, Viana do Castelo, licenciado em Eng. em Desenvolvi. de Jogos Digitais no Inst. Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA); Frank Chen, 24 anos, Taiwan a estudar em França, licenciado em Engenharia Ambiental e a tirar o mestrado de Gestão na IMT Atlantique; Iolanda Rocha, CEO da equipa, 23 anos, Porto, formada em Biologia na U.Porto; Ana Lopes, 24 anos, Braga, licenciada em Eng. de Desenvolv. de Jogos Digitais, no IPCA, a tirar o mestrado em Ilustração e Animação; Elise Gouin, 21 anos, Edmonton, Canadá, estudante de Comunicação na MacEwan University. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

“Estamos a desenvolver um copo reutilizável, que se chama Adventure Buddy, para substituir todos os copos descartáveis que vemos nas ruas e nos festivais, em que as pessoas consomem as suas bebidas e deitam-nos para o lixo”, explicou a CEO da equipa BeGreen, Iolanda Rocha. “O Adventure Buddy não é um copo reutilizável qualquer. Será um copo que vai fazer com que as pessoas efetivamente o reutilizem”, garante. E como é que isso se faz? “Usamos uma aplicação de companhia que vai motivar o cliente a usar o copo em vários locais, nomeadamente em bares e restaurantes que serão nosso parceiros e onde podem ter descontos, por exemplo”, concretiza a jovem responsável.

Além disso, a aplicação ligada ao Adventure Buddy – designação que a equipa ainda não tem a certeza se será a definitiva – vai também permitir registar os locais onde as pessoas vão e consultar alguns dados estatísticos. “Nomeadamente, quantos copos descartáveis ‘tiraram’ do chão, isto é, impediram que fossem parar ao chão porque estão a ser reutilizados”, adianta a responsável.

O copo poderá ser feito de plástico reciclado ou aço inoxidável, porcelana ou vidro, terá um design otimizado para que seja prático e uma vida útil de 2 ou 3 anos. E, porque tem outras funcionalidades que não apenas beber, terá a garantia de 1 ano, refere Iolanda Rocha.

Ao longo da Startup Expo, o feedback foi positivo. “Os potenciais investidores têm reparado que a nossa abordagem ao problema é diferente e ficam interessados porque pode alterar o comportamento dos consumidores e fazer com que reutilizem efetivamente o copo”, conclui.

—Projeto ED-Xperience
Meta: evitar abandono escolar

Os cinco elementos da equipa ED-Xperience, exibindo o protótipo dos seus óculos de realidade virtual. Da esq. para a dta.: Anniina Mertaniemi, 23 anos, Finlândia, licenciada em Eng. Biomédica na Universidade de Tampere , a tirar mestrado em Ciências; Ivania Yovanovic, 23, Chile, licenciada em Eng Industrial na Pontificia Universidad Católica do Chile; Ana Viveiros, 22, Madeira, licenciada em Enfermagem na U.Madeira; Jonah Chellappa, 24, Suíça, licenciado em Gestão e Administ. de Empresas Internacionais na Univ. Ciências Aplicadas do Noroeste da Suíça (FHNW); Lauren Cameron, CEO da equipa, 19 anos, Flórida, formada em Economia e Língua Inglesa na UCLA. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Os cinco elementos da equipa ED-Xperience, exibindo o protótipo dos seus óculos de realidade virtual. Da esq. para a dta.: Anniina Mertaniemi, 23 anos, Finlândia, licenciada em Eng. Biomédica na Universidade de Tampere , a tirar mestrado em Ciências; Ivania Yovanovic, 23, Chile, licenciada em Eng. Industrial na Pontificia Universidad Católica do Chile; Ana Viveiros, 22, Madeira, licenciada em Enfermagem na U.Madeira; Jonah Chellappa, 24, Suíça, licenciado em Gestão e Administ. de Empresas Internacionais na Univ. Ciências Aplicadas do Noroeste da Suíça (FHNW); Lauren Cameron, CEO da equipa, 19 anos, Flórida, formada em Economia e Língua Inglesa na UCLA. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

“Estamos a tentar reduzir as taxas de abandono escolar, através da criação uma ferramenta de realidade virtual que permite aos estudantes explorarem opções de carreira e que faz a ligação entre aquilo que aprendem na escola, em termos de disciplinas e matérias, a essas carreiras”, disse a CEO da equipa ED-Xperience, Lauren Cameron. Este dispositivo, no caso, uns óculos de realidade virtual, exibirão filmes de 15 minutos que demonstrarão, por que razão um aluno que quer ser um músico de sucesso, por exemplo, deve ter boas bases de Língua Inglesa, Literatura, etc. e, por isso, deve concluir os seus estudos. E como este, haverá centenas de outros exemplos de carreiras correlacionadas com as disciplinas e aptidões básicas aprendidas na escola que lhes estão subjacentes e que não ocorrem

Assim, “o objetivo é vender os nossos equipamentos – óculos de realidade virtual – às escolas, que seriam postos à disposição primeiramente dos gabinetes de orientação escolar”, por onde todos os alunos americanos são obrigados a passar, explicou. Portanto, os dispositivos seriam propriedade das escolas e a ED-Xperience emitiria licenças de utilização de 1 ano, que dariam acesso às atualizações que fossem sendo lançadas.

Para começar, a equipa da ED-Xperience tem por alvo o mercado dos EUA, devido à reduzida taxa de permanência na escola, sendo que a principal causa de abandono é a falta de motivação. “Mas temos esperança de que, um dia, a nossa ferramenta de realidade virtual seja expansível não apenas para a Europa, mas para o mundo inteiro”.

Uma meta que pode tornar-se realidade, a julgar pelo interesse já despertado. “Já falámos com cerca de 40 escolas nos EUA com taxas de permanência reduzidas e, até agora, temos o número mínimo de 12 diretores escolares que seriam potenciais clientes”, revelou Lauren Cameron. “E na expo, falei com um investidor que disse nunca ter ouvido falar em nada parecido com a nossa ideia – que envolvesse o futuro da Educação a tecnologia – e que estaria interessado em saber mais e, eventualmente, em investir”, concluiu.

—Projeto InFill
Meta: poupar o ambiente

A equipa do InFill, uma das poucas constituída apenas por estudantes portugueses. Da esq. para a dta.: Carolina Poupinha, 21 anos, Lisboa, a estudar Eng. Mecânica no IST; João Santos, CEO da equipa, 23, Azeitão, licenciado em Eng. Eletrónica e Computacional pelo Inst. Politécnico de Setúbal; Henrique Completo, 22, Lisboa, licenciatura em Finanças pela Nova SBE; Rita Prates, 20, Setúbal, estudante de Eng. Informática no IST; Afonso Gonçalves, 18, Lisboa, a tirar Eng. Informática e de Computadores no IST. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

A equipa do InFill, uma das poucas constituída apenas por estudantes portugueses. Da esq. para a dta.: Carolina Poupinha, 21 anos, Lisboa, a estudar Eng. Mecânica no IST; João Santos, CEO da equipa, 23, Azeitão, licenciado em Eng. Eletrónica e Computacional pelo Inst. Politécnico de Setúbal; Henrique Completo, 22, Lisboa, licenciatura em Finanças pela Nova SBE; Rita Prates, 20, Setúbal, estudante de Eng. Informática no IST; Afonso Gonçalves, 18, Lisboa, a tirar Eng. Informática e de Computadores no IST. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Quase em concorrência direta com a BeGreen está o copo reutilizável da InFill, ideia do CEO da equipa, João Santos. “O InFill é um sistema de refill automático, em que nós utilizamos um copo com uma identificação – um QR code ou um nfc – para que volte ser enchido com a bebida desejada”, explica.

Automático como? “Os copos são comprados fisicamente já com o consumo pretendido registado nos bares, festivais ou estabelecimentos com que tenhamos parcerias. Depois é só encher o copo e se houver máquinas de refill automático, o processo ainda fica mais automatizado, graças ao qr code e à identificação do copo”.

Assim, evitam-se filas e ter de andar com dinheiro atrás, já que com a aplicação InFill é possivel carregar o copo com dinheiro virtual e, com esse crédito, comprar bebidas e registá-las nos copos. E se forem devolvidos, os copos valem um retorno em dinheiro.

Entretanto, a aplicação inFill vai registando os consumos, criando um historial e fornece indicadores como o nível de álcool no sangue, por exemplo, ou aponta a localização dos sítios onde se pode fazer o refill. E pode ter também uma vertente social: através da aplicação pode-se oferecer um copo a um amigo ou a “uma rapariga bonita”, diz João Santos.

—Projeto InPower
Meta: emprego para deficientes

Os cinco elementos da equipa InPower (da esq. para a dta.): Nick, EUA, estudante da Universidade da Califórnia - Berkeley; Yumi Bae, Coreia do Sul, licenciada em Gestão Hospitalar, a tirar mestrado em Gestão e Administ. de Empresas Internacionais na Suíça; Mariana Cardoso, CEO da equipa, a estudar Economia na U.Porto; Bárbara Ferreira, Porto, a estudar Economia na U.Porto; Noah Wu, EUA, licenciatura em Ciências Computacionais e Filosofia na UC Berkeley. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Os cinco elementos da equipa InPower (da esq. para a dta.): Nick, EUA, estudante da Universidade da Califórnia – Berkeley; Yumi Bae, Coreia do Sul, licenciada em Gestão Hospitalar, a tirar mestrado em Gestão e Administ. de Empresas Internacionais na Suíça; Mariana Cardoso, CEO da equipa, a estudar Economia na U.Porto; Bárbara Ferreira, Porto, a estudar Economia na U.Porto; Noah Wu, EUA, licenciatura em Ciências Computacionais e Filosofia na UC Berkeley. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

“A ideia do nosso projeto é essencialmente criar uma ponte entre as pessoas com deficiência e o mercado de trabalho”, diz a CEO do projeto e autora da ideia, Mariana Cardoso. “Acreditamos que, independentemente da condição física ou mental de uma pessoa, ela tem capacidades que devem ser aproveitadas e, muitas vezes, o mercado não sabe onde encontrá-las.” Para isso, o que se propõe é a criação de uma plataforma – “sem qualquer tipo de barreiras”, diz –, onde se podem inscrever empregadores e pessoas com deficiência à procura de emprego. O InPower fará o matching entre as pretensões de uns e de outros.

Esta é já uma visão revista da ideia original de Mariana Cardoso. “O nosso mentor aconselhou-nos a testar o mercado, a perguntarmos aquilo que deveria ser resolvido primeiro, se a parte da empregabilidade ou da acessibilidade. E, depois, falando com as pessoas, chegámos à conclusão de que o emprego seria a primeira abordagem”, contou a CEO.

A plataforma poderá ter funcionalidades como permitir a iniciação da contratação laboral, mas Mariana e a sua equipa querem incentivar os contactos pessoais, para que as pessoas ultrapassem a limitação da pessoa com deficiência. “Vamos tentar ser mentores dessas pessoas e, ao mesmo tempo, fazer compreender às empresas que há benefícios em empregar pessoas com deficiência, nomeadamente fiscais.”

A equipa não podia estar mais animada com o interesse que o InPower está a despertar. “Temos tido, para já, um feedback muito positivo. Temos até empresas que já nos contactaram, apesar de só hoje [terça-feira, 24 de julho] termos lançado a nossa pequena plataforma, que ainda nem está minimamente desenvolvida”, revelou Mariana Cardoso.

—Projeto Muxuni
Meta: plataforma de emprego

Os cinco elementos da equipa Muxuni (da esq. para a dta.): Nanajacob Hagan, 20 anos, a estudar Gestão e Administ. de Empresas Internacionais no Eckerd College da Flórida; Patrick Pinho, 19 anos, um lusodescendente de New Jersey (EUA), a estudar Gestão e Administ. de Empresas Internacionais no Eckerd College da Flórida; Charlie Ball, 21, Reino Unido, a estudar Criminologia e Estudos Forenses na Universidade de Portsmouth; Gael White Njeukam, 29, CBO da equipa, 29 anos, Finlândia, licenciado em Gestão e Administ. de Empresas Internacionais, na Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Os cinco elementos da equipa Muxuni (da esq. para a dta.): Nanajacob Hagan, 20 anos, a estudar Gestão e Administ. de Empresas Internacionais no Eckerd College da Flórida; Patrick Pinho, 19 anos, um lusodescendente de New Jersey (EUA), a estudar Gestão e Administ. de Empresas Internacionais no Eckerd College da Flórida; Charlie Ball, 21, Reino Unido, a estudar Criminologia e Estudos Forenses na Universidade de Portsmouth; Gael White Njeukam, 29, CBO da equipa, 29 anos, Finlândia, licenciado em Gestão e Administ. de Empresas Internacionais, na Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Segundo o CEO do projeto, Nanajacob Hagan, o Muxuni é uma plataforma de emprego desenhada à medida para as pequenas e médias empresas. Nela estarão inscritos milhares (espera o CEO) de estudantes universitários à procura de emprego e outras tantas empresas.

Em troca do mesmo valor que custaria às empresas a colocação de um anúncio, a Muxuni fará o matching perfeito entre quem oferece e quem procura trabalho. “Prestamos o serviço de fazer a correspondência entre as qualificações dos estudantes inscritos com as necessidades das empresas e dizemos-lhes quais, de entre eles, são os mais aptos para trabalhar com eles.

Outro serviço a prestar é a disponibilização de um pool de trabalhadores a que chamam live job workers: uma rede de profissionais prontos a suprir com competência, diz Nanajacob Hagan, as faltas de funcionários em dias inteiros ou turnos difíceis. “A nossa plataforma teria uma rede de utilizadores que seriam mão-de-obra disponível, que nós validaríamos e provaríamos às pequenas empresas que estas pessoas podem chegar às empresas e desempenhar bem a mesma função do empregado em falta, trabalharia de forma exatamente igual (com a mesma competência e know-how) da pessoa impossibilitada de trabalhar.

Portanto, mais do que tudo, a Muxuni pretende ser sinónimo de confiança: cada utilizador seu, de ambos os lados, será avaliado e validado, de modo a que de se saiba que se vai da parte da Muxuni é mão-de-obra ou entidade empregadora de qualidade.

Por outro lado, o Muxuni não faria apenas uma correspondência, seria também uma plataforma de comunicação: “Todos os nossos utilizadores têm capacidade absoluta de comunicação entre si – todos têm acesso aos perfis e informações uns dos outros. Podem contactar-se por nosso intermédio ou entre si, mas sem sombras de dúvida, poderão fazê-lo de forma digital, fácil e muito acessível”, garante o CEO do projeto.

Segundo Nanjacob Hagan, as reações recebidas durante a Startup Expo foram muito boas. “O feedback que recebemos hoje tem sido sobre questões-chave, coisas sobre as quais já tínhamos pensado, mas que precisamos de encontrar forma de tornar realidade: por exemplo, questões ligadas aos seguros”, avança.

Seja como for, “o feedback está a ser excelente e, mesmo quando chega alguém que aponta algo como um problema, estou a trabalhar com uma equipa fantástica, que prefere detetar o problema já e encontrar soluções do que só vir a descobri-lo mais tarde, quando já tivermos uma empresa e corrermos o risco de ir à falência”, rematou.

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