EIA 2019

“Foguetão de sonhos” do Santander realizou as aspirações de três jovens

David Dias, Ana Martins, da Universidade de Aveiro, e Alexandre Silva, da U. Porto, só se conheceram na EIA 2019 mas chegaram lá a bordo do mesmo "foguetão" - o Dream Rocket by Santander. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019
David Dias, Ana Martins, da Universidade de Aveiro, e Alexandre Silva, da U. Porto, só se conheceram na EIA 2019 mas chegaram lá a bordo do mesmo "foguetão" - o Dream Rocket by Santander. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

Adaptando ideias que já tinham ou explorando outras novas, os estudantes que ganharam o passatempo Santander elogiam a experiência EIA

Chegaram à Academia Europeia de Inovação (EIA, na sigla inglesa) à boleia de um “foguetão de sonhos” e não estão nada desiludidos. Com as suas ideias inovadoras, os três vencedores do passatempo Dream Rocket by Santander não sabiam bem o que iam encontrar na EIA Cascais 2019 – a 3ª edição do programa intensivo de aceleração de startups, em curso no Centro de Congressos do Estoril desde 15 de julho e até sexta-feira, 2 de agosto. Volvidas quase três semanas, prestes a chegar à reta final do evento, fazem um balanço muito positivo e recomendam a EIA a toda a gente.

“A EIA foi uma surpresa muito grande”, admite Ana Martins, estudante no 2º ano do curso de Design de Produto da Universidade de Aveiro. “Adquiri já alguns conhecimentos que me vão ser úteis, tanto na minha área como noutras, porque o design de produto é um campo muito abrangente: tanto pode envolver a criação do produto, como o estudo do sistema de produção, a economia do produto. E o convívio com a equipa, com os oradores e tudo o mais, aqui na EIA, está a despertar alguma curiosidade e está-me a passar alguns conhecimentos que vão ser muito importantes para o meu futuro”.

Opinião partilhada pelo seu colega de curso e de universidade, David Dias. “Lançar uma empresa era uma coisa que já pensava fazer quando acabasse o curso”, revela o jovem estudante do 4º ano de Design de Produto. E acrescenta: “Não seria nesta área, nem com estes produtos que estamos a desenvolver aqui, mas a ideia do empreendedorismo já a tinha dentro de mim também. Por isso, o que estou a aprender aqui vai ser útil e ter uma aplicação prática”.

Também Alexandre Silva, futuro engenheiro biomédico a estudar na Universidade do Porto se diz surpreendido com tudo o que se aprende na EIA. “Aliás é uma lacuna no meu curso, porque não temos nenhuma formação na área da gestão e eu acho que é importante termos as aptidões e o conhecimento necessário para podermos lançar uma empresa”, afirma. “Além de que é algo que eu sempre tive curiosidade, porque sempre tive as minhas ideias, mas nunca avancei com elas. Ter noções de empreendedorismo é uma coisa que toda a gente devia ter”, conclui.

David Dias e Ana Martins (à dta.) com a sua equipa na EIA: (da esq para a dta.) Rodrigo Amaral, 20 anos, a tirar Gestão na U. Açores; Francisco Carneiro, 22, Engenharia Materiais, na FEUP; e Beatriz Leandro, 21, a tirar Gestão, U. Açores. FOTO: Álvaro Isidoro / Global Imagens

David Dias e Ana Martins (à dta.) com a sua equipa na EIA: (da esq para a dta.) Rodrigo Amaral, 20 anos, a tirar Gestão na U. Açores; Francisco Carneiro, 22, Engenharia Materiais, na FEUP; e Beatriz Leandro, 21, a tirar Gestão, U. Açores. FOTO: Álvaro Isidoro / Global Imagens

Ana Martins e David Silva concorreram juntos. A ideia que lhes garantiu o bilhete no Dream Rocket até à EIA foi a produção de skateboards com materiais reciclados a partir do lixo recolhido dos mares, como o plástico e as latas, tornando-os 100% sustentáveis. Apesar de promissora, este projeto ficou guardado para mais tarde. Na EIA os dois jovens optaram por explorar uma ideia de negócio nova. O resultado foi a startup Ice4Life, criada em torno de uma arca frigorífica alimentada a energia solar para transportar sangue para transfusões e, assim, reduzir a taxa de desperdício, que ronda os 40%.

Já Alexandre Silva trouxe para a mesa, na EIA, a ideia com que concorreu – a criação de um equipamento de alertas de probabilidade de doença, aproveitando os sistemas de monitorização de sinais vitais, como os relógios de fitness que quase toda a gente usa, para ajudar os médicos nos seus diagnósticos – que acabou por ser adaptada. O Med4All, no fundo, é um algoritmo capaz de analisar grandes volumes de informação recolhida em bases de dados biométricos já existentes para prever a probabilidade de desenvolvimento de doenças. Para já, a Med4All vai focar-se na previsão de doenças cardíacas, mas o seu leque de diagnóstico irá expandir-se.

Alexandre Silva (à esq.), 22 anos, estudante de Engenharia Biomédica na U.Porto, seguido dos seus colegas da equipa Med4All: Sónia Guerra, 22, a tirar Ciências Farmacêuticas na U.Porto; Patricia Opanga, queniana de 28 anos, licenciada em Engenharia Eletrónica pela U. de Ancara; e, de pé, Rafeh Ahmed, paquistanês, 28, com o curso de Inovação e Espaço de Incubação, tirado na U. Aga Khan. Falta ainda Inmaculada Caballero, 23, a tirar Microbiologia na U. Complutense de Madrid que estava ausente por doença. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

Alexandre Silva (à esq.), 22 anos, estudante de Engenharia Biomédica na U.Porto, seguido dos seus colegas da equipa Med4All: Sónia Guerra, 22, a tirar Ciências Farmacêuticas na U.Porto; Patricia Opanga, queniana de 28 anos, licenciada em Engenharia Eletrónica pela U. de Ancara; e, de pé, Rafeh Ahmed, paquistanês, 28, com o curso de Inovação e Espaço de Incubação, tirado na U. Aga Khan. Falta ainda Inmaculada Caballero, 23, a tirar Microbiologia na U. Complutense de Madrid, que estava ausente por doença. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

Enquanto Alexandre Silva se queixa de na sua área de estudo não se pensar na desenvolvimento de empresas ligadas às ciências, Ana Martins tem a experiência contrária. “No nosso curso [seu e do David Dias] sempre nos foi muito despertada a parte do empreendedorismo, de criarmos coisas nossas e de queremos levar isso para frente e desenvolvê-las num futuro próximo”, diz. Mas com mais ou menos incentivo por parte das suas faculdades, o certo é que o empreendedorismo já estava impregnado nestes três jovens e o Dream Rocket by Santander e a EIA só vieram ajudar a concretizar os seus sonhos.

Há apenas um senão: o valor da inscrição que oscila entre os 1.500 e os 2.300 euros. Razão por que os três são unânimes em afirmar que não teriam participado neste programa de aceleração de ideias se não fosse a Bolsa Santander que receberam. A boa notícia é que todos os anos, desde que a EIA chegou a Portugal em 2017, o Santander Universidades tem atribuído grande número de bolsas para este evento – só para esta edição foram 150, em universidades de todo o país.

“Eu vou aconselhar todos os meus colegas a participarem em todos os concursos que estejam associados à EIA, sobretudo se envolverem Bolsas Santander, porque acho que é um evento que pode trazer muitas mais-valias a nível pessoal e em diversas outras áreas – da engenharia, do design, da parte do marketing –, porque nos traz muitas aprendizagens futuras”, conclui Ana Martins.

 

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