EIA 2019

Uma equipa já garantiu presença na primeira ronda de pitching

A equipa apurada, da startup Aptic (da esq. para a dta.): Rebeca Gonzalez Guerra, venezuelana, 24, formada em Ciências Computacionais, U. de Sevilha; Eric Lian, americano, 18 , a tirar Ciências Computacionais na U. Michigan, EUA; Miguel Esteban, espanhol, 23 mestre em Biga Data e AI, U. de Sevilha; Isaiah Harvin, 23, EUA, a estudar Product Innovation, na U. Commonwealth Virginia; Marta Grilo, 24, jornalista a trabalhar em comunicação de empresas, da U. Autónoma de Barcelona. FOTO: Álvaro Isidoro / Global
A equipa apurada, da startup Aptic (da esq. para a dta.): Rebeca Gonzalez Guerra, venezuelana, 24, formada em Ciências Computacionais, U. de Sevilha; Eric Lian, americano, 18 , a tirar Ciências Computacionais na U. Michigan, EUA; Miguel Esteban, espanhol, 23 mestre em Biga Data e AI, U. de Sevilha; Isaiah Harvin, 23, EUA, a estudar Product Innovation, na U. Commonwealth Virginia; Marta Grilo, 24, jornalista a trabalhar em comunicação de empresas, da U. Autónoma de Barcelona. FOTO: Álvaro Isidoro / Global

Em vésperas da sessão final da EIA, equipas que figuraram num pimeiro Top-10, eleito com base no desenvolvimento de produto, sentem-se animadas

Com a sessão final da European Innovation Academy (EIA) a menos de 24 horas de distância, no Centro de Congressos do Estoril, que alberga este programa de aceleração de startups tecnológicas entre 15 de julho e 2 de agosto, afinam-se as vozes e as aptidões de pitching. Só dez projetos em 100 sairão vitoriosos da EIA 2019 e com um prémio na mão. Nem todas as equipas conseguirão chegar a fazer a defesa (pitch) da sua startup rodando entre diversas mesas de juízes ao longo de toda a manhã do último dia, sexta-feira: é preciso atingir critérios mínimos para isso. Mas há uma equipa que já conquistou esse privilégio. E foi eleita nesta última semana.

O Aptic foi o projeto de startup que já garantiu a sua presença na primeira fase do processo de picthing, uma espécie de speed dating entre mesas de júri – composto por mentores, investidores e empresários – em que a equipa vai “vendendo” a sua ideia de negócio. Uma ideia que chamou a atenção do Dinheiro Vivo na Startup Expo, logo no dia 23 de julho.

Trata-se de uma app para telemóvel que, recorrendo a informação GPS e imagens recolhidas em tempo real, avisa os cegos e pessoas com outras dificuldades de visão quanto aos obstáculos e características do local onde se encontram. Instalada a app no telemóvel e usando o aparelho pendurado ao peito, este vai descrevendo os elementos que for “vendo”, como por exemplo, a existência de escadas à direita, uma porta à esquerda ou um obstáculo à frente.

O Aptic foi eleito de um Top-10 de projetos, selecionados de entre mais de 60, cujas ideias de negócio foram consideradas pelos mentores da EIA 2019 dedicados ao “Desenvolvimento de Produto” de especial valor ou particularmente bem concebidos. Para trás ficaram portanto outros nove que, no entanto, interpretam a sua entrada neste Top-10 como um bom augúrio para esta sexta-feira.

Um Top-10 diferente, mas que dá alento

O Dinheiro Vivo foi saber quem os projetos que figuraram nessa lista e falou mesmo com uma das equipas, que conseguiu apanhar no intervalo das passagens pelas Pitching Clinics, em funcionamento constante na EIA há quatro dias e sempre a receber e treinar equipas.

A equipa “apanhada a jeito”, numa altura em que o tempo é curto para os últimos pormenores que é preciso acertar antes da final do dia seguinte, foi a da startup RyMynd, projeto desenvolvido por três estudantes portugueses, Maria Miguel Cunha, Miguel São Pedro e Flávio Martins, bem como Eetu Mustonen, da Finlândia, e Mohammad Reza, do Paquistão.

O RyMynd, explicam, é uma plataforma que, graças a uma extensão instalada no motor de busca que se estiver a usar, agrega e grava as páginas da internet consultadas por onde um utilizador mediante um simples toque num botão virtual.

A equipa da RyMynd: (da esq. para a dat.) Mohammad Reza; 31 anos, iraniano, dotourando em Engenharia Mecânica no IST; Miguel São Pedro, 22, a tirar Economia e Engenharia Mecânica Na U.Nova; Flávio Martins, 32 anos, estudante de Informática na U.Nova; Maria Miguel Cunha, 21, estudante de Ciências da Comunicação na U-Nova; e Eetu Mustonen, 25 anos, engenheiro Civil formado na Universidade Tampere. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

A equipa da RyMynd: (da esq. para a dta.) Mohammad Reza; 31 anos, iraniano, dotourando em Engenharia Mecânica no IST; Miguel São Pedro, 22, a tirar Economia e Engenharia Mecânica na U.Nova; Flávio Martins, 32 anos, estudante de Informática na U.Nova; Maria Miguel Cunha, 21, estudante de Ciências da Comunicação na U.Nova; e Eetu Mustonen, 25 anos, engenheiro Civil formado na Tampere University. FOTO: Ciano Vetromille / EIA 2019

A vantagem da RyMynd, dizem, é que não apenas guarda essas páginas na conta do utilizador, como as organiza por tópicos e interesses e ainda vai buscar informação complementar a outros sites não pesquisados, que sugere ao utilizador. E além disso ainda integra esses bookmarks com conteúdos das redes sociais.

Como é que a equipa da RyMynd interpreta o facto de ter figurado neste Top-10 inicial? “Eu interpreto que isso significa que no espaço de tempo que tivemos – até porque fomos uma empresa criada aqui na EIA, não era uma ideia que já vinha de antes – todo o progresso que fizemos neste curto espaço de tempo, todo o progresso que fizemos, comparativamente com as outras equipas, foi mais produtivo, aquilo que alcançámos foi mais palpável”, diz Miguel São Pedro.

Como não temos nenhuns clientes, nenhuns utilizadores, é muito irrealista estar à espera de financiamento”, Miguel São Pedro, membro da equipa do projeto RyMynd

Mas o jovem empreendedor tem os pés bem assentes na terra e não se deixa cair em ilusões relativamente ao desfecho final. “Como não temos nenhuns clientes, nenhuns utilizadores, é muito irrealista estar à espera de financiamento”, explica. “A expectativa é ter um bom feedback, mas, para além deste, receber também sugestões e ganhar mais ideias que nos consigam ajudar a desenvolver o RyMynd de uma forma com mais impacto”, conclui.

Os outros oito projetos que também figuraram neste primeiro Top-10 foram:

GroupPay – sistema de pagamentos para grupos de pessoas, em que cada um de forma fácil e imediata escolhe quanto tem de pagar, carrega a sua parte num cartão virtual, e permite que apenas uma pessoa trate do pagamento final de uma só vez e sem complicações de divisões de contas

SociaLab – app de melhoramento pessoal que dá ao utilizador os recursos necessários para aperfeiçoar as suas aptidões sociais de modo a ficar mais confortável em ambientes difíceis

Factuall – plataforma de verificação de factos pensada para jornalistas que vai confirmando e corrigindo ou sugerindo a confirmação com fontes de seguras o texto que está a ser produzido

ZNote – plataforma para receber ficheiros 3D, para a indústria de design e entretenimento, onde podem ser anotados comentários e fazer revisões; no fundo é um bloco de notas em três dimensões.

Aegis System – sistema de alerta de perigo ou risco de vida em que se encontrem agentes das forças de segurança ou de corpos de socorro, como os bombeiros, que dispara para as centrais quando os sinais vitais do utilizador do dispositivo de monitorização a ele associado se tornam anormais

BagFinders – sistema concebido para resolver de forma prática e simples, para os viajantes, o drama da bagagem perdida nos aeroportos.

EduCycle – app destinada a telemóveis que faz o reconhecimento visual do lixo que se pretende deitar fora (classificando-o como papel, plástico, vidro ou não reciclável) e informa acerca da localização mais próxima do caixote ou contentor adequado.

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