Bolsas Santander em Yale

“O maior conselho é tentarem e, em estando lá, é que aproveitem ao máximo”

A bolsa Santander levou Beatriz Almeida Santos (1ª à esq. na moldura) a fazer um curso intensivo de cinco semanas em Yale. FOTO: DR/B.A.Santos
A bolsa Santander levou Beatriz Almeida Santos (1ª à esq. na moldura) a fazer um curso intensivo de cinco semanas em Yale. FOTO: DR/B.A.Santos

Este ano o Santander Universidades oferece 12 bolsas para a Universidade de Yale. As inscrições já estão em curso e terminam a 19 de abril

Falta apenas um mês para terminar o prazo de inscrições nas bolsas Santander Universidades para a Yale Summer Session 2019. Este ano serão 12 os mestrandos a rumar, no final de junho, à prestigiada universidade da Ivy League a expensas do Santander. Beatriz Almeida Santos, mestranda de 23 anos da Nova de Lisboa, beneficiou desta bolsa no ano passado e não apenas classificou a sua passagem por Yale como “incrível”, como deixou um conselho a quem ainda está a ponderar a inscrição: “O maior conselho é tentarem e, em estando lá, é que aproveitem ao máximo”.

São cinco semanas de estudo intensivo, nas mais diversas áreas (ver a lista no final), que o Santander Universidades oferece com as bolsas para a Yale Summer Session 2019, sessão que irá decorrer entre 30 de junho e 4 de agosto. As candidaturas terão de ser apresentadas online na página própria do Santander e o tempo começa a escassear.

No ano passado, foi mesmo em cima da hora que Beatriz Almeida Santos, estudante de 23 anos que está a fazer o mestrado na Universidade Nova de Lisboa em Línguas e Literaturas Modernas, viu o anúncio destas bolsas Santander e se inscreveu, contou ao Dinheiro Vivo.

“Uma pessoa pensa sempre, como eu pensei também, ‘Isto é uma oportunidade incrível, eu não vou conseguir’. E o facto é que consegui”, disse Beatriz Almeida Santos. Tal como está previsto para este ano, a estudante chegou a Yale a 30 de junho de 2018 e só partiu cinco semanas depois, fazendo um balanço muito positivo. “Foi incrível, foi uma oportunidade que nunca pensei ter. Sempre tive o sonho de estudar numa universidade da Ivy League, mas claro que é muito difícil e muito dispendioso”, confessou.

A Bolsa Santander para a Yale Summer Session inclui o valor da matrícula e o alojamento no campus desta universidade norte-americana. “Do meu bolso, tive de pagar os voos de ida e volta e o passaporte”, explicou Beatriz, que não soube precisar concretamente que valores estão envolvidos nesta bolsa. Até porque, segundo disse, “as contas” são feitas diretamente entre o Banco Santander e Yale, o que isentou Beatriz de ter de ser ela a fazer a gestão dos fundos da bolsa, algo que a estudante classificou como “um descanso”. “Até as refeições temos pagas pela bolsa, porque esta, ao cobrir o dormitório, abrange o refeitório da própria residência”, contou.

Beatriz Almeida Santos diz que a bolsa em Yale lhe trouxe novos conhecimentos para a sua tese e para a sua vida académica a longo prazo. FOTO: Joana Valeriano /Santander Universidades

Beatriz Almeida Santos diz que a bolsa em Yale lhe trouxe novos conhecimentos para a sua tese e para a sua vida académica a longo prazo. FOTO: Joana Valeriano / Santander Universidades

Beatriz Almeida Santos ficou mesmo alojada numa das residências da Universidade de Yale. “A vida académica é bastante diferente, porque cá [em Lisboa] as pessoas moram pela cidade inteira, o campus está espalhado pela cidade, é muito diferente”, explicou. “Existe, claro, espírito universitário cá, mas lá as pessoas vivem o espírito universitário 24 horas por dia. Mesmo nós, só durante o verão… As pessoas ganham uma camaradagem incrível, uma lealdade à casa, na prática, realmente muito muito grande”, avançou. E tanto assim é que, quando falou com o Dinheiro Vivo, a jovem estudante estava a 24 horas de partir numa viagem com alguns ex-colegas e atuais amigos de Yale.

E em termos de aprendizagem, qual foi a relevância desta bolsa? “Foi muito relevante, porque a metodologia lá é completamente diferente da que é usada cá nas universidades. Os seminários são mais pequenos, é mais pessoal, acabamos por ter muito contacto com os professores e há muita participação nas aulas, muita motivação dos alunos, uma grande multiculturalidade – havia pessoas de todo o lado”, relatou Beatriz Almeida Santos.

Foi-nos explicado que a nossa carga de trabalho era igual à de um semestre normal só que condensado”

No final, o balanço feito pela bolsista não podia ser mais positivo. “Foi incrível, porque, na prática, a sessão de verão é igual a estudar lá durante um semestre, só que em menos tempo e com muito mais carga de trabalho”, explicou. Além das aulas, Beatriz teve de apresentar ensaios com regularidade e, no final, um trabalho maior. “Foi-nos explicado que a nossa carga de trabalho era igual à de um semestre normal só que condensado”, rematou Beatriz.

Segundo a estudante, o que de novo aprendeu em termos de conteúdos – autores que não havia estudando antes e fatores da atualidade que não havia abordado – Beatriz já está a aplicar, em parte, na tese que está a compor. E as diferentes metodologias no lecionar das aulas também tiveram o seu impacto, que diz ser de longo prazo. “É sempre ótimo porque uma pessoa ganha flexibilidade para ir a conferências ou a outros eventos e locais académicos, ou para os períodos de investigação – e, na minha área, é algo que faço muito. Um dia, possivelmente ficando a dar aulas, tive logo outra noção de métodos para lecionar”, explicou.

Veja e oiça aqui o que diz a bolsista de Yale, Beatriz Almeida Santos

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Concorrer às Bolsas Santander para a Yale Summer Session nem sequer é um processo exigente. É preciso ser estudante, com menos de 24 anos, numa universidade pertencente ao grupo de instituições da rede do Santander Universidades, possuir um nível avançado de inglês – de que tem de se fazer prova documental no momento de candidatura – e preencher o formulário online. E, como é óbvio, as médias elevadas no curso frequentado também são tidas em conta.

Depois é esperar por um contacto, no caso de se se ser um dos 12 selecionados para ir fazer um semestre em cinco semanas numa das melhores universidades do mundo. É por isso que Beatriz Almeida Santos aconselha os seus colegas estudantes a tentarem e a aproveitarem ao máximo. Sendo que a bolsista explica o que quer dizer com isto: “Conseguindo-se esta oportunidade, aproveitar ao máximo é fazer uma boa gestão de tempo para conseguir aproveitar tanto a parte académica, como a parte de experiências pessoais”.

Beatriz Almeida Santos (ao centro, de castanho e preto) em Yale, com alguns dos seus colegas da Summer Session de 2018. FOTO: DR/B. Almeida Santos

Beatriz Almeida Santos (ao centro, de castanho e preto) em Yale, com alguns dos seus colegas da Summer Session de 2018. FOTO: DR/B. Almeida Santos


Os mestrados elegíveis para candidatura são os seguintes:

Antropologia
Ciência Política e Relações Internacionais
Ecologia Humana e Problemas Sociais Contemporâneos
Estética e Estudos Artísticos
Filosofia
História
História da Arte
Literaturas e Culturas Modernas
Migrações, Inter-Etnicidades e Transnacionalismo
Sociologia


 

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