Inovação

U.Coimbra recebe o maior evento de empreendedorismo universitário ibérico

Coimbra sucede à cidade espanhola de Burgos que, no ano passado, recebeu as centenas de estudantes que concorreram com os seus projetos ao Explorer Day. FOTO: D.R. / Explorer Space - U.Coimbra
Coimbra sucede à cidade espanhola de Burgos que, no ano passado, recebeu as centenas de estudantes que concorreram com os seus projetos ao Explorer Day. FOTO: D.R. / Explorer Space - U.Coimbra

O Explorer Day, a 10 de julho, vai trazer à cidade dos estudantes 600 jovens empreendedores, cujos projetos vão competir por uma ida a Silicon Valley

A Universidade de Coimbra, instituição selecionada para organizar este ano o Explorer Day, vai receber a 10 de julho, no Convento de S. Francisco, cerca de 800 participantes, entre estudantes e peritos de negócios e inovação. O evento marca a conclusão de mais uma edição do Programa Explorer, um acelerador de ideias de negócios de universitários empreendedores, que é uma iniciativa impulsionada pelo Santander Universidades, com a coordenação do Centro Internacional Santander Empreendimento (CISE).

Ao longo de um dia inteiro, a par do treino e formação, os representantes de 54 Explorer Spaces, existentes noutras tantas universidades de Espanha, Argentina e Portugal, vão aprender a “vender a sua ideia” e competir com os seus projetos por uma ida inteiramente paga a Silicon Valley, a meca tecnológica dos EUA, onde estão instaladas startups e aceleradoras de praticamente todas as áreas de negócio.

“O Explorer Day vai ser o maior evento de empreendedorismo universitário ibérico”, afirmou Miguel Gonçalves, coordenador do Explorer Space da Universidade de Coimbra. É aqui que, pelo segundo ano consecutivo, jovens estudantes desta escola superior estão a desenvolver ideias de negócios inovadoras que vão medir forças com os projetos concorrentes dos outros Explorer Spaces de mais 53 universidades.

“Vai ser a oportunidade de todos os participantes dos diversos Explorer Spaces se poderem encontrar e perceber que pertencem a esta comunidade de pessoas que partilham os mesmos desafios para desenvolver novas ideias de negócio”, adiantou Miguel Gonçalves.

Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra, diz que a escolha da instituição para organizar o Explorer Day é um sinal de confiança na sua capacidade de organização. FOTO: Global Imagens

Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra, diz que a escolha da instituição que rege para organizar o Explorer Day é um sinal de confiança na sua capacidade de organização. FOTO: Global Imagens

Esta é só a 2ª edição do Explorer na Universidade de Coimbra e em Portugal, mas o programa já existe há 10 anos em Espanha e na Argentina. Mais um motivo para encher a Universidade de Coimbra, instituição tão recente nesta engrenagem, de orgulho por ter sido selecionada.

“Para a Universidade de Coimbra é uma oportunidade quase única, uma vez que no mundo inteiro há 54 Centros Explorer”, sublinhou o reitor da instituição conimbricense, Amílcar Falcão. “Ter-nos sido concedida a possibilidade de organizar o Explorer Day é importante, porque é um sinal de confiança na nossa capacidade de organização e no empenho que nós pusemos na 1ª edição do Programa Explorer e que estamos a colocar também na 2ª”, disse.

No dia 10 de julho, o Explorer Day vai começar logo às 9h00 da manhã e prolongar-se até às 18h30. “Vamos ter um dia com muitas atividades e palestras, dadas por CEO de startups e de empresas tecnológicas, e com workshops muito interessantes”, explicou Miguel Gonçalves. “Depois haverá a oportunidade de fazer a competição de pitch de ideias de negócio”, continuou.

Segundo explicou o responsável, já foram pré-selecionados 20 projetos dos 54 Explorer Spaces que vão subir ao palco do Explorer Day para apresentar o seu projeto. À avaliação recebida da parte do público somar-se-á a que receberem durante o intervalo entre as duas competições. “Cada um dos finalistas vai ter o seu stand no átrio, junto ao auditório grande, e vão fazer o seu pitch perante quem por eles for passando no coffee break. As pessoas que ficarem cativadas, vão depositando as suas Explorer coins – “que receberam no seu kit de entrada no evento” – na urna que cada stand terá.

Miguel Gonçalves pertence à Divisão de Inovação e Transferências do Saber da Universidade de Coimbra e é o coordenador do Explorer Space desta instituição. FOT: D.R. Explorer Space - U.Coimbra

Miguel Gonçalves pertence à Divisão de Inovação e Transferências do Saber da Universidade de Coimbra e é o coordenador do Explorer Space desta instituição. FOT: D.R. Explorer Space – U.Coimbra

A soma das moedas acumuladas com os pontos conquistados na primeira apresentação vai determinar quais os três projetos que irão disputar a final. Só um deles sairá vencedor e com a viagem garantida a Silicon Valley. Os outros 53 que se lhe juntarão serão os selecionados de cada um dos restantes Explorer Spaces. Em cada um deles, o Programa Explorer começa logo em janeiro e durante cinco a seis meses implica, para os candidatos e projetos aceites, formação presencial e online, aconselhamento personalizado por parte de mentores experientes, bem como a integração na maior plataforma universitária do mundo: o Santander X.

Em representação do Explorer Space de Coimbra estão já selecionados dois projetos, que o reitor da U. Coimbra gostaria de ver bem colocados no Explorer Day. “No ano passado, o primeiro em que participámos tivemos um projeto nosso nos cinco finalistas – não foi o que ganhou, mas esteve no Top-5. Obviamente que gostaríamos de voltar a ter um projeto nos finalistas ou eventualmente até, porque não, um vencedor” confessou Amílcar Falcão. “Mas não é fácil. Estamos a falar de dezenas e dezenas de projetos, que iremos ter em competição. Enfim, não diria que é impossível, mas diria que a probabilidade de isso acontecer não é assim tão elevada”, admitiu.

Também para o coordenador do Explorer Space de Coimbra não restam dúvidas quanto à qualidade das ideias desenvolvidas. “Temos tido excelentes projetos, em que os participantes nos entusiasmam a nós próprios, enquanto organizadores, e nos fazem acreditar que, havendo ambição e trabalho, eles podem ir muito longe”, afirmou Miguel Gonçalves. E cita os dois pré-selecionados.

“O FASTival é uma aplicação para facilitar a aquisição de bebidas e comidas em festivais, para evitar aquelas longas filas que há e que penalizam muito a experiência em festival”, disse.

Veja aqui o pitch do FASTival

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Já o WEFAgro Tool é “uma plataforma que usa inteligência artificial para apoiar as empresas agroindustriais para aumentarem a eficiência dos seus sistemas de gestão de energia e de água, de modo a otimizarem os seus processos e a identificarem onde é que estão a ter desperdícios, onde é que podem fazer reutilização de recursos que utilizam na sua produção, para implementar uma economia circular e aumentarem a sua eficiência, reduzindo os seus custos”, explicou o responsável.

Veja aqui o pitch do WEFAgro Tool

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Mais Explorer Spaces em Portugal para breve

O Explorer Space de Coimbra é único em Portugal, mas não o será por muito tempo. “Estamos incumbidos de acelerar e incentivar a criação de mais centros Explorer”, avançou Amílcar Falcão. Aliás, este foi um dos compromissos assumidos pela universidade com o Santander quando trouxe o Programa Explorer para Portugal e terá sido até, suspeita o responsável, uma das razões que tornou a U.Coimbra mais apelativa face à concorrência quando se candidatou à organização do Explorer Day. “É um estímulo grande”, disse.

O responsável contou que já foram estabelecidos contactos com as universidade do Porto e de Lisboa e “está a ser preparado o caminho” para haver mais universidades portuguesas envolvidas na rede Explorer. “Até ao momento, ainda não são oficialmente centros Explorer, mas penso que mais um ano ou dois e teremos em Portugal mais centros Explorer”, afirmou Amílcar Falcão.

Pesadelo de Logística

No Explorer Day de 10 de julho, aos cerca de 600 estudantes participantes, somam-se os empresários e outros especialistas que vão apreciar os projetos e aconselhar os estudantes e que farão subir o número de visitantes para entre 750 e 800 pessoas. Uma afluência que está a implicar uma mega-operação logística.

“Estamos a preparar um grande conjunto de espaços em residências para que os Explorers possam ficar, em condições preferenciais, na cidade, mas também está a ser reservado um largo conjunto de quartos em hotéis, para que possam optar”, contou o coordenador do Explorer Space de Coimbra. A isto ainda se juntam os acordos com cantinas, para os pequenos-almoços e almoços, e a criação de pacotes especiais de preços em bares e restaurantes para quem vai participar na Explorer Night. É que findas

Estamos [a Univ. de Coimbra] incumbidos de acelerar e incentivar a criação de mais centros”, Amílcar Falcão, reitor da U.Coimbra

Chegados à final e terminadas as atividades do dia, segue-se a Explorer Night. “À noite há um programa de atividades para os Explorers, que implicaram realizar protocolos com bares e restaurantes para poderem descomprimir do dia e conhecer a cidade”, avançou Miguel Gonçalves.

O objetivo é dar a conhecer aos Explorers o outro lado do que é estudar em Coimbra. E, quanto ao Explorer Day organizado por esta secular universidade, diz Miguel Gonçalves que o que se conseguiu foi “consolidar a [sua] posição da enquanto entidade promotora do empreendedorismo e inovação e, mostrar que os estudantes podem vir para a universidade não só para tirar um curso, não só para investigar, mas também, se calhar, para saírem daqui com um projeto empresarial e, portanto,ser mais uma alavanca na entrada do mercado de trabalho”

 

 

 

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