EIA 2019

Reta final: treinar o pitch e tratar de patentes

Os trabalho continuam em curso para cada uma das 100 equipas da EIA 2019, mas em simultâneo há "clínicas" e workshops sobre pitching e patentes. FOTO: Ciano vetromille / EIA 2019
Os trabalho continuam em curso para cada uma das 100 equipas da EIA 2019, mas em simultâneo há "clínicas" e workshops sobre pitching e patentes. FOTO: Ciano vetromille / EIA 2019

EIA entra na fase final: primeiro no palco, depois em clínicas e workshops, as 100 equipas a aprenderem a "vender" a sua ideia de negócio

Com a entrada na última semana, os derradeiros cinco dias, da Academia Europeia de Inovação – em curso no Centro de Congressos do Estoril até sexta-feira, 2 de agosto – 100 equipas de empreendedores apontam armas ao pitch final que lhes pode dar a vitória no evento, acompanhada por mentorias e até, quem sabe, financiamento por investidores. Por isso, esta segunda-feira começou com uma sessão de preparação para se alcançar o pitch perfeito.

Num mundo em acelerada e constante mudança, em que a capacidade de atenção de uma audiência muitas vezes se resume a alguns minutos, ou segundos mesmo – sobretudo se os ouvintes forem ocupados investidores e empresários -, apresentar uma ideia de negócio rápida e eficazmente é o segredo sucesso.

Foi esta a ideia que Tomás Bento, orador da EIA e um dos responsáveis da Beta-i, empresa de inovação que, tal como o Santander Universidades, é um dos parceiros iniciais da Academia Europeia de Inovação em Portugal.

Tomas Bento na manhã de segunda-feira, explicando no auditório da EIA como preparar o pitch das equipas. Tomas Bento é especialista em estratégia de crescimento de empresas na Beta-i, um dos parceiros da EIA, e orador da Academia de Inovação. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

Tomás Bento na manhã de segunda-feira, explicando no auditório da EIA como preparar o pitch das equipas. Tomás Bento é especialista em estratégia de crescimento de empresas na Beta-i, um dos parceiros da EIA, e orador da Academia de Inovação. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

Ir direito ao assunto sobre que versa a ideia de negócio e estabelecer sem margem para dúvidas a existência de um problema real e a necessidade uma solução foram algumas das ideias transmitidas no palco do auditório da EIA. Ao longo da tarde, e nos próximos dias, a par do desenvolvimento do projeto de cada umas das equipas, vão estar em funcionamento na Academia de Inovação de Cascais “clínicas” e workshops com especialistas que vão continuar a explicar os segredos do pitching – isto é, a forma mais eficaz de “bem vender” uma ideia de negócio de modo a prender a atenção e convencer investidores e parceiros a nela apostarem.

A importância do registo de patentes e da propriedade intelectual foi outro dos temas debatidos esta segunda-feira. E este é um ponto a que a EIA tem dado especial atenção: dar aos seus estudantes as ferramentas e apoio para que as suas ideias não sejam “roubadas” por outros. É por isso que o escritório global de advogados Nixon-Peabody, que tem como uma das especialidades do seu currículo o tratamento de patentes, é um dos parceiros da EIA e a atribuição de patentes provisórias por esta empresa é um dos prémios atribuídos a alguns dos projetos no final da Academia.

Como dizia Patrick Lor vários dias antes do aproximar deste ponto culminante no evento, “a EIA é uma competição de ideais”. Empreendedor, mentor estreante na EIA Cascais deste ano e membro fundador da 500 Startups, empresa canadiana dedicada a apoiar e impulsionar startups, Patrick Lor fez uma análise muito rápida dos talentos mais aptos a terem êxito.

Patrick Lor (em pé, de preto), dando conselhos à equipa do projeto ZNote, uma plataforma para receber ficheiros 3D. Foto: Orlando Almeida / Global Imagens

Patrick Lor (em pé, de preto), dando conselhos à equipa do projeto ZNote, uma plataforma para receber ficheiros 3D. FOTO: Orlando Almeida / Global Imagens

“A conclusão a que chego é que aqueles estudantes que apresentam um vocabulário mais bem desenvolvido, com melhores aptidões para fazerem um pitch, com aquele tipo de raciocínios rápidos e que são capazes de pensar depressa e vocalizar os seus problemas, são aqueles que já estão a começar a ganhar”, afirmou o empreendedor. “São estes alunos que detêm a capacidade e as melhores aptidões de liderança, os que colocam as perguntas certas, são bons ouvintes, conseguem unir uma equipa”, acrescentou.

Falando do que observou na Academia Europeia de Inovação, o responsável e mentor referiu o método de choque e ritmo impostos pela EIA para ajudar a melhor estas capacidades. “Tudo se resume, penso eu, à rapidez com que as equipas se desenvolveram: demorou um dia para reunir uma equipa e começar a trabalhar em conjunto um problema, começar a desenvolver uma solução e, depois, no quarto dia, tiveram de ir para a rua e falar com 500 pessoas e tentar vender essa solução” descreveu. “Em última análise, os vencedores aqui [na EIA] são os bons comunicadores”, sublinhou Patrick Lor.

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