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Spin-off da Universidade do Porto somam casos de sucesso

A Veniam, na pessoa de Rui Costa (à esq.), foi uma das statups de sucesso a contribuir com o seu know-how para a mais recente conferência da Spin-off U.Porto Circle. A seu lado, Rui Coutinho, da Porto Business School, e Verónica Orvalho, da Didimo. FOTO: DR/U.Porto Inovação
A Veniam, na pessoa de Rui Costa (à esq.), foi uma das statups de sucesso a contribuir com o seu know-how para a mais recente conferência da Spin-off U.Porto Circle. A seu lado, Rui Coutinho, da Porto Business School, e Verónica Orvalho, da Didimo. FOTO: DR/U.Porto Inovação

Transportes, moda e medicina, três exemplos de três áreas diferentes onde startups saídas do ecossistema de empreendedorismo da U.Porto dão cartas

A marca Spin-off U.Porto, com as características que agora detém, existe há cerca de 3 anos, desde que a Universidade do Porto adaptou um antigo regulamento para facilitar o reconhecimento das empresas. Desde então são muitos e variados os casos de sucesso de empresas que brotaram desta universidade nortenha e que, por isso, receberam a certificação Spin-off U.Porto. Maria de Oliveira, coordenadora da U.Porto Inovação, refere alguns casos de sucesso, em áreas tão díspares quanto o mundo da moda, os transportes e à medicina.

Segundo a responsável, as Spin-off U.Porto são empresas que cumulativa ou individualmente cumprem um destes dois requisitos: terem os seus membros fundadores, ou algum dos seus membros fundadores, uma ligação à Universidade do Porto (tipo terem estudado, trabalhado, investigado nesta instituição) e conhecimento ou tecnologia desenvolvidos em colaboração com a Universidade do Porto ou exclusivamente nesta última.

Portanto, as Spin-off U.Porto são empresas criadas no ecossistema de empreendedorismo desta universidade nortenha e por esta reconhecidas enquanto tal. A conta de startups oficialmente reconhecidas como Spinn-off U.Porto vai já em 77 e muitas delas, em poucos anos, chegaram já aos mercados internacionais e angariam vultosos investimentos.

Ainda que sublinhando a dificuldade em destacar algumas destas spin-off em detrimento de outras – porque estamos a falar de produtos com cadeias de desenvolvimento diferentes, diz – Maria de Oliveira refere três casos.

Veniam – Pôr veículos a “falar” sem fios e a dar internet às pessoas

Trabalhando na área da comunicação wireless entre veículos, a Veniam permite melhorar a qualidade das frotas de transportes e a eficiência de espaços industriais controlados, como sejam os portos, aeroportos, minas ou fábricas. Além disso, os veículos com tecnologia Veniam são transformados em pontos de acesso wi-fi, que ajudam a expandir a conectividade dos cidadãos. No Porto, onde foi lançada esta startup fundada por um ex-aluno e professor catedrático da U.Porto, a Veniam criou e gere a maior rede de veículos do mundo, que inclui até os transportes da SCTP. Enquanto Spin-off U.Porto, a Veniam contou com o apoio da U.Porto Inovação num passo que lhe permitiu avançar para a internacionalização, estando já no mercado de Singapura e Nova Iorque. Recentemente, a Veniam conseguiu angariar investimentos da ordem dos 22 milhões de euros.

HUUB – Plataforma logística para o mundo da moda

O mantra desta empresa podia ser: “Os estilistas que se foquem no design das roupas, que a Huub trata da sua colocação no mercado e das vendas”. Criada em 2015, por quatro ex-alunos da U.Porto, a Huub é uma plataforma que se dedica a operações logísticas no mundo da moda, fazendo a gestão integrada da cadeia de distribuição das marcas. Para isso conta uma aplicação a que chamou Spoke, que tem a vantagem de oferecer visibilidade total do estado de cada operação concreta. C0m o serviço prestado, a Huub permite a estilistas ou marcas mais modestos competir com os concorrentes com grandes cadeias de distribuição, como por exemplo a Zara. Com armazéns em Portugal e na Holanda, a Huub faz distribuição para 85 países e quer aumentar a sua carteira de clientes de 50 para 200 já em 2019. Este ano, a Huub captou investimentos no valor total de 2,5 milhões de euros.

 

FastInov – A startup que criou um kit de diagnóstico inédito

É uma spin-off que está inserida na Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP). A Comissão Europeia atribuiu-lhe 2,6 milhões de euros para lançar no mercado um kit de diagnóstico clínico que constitui uma autêntica revolução para a prescrição de antibióticos, afirmam. Isto porque em apenas 60 minutos, este kit analisa uma amostra e determina a suscetibilidade das bactérias presentes aos antibióticos, algo que hoje demora no mínimo dois dias. Desenvolvido por investigadores da FMUP e patenteado pela U.Porto Inovação, o novo kit pode ser vital no caso de doentes graves, que não podem aguardar dois dias para que o seu médico perceba se deve ou não ministrar determinado antibiótico. O kit da FastInov vai ajudar a evitar a prescrição dos chamados antibióticos de largo espetro, que tanto contribuem para o fenómeno da resistência das bactérias aos antibióticos.

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