EIA 2019

“Vejo imenso potencial de ideias e quero manter-me a par e ver como evoluem”

Marta Egídio Perreira há dois anos conquistou o 1º Prémio do Primus Inter Pares, hoje é empresária e estreou-se como Mentora na Academia Europeia de Inovação. FOTO: Pedro Rocha / Global Imagens
Marta Egídio Perreira há dois anos conquistou o 1º Prémio do Primus Inter Pares, hoje é empresária e estreou-se como Mentora na Academia Europeia de Inovação. FOTO: Pedro Rocha / Global Imagens

Campeão de prémio de liderança estreou-se este ano como mentora na Academia de Inovação e diz-se surpreendida com o que foi encontrar

Passou de campeã do Primus Inter Pares de 2017, a empreendedora com uma startup lançada e, este ano, tornou-se mentora da Academia Europeia de Inovação (EIA, na sigla inglesa), curiosamente ambos eventos que contam com o programa Santander Universidades como seu parceiro. Marta Egídio Pereira afirmou-se surpreendida com o grau de inovação e desenvolvimento que foi encontrar no Centro de Congressos do Estoril, onde está a decorrer desde 15 de julho e até 2 de agosto a EIA Cascais 2019.

Jovem em idade mas com uma carreira profissional que, em três anos, impõe respeito – passou pela Microsoft, pelo Departamento de Inovação da Universidades Nova e tudo largou para lançar, com outros dois cofundadores, a Ungap Year – Marta Egídio Pereira trouxe este ano à European Innovation Academy a mais-valia da sua experiência como empreendedora que acaba de lançar uma startup.

“Para mim é muito bom estar aqui porque estes alunos que aqui estão são precisamente o target do novo negócio que estou a começar, que é o Ungap Year, para fazer a ponte entre o mundo mais teórico universitário e uma carreira de sucesso no mundo empreendedor”, contou Marta Egídio Pereira.

E, sublinha a empreendedora, como ela própria está a passar também por este processo, o de lançar uma startup, está na posição de poder partilhar com os participantes da EIA 2019 muitas das dificuldades que encontrou e como é que as ultrapassou.

Marta Pereira 2

Estou bastante surpreendida. São quase todos estudantes universitários e a maioria deles começou a trabalhar nestas ideias há cerca de duas semanas e já estão num grau de desenvolvimento impressionante”, Marta Egídio Pereira, empresária e mentora da EIA 2019.

A sua startup Ungap Year pretende proporcionar aos jovens talentos um programa de enriquecimento que os ajude a lançarem as suas carreiras e a complementarem a sua formação académica. “Juntámo-nos os três [Marta e mais dois cofundadores] com esta visão comum de que a universidade já não é suficiente e que, sobretudo, o mercado está a mudar, as empresas que hoje em dia são os empregadores mais apetecíveis para os estudantes muitas vezes são startups que nasceram há menos de 5 ou 10 anos, que a cultura das startups é cada vez mais apetecível e, no entanto, a maioria das universidades não tem uma relação tão próxima com as startups como tem com as grandes empresas mais estabelecidas”, explica Marta Egídio Pereira.

Por isso, o programa proposto pela Ungap Year propõe seis meses de integração em empresas dos “ecossistemas de startups mais desenvolvidos e mais entusiasmantes da Europa, Berlim, Barcelona e Amesterdão” e dois meses de desenvolvimento pessoal em Lisboa, em que os alunos vão à descoberta daquilo que realmente os realiza e de quais as suas melhores aptidões.

Com a sua experiência, Marta Egídio Pereira transmite o que sabe, mas garante que o processo é mútuo. “Também aprendo muito com eles e, em conjunto – pessoalmente gosto muito de pensar em conjunto, que é quando tenho as melhores ideias e estratégias –, é uma coisa muito recíproca: eu ajudo-os a eles, eles ajudam-me a mim; há coisas que já fiz que eles podem usar e eles partilham o mesmo comigo. Por isso, está a ser muito interessante para mim. E para eles também acho que sim, porque eu já senti ou estou até a sentir o que eles estão a passar agora”, disse.

Como mentora de sete equipas das 100 que se espalham pelo vasto átrio do Centro de Congressos do Estoril, Marta Pereira diz ter de se basear nessa amostra para poder avaliar a EIA 2019, mas o grau de inovação e desenvolvimento que veio encontrar foi inesperado. “Estou bastante surpreendida. São quase todos estudantes universitários e a maioria deles começou a trabalhar nestas ideias há cerca de duas semanas e já estão num grau de desenvolvimento impressionante”, comentou.

A empresária e gestora que admite que não se importaria de vir a ser uma business angel – facilitadora da concretização de ideias de negócio –, confessa: “Gostava de manter-me em contacto com eles e de ver como é que vão evoluir. Eu investiria em alguns deles. Sim, vejo imenso potencial de ideias de que quero manter-me a par e ver como é que evoluem”.

 

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