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Ana Cristina Freire é a primeira mulher a dirigir a FCUP

Ana Cristina Freire, a recém-eleita diretora da FCUP, ainda não tem data fixada para a sua tomada de posse do cargo. FOTO: DR / FCUP
Ana Cristina Freire, a recém-eleita diretora da FCUP, ainda não tem data fixada para a sua tomada de posse do cargo. FOTO: DR / FCUP

Eleita no passado dia 18 de março, a professora catedrática e investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto será diretora até 2023.

Pela primeira vez na história centenária da instituição, uma mulher assume a liderança da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Ana Cristina Freire, investigadora e professora catedrática desta escola, foi eleita no passado dia 18 de março e vai manter-se à frente dos destinos da instituição até 2023.

A nova diretora sucede, assim, a António Fernando Silva, embora a tomada de posse do cargo não tenha ainda data fixada.

Licenciada e doutorada em Química pela FCUP, Ana Cristina Freire iniciou a sua carreira docente no mesmo ano em que se licenciou, 1983. O doutoramento foi concluído em 1991, com Ana Cristina Freire a especializar-se na área de Química Inorgânica – Química de Coordenação.

Em 2015, tornou-se professora catedrática do Departamento de Química e Bioquímica da FCUP, que passou a liderar a partir de 2016. Esta foi também a altura em que Ana Cristina Freire apostou fortemente no empreendedorismo ao cofundar, em 2015, a empresa de base tecnológica Innovcat, Ldt. Esta spin-off da Universidade do Porto, tem por objetivo “a investigação, desenvolvimento e produção de catalisadores sólidos e materiais funcionais para aplicações industriais”, lê-se na notícia publicada no site da FCUP.

Como investigadora, Ana Cristina Freire tem estado envolvida em vários projetos de I&D e é membro do Laboratório Associado para a Química Verde/REQUIMTE, onde lidera um grupo de investigação com 21 cientistas.

A nova diretora da FCUP é ainda coautora de mais de 230 publicações e fez mais de 500 comunicações em encontros científicos nacionais e internacionais. O seu desempenho profissional já lhe valeu a conquista de vários prémios, nomeadamente o Prémio Alberto Romão Dias, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Química, que conquistou em 2018.

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