Investigação

Vencedor do Prémio Colaborativo 2018 anunciado segunda-feira

Foto: Global Imagens
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Projeto eleito procura solução para uma doença envolvendo investigadores de três áreas diferentes. Troféu será anunciado no 1º Dia da Ciência da Nova

É já na próxima segunda-feira, 10 de setembro, que vai ser revelado o projeto vencedor do Prémio de Investigação Colaborativa Santander-Universidade Nova deste ano. O troféu, que vai já na sua 11ª edição, visa estimular projetos que procurem resolver problemas científicos e sociais através da partilha de conhecimentos entre várias áreas. Este ano, o prémio vai ser anunciado durante aquele que será o 1º Dia da Ciência da Nova, que reunirá entre as 10h da manhã e as 17h30 professores, alunos e convidados para dar a conhecer o que de melhor se faz nesta universidade no campo da investigação.

“A filosofia que está por trás deste prémio e que foi muito acarinhada há 11 anos pelo Banco Santander é a seguinte: é obrigatório que o prémio seja atribuído a um projeto que ligue duas equipas de duas unidades orgânicas da Universidade Nova de Lisboa”, explicou Elvira Fortunato, vice-reitora desta instituição e coordenadora da Área de Investigação.

Aprofundando um pouco mais o conceito, a responsável esclareceu que a Universidade Nova tem nove escolas e que, para que sejam elegíveis para este prémio, os projetos candidatos têm de ser apresentados, no mínimo, por duas equipas de duas escolas. Este ano, o vencedor foi um pouco mais além.

“Sem querer revelar quem é o vencedor, que só será anunciado segunda-feira, posso adiantar que é um projeto que tenta resolver um problema de uma doença e que envolve três unidades da Universidade Nova – a Faculdade de Ciências Médicas, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e a Faculdade de Economia –, o que não é muito normal”, avançou Elvira Fortunato. Antes deste, só houve mais um: o projeto vencedor do Prémio de Investigação Colaborativa 2017, que estudou o discurso dos políticos e o seu impacto no cidadão comum e que envolveu também três “escolas” Nova.

Elvira Fortunato é vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da Área de Investigação. FOTO: UNL

Elvira Fortunato é vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da Área de Investigação. FOTO: UNL

Para a coordenadora da Área de Investigação da Nova o critério da colaboração exigido pelo prémio faz todo o sentido. “Hoje, cada vez mais, a inovação surge do cruzamento de áreas. Então, é extremamente relevante e importante que existam, por exemplo, pessoas da área das tecnologias a falar com a área da Medicina, e desta com a área da Economia e assim por diante”, disse. “A ideia é exatamente fomentar a partilha de conhecimento entre áreas diferentes, porque é precisamente daí que surge a inovação”, afirmou.

A outra vertente deste Prémio Colaborativo a que Elvira Fortunato atribui grande importância é o facto de ele funcionar como rampa de lançamento para uma investigação mais vasta. “No fundo, é uma semente que fomenta a criação de uma equipa multidisciplinar que, depois, se poderá projetar e apresentar essa ideia mais maturada a projetos europeus ou mesmo a projetos nacionais lançados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia”, explicou.

Este ano, o prémio vai ser revelado no 1º Dia da Ciência da Universidade Nova (veja o programa aqui). “É a primeira vez que a Nova tem esta iniciativa. Vamos promover durante um dia a ciência de toda a Nova”, diz Elvira Fortunato.

O que se pretende atingir é, mais uma vez, a partilha de conhecimento. “A Nova tem 43 centros de investigação e muitos dos investigadores desses centros não se conhecem, nem conhecem as áreas científicas”, contou a coordenadora. “Aquilo que pretendemos é promover uma partilha, é promover sinergias entre os investigadores, exatamente porque a Universidade Nova está localizada em zonas físicas diferentes – tem vários campus – e, mais uma vez, porque a inovação surge do cruzamento de áreas.”

O Prémio Colaborativo Santander-Nova implica um valor pecuniário de 25 mil euros que o banco atribui para ajudar ao financiamento da investigação galardoada. O montante é apenas uma curta percentagem do que será necessário, mas é um bom início, garante a responsável. “Aqui o estímulo é mais juntar sinergias, juntar equipas de áreas diferentes para estimular o conhecimento e a inovação, e não tanto o dinheiro, que dá basicamente para se constituir a equipa”, disse. “No fundo são os alicerces para um projeto nesta área. O Projeto não acaba aqui – isto é exatamente o início. É o princípio do início, se quiser.”

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