EIA 2019

Está aí a 3ª edição da Academia Europeia de Inovação

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500 participantes, 175 dos quais portugueses – uma participação recorde –, de 60 países e de 100 universidades de todo o mundo vão passar por Cascais

Está prestes a abrir portas a 3ª Academia Europeia de Inovação – é já na segunda-feira, dia 15 de julho –, que vai levar meia centena de estudantes nacionais e estrangeiros ao Centro de Congressos do Estoril. Durante as próximas três semanas, 15 dia úteis, estes jovens e prometedores empreendedores vão unir esforços e competir entre si para responder ao desafio de criarem start-ups de sucesso e, quem sabe, saírem dali com um futuro unicórnio nas mãos: uma empresa tecnológica que em pouco tempo venha a ser avaliada em mais de mil milhões de dólares. Mas afinal o que é, concretamente, a EIA, como é referida, pela sua sigla inglesa, nos meios académicos?

A Academia Europeia da Inovação ou European Innovation Academy (EIA) afirma-se como a maior aceleradora universitária de ideias de negócio digitais da Europa. No fundo, trata-se de um programa intensivo de verão para estudantes do ensino superior que, com a ajuda de prestigiados mentores e oradores do mundo académico e empresarial, mostram aos estudantes as técnicas, ferramentas e atalhos mais certeiros para os conduzirem ao sucesso nos negócios.

Este ano, o desafio é que, em 15 dias, sejam criadas 100 start-ups com base em projetos desenvolvidos nas áreas de smart devices, big data, IoT (Internet of Things), impressões 3D ou aplicações web. E os desafiados são 500 participantes, vindos de 60 países e de 100 das melhores universidades americanas, asiáticas e europeias. Entre os participantes figuram 175 estudantes portugueses (150 dos quais financiados com bolsas Santander Universidades), o que representa mais 75 alunos nacionais nesta 3ª edição da EIA face à do ano passado e constitui um número recorde de participação portuguesa até ao momento.

Os estudantes começam por ter de formar equipas de cinco elementos. E todas elas têm um mentor experiente que as acompanha. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Os estudantes começam por ter de formar equipas de cinco elementos. E todas elas têm um mentor experiente que as acompanha. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Ao longo de três semanas, os participantes são familiarizados com ferramentas, táticas e métodos avançados ligados a todo o percurso do empreendedorismo, que vão desde a formação da equipa ideal, ao processo de criação e desenvolvimento de uma ideia de negócio, à criação de um protótipo ou modelo 3D e ao pitching ou apresentação do negócio de um modo apelativo perante potenciais investidores. Todos eles, métodos e ferramentas sistematicamente testados por bem-sucedidos académicos e empresários de start-ups e empresas tecnológicas.

É por isso que os alunos serão apoiados por mais de 100 oradores e mentores de renome, nacionais e internacionais, das principais universidades e empresas do mundo, tais como Ken Singer, diretor-geral da Universidade de Berkeley e consultor internacional de start-ups, a portuguesa Joana Rafael, cofundadora da tecnológica Sensei Tech; Martin Omander, gestor de programação da Google em Silicon Valley; Alex Birkett, diretor de Growth Marketing da HubSpot; e Patrick Lor, sócio do fundo de investimento 500 Startups.

No fundo, este é um método de aprendizagem com base na experiência e no contacto com o mercado real, que inclui fazer protótipos, impressões 3D, se for caso disso, e testar no terreno junto dos potenciais clientes, sejam eles empresas ou indivíduos interpelados nas ruas, a aceitação do produto que estão a criar. E se as reações não forem animadoras, inicia-se uma corrida contrarrelógio para virar o projeto do avesso, reformular a ideia ou simplesmente arrasá-la e começar de novo.

Alar Kolk, presidente da EIA, durante a apresentação de uma das suas edições em Portugal. FOTO: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

Alar Kolk, presidente da EIA, durante a apresentação de uma das suas edições em Portugal. FOTO: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

E é aqui que reside o grande valor da European Innovation Academy, como chegou a explicar Alar Kolk, fundador e presidente da EIA: é que não há nenhum outro programa no mundo inteiro, garante, que permita fazer, em três semanas, tudo – mas mesmo tudo, desde a conceção, planificação e desenvolvimento da ideia de negócio, à consulta do mercado e ao pitch final para captar financiamento – o que é preciso para compreender se uma ideia de negócio é viável no mundo real.

Portanto, “na EIA, o que estás a fazer, na verdade, é a testar o teu futuro, estás a experimentar a tua carreira e a tua vida futura”, afirmou então Alar Kolk. E o responsável não trouxe esta visão apenas para Portugal. A Innovation Academy já existia em Turim, na Itália, e recentemente chegou a Hong Kong, China, e a Doa, no Qatar.

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