Ensino Superior

2.ª ronda de bolsas de alojamento Santander aguarda estudantes

Jovens que estudem no Porto e venham de longe têm segunda oportunidade para concorrer às Bolsas Santander +Perto. FOTO: Igor Martins / Arquivo Global Imagens
Jovens que estudem no Porto e venham de longe têm segunda oportunidade para concorrer às Bolsas Santander +Perto. FOTO: Igor Martins / Arquivo Global Imagens

As candidaturas estão em curso até 11 de outubro. Há 22 vagas para quartos a 100 euros

A segunda ronda de candidaturas para as Bolsas Santander +Perto já está em curso e termina no próximo dia 11 de outubro. Desta vez, são 22 a vagas disponíveis a 100 euros por mês e destinam-se a jovens que venham estudar na Universidade do Porto vindos de uma distância superior a 30 km. As reações daqueles que já conquistaram um lugar na residência universitária com a respetiva bolsa não podiam ser mais positivas: comodidade do preço, boa localização e excelentes condições são as vantagens que salientam.

“Ter conquistado esta bolsa representou, acima de tudo, um alívio enorme no orçamento dos meus pais”, confessa Carolina Lopes, estudante de 22 anos, a tirar o mestrado integrado de Psicologia na Invicta. “No Porto os quartos são muito caros e conseguir arranjar um a 100 euros para um estudante deslocado é muito bom, porque quarto, mais propinas, mais viagens, tudo junto é um bolo gigante”, explica Carolina Lopes. “Ainda por cima eu tenho outra irmã na faculdade e não é nada fácil”, continua. “E em termos de localização também melhorou, porque estou pertíssimo da faculdade agora”, conclui.

Lançadas em setembro pelo Santander Universidades para ajudar os estudantes deslocados no Porto a suportarem os custos de alojamento, este projeto-piloto tem por parceiro, a residência Livensa Living Porto Campus. Ao estudante cabe pagar apenas 100, sendo o resto assegurado pelos dois parceiros.

Os interessados terão de ser estudantes de nacionalidade portuguesa, com idades entre os 17 e os 23 anos, matriculados em qualquer licenciatura no distrito do Porto. Nesta 2.ª ronda, a distância da residência dos candidatos elegíveis foi encurtada para 30 km e o rendimento médio anual do agregado familiar passou a poder ser inferior ou igual a 30 IAS, ou seja, a um total de 13.072,80€. As candidaturas são feitas online, em www.bolsas-santander.com, e os resultados serão divulgada a 17 de outubro.

Guilherme Antunes já fazia estava conformado a ter de ir vir todos os dias de Aveiro para o Porto, mas depois ganhou a Bolsa Santander +Perto. FOTO: D.R. / G.Antunes

Guilherme Antunes já estava conformado a ter de ir vir todos os dias de Aveiro para o Porto, mas depois ganhou a Bolsa Santander +Perto. FOTO: D.R. / G.Antunes

“Soube das bolsas através de um e-mail institucional da faculdade e todo o processo decorreu muito rapidamente”, conta Guilherme Antunes, de 18 anos, a estudar Artes Plásticas no Porto. Diz o jovem que, antes de ter ganho a Bolsa Santander +Perto, o seu plano era ir e vir de Aveiro todos os dias, a cerca de 80 km de distância, o que lhe consumiria, no mínimo, mais de duas horas do seu dia.

Agora, instalado na residência Livensa, Guilherme está a 15 minutos, de metro, da Faculdade de Belas Artes do Porto, onde estuda. E diz que, embora tenha de dividir um quarto, as condições são boas e o montante que tem de pagar – 100 euros – não tem comparação possível com o que lhe estavam a pedir.

“Pensei em arranjar um apartamento ou um quarto no Porto, mas como os preços estavam altos, desisti”, continua Guilherme Antunes. “Para o um quarto individual, encontrei preços que oscilavam entre os 400, 500 euros”, conta.

“Ganhar a bolsa representou maior estabilidade, em primeiro lugar, porque não precisei de andar à procura de alojamento e estava com dificuldades a esse nível, porque é tudo muito caro”, revela Ana Afonso, de 18 anos, que se inicia este ano a estudar História da Arte no Porto vinda de Macedo de Cavaleiros, a quase 200 km de distância. “Para além disso, a residência é num sítio muito bom, que fica perto dos transportes”, terminou.

De mais longe ainda veio Rodrigo Nogueira, algarvio, de Loulé, que aos 18 anos está a começar a sua licenciatura em Física no Porto. Vivendo a cerca de 550 km de distância do seu local de estudo, encontrar alojamento no Porto era imperativo. “Esta bolsa é uma grande ajuda porque providencia alojamento de qualidade a um preço mais baixo do que encontraríamos se fôssemos alugar um quarto”, explica.

Rodrigo Nogueira veio do Algarve para o Porto estudar Física. Encontrar alojamento era imperativo e a bolsa foi "uma grande ajuda", diz. FOTO: D.R. / R.Nogueira

Rodrigo Nogueira veio do Algarve para o Porto estudar Física. Encontrar alojamento era imperativo e a bolsa foi “uma grande ajuda”, diz. FOTO: D.R. / R.Nogueira

Rodrigo Nogueira sublinha a qualidade das instalações, que diz serem “muito boas mesmo”, a centralidade da residência. “No geral, tem uma boa localização, porque fica no polo universitário, mas especificamente para a Faculdade de Ciências, fica um bocado longe. Só que, como o Porto tem uma boa rede de transportes públicos, não há uma dificuldade assim tão grande em fazer o percurso”, afirma.

Miguel Messias, outro dos bolseiros da 1.ª ronda do Santander +Perto, conta que soube destas bolsas através das redes sociais. “Concorri pelas condições apresentadas pela residência, pelo facto de não estar em condições financeiras assim tão boas e também pela proximidade da minha faculdade”, resume de uma assentada o jovem.

Com 19 anos, a viver em Viseu e a frequentar o 2.º ano de Engenharia Mecânica, esta foi a segunda vez que Miguel Messias se viu confrontando com o problema do alojamento universitário. “No ano passado, tive de encontrar uma casa bastante mais longe, que me levava a ter de andar de autocarro mais de meia hora e ficava mais cara”, conta. O jovem afirma que tudo o que foi vendo, apartamentos ou quartos, eram sempre a valores mais altos do que os 100 euros que a Bolsa Santander +Perto proporciona. “E, principalmente, quanto mais próximo ficavam da faculdade, mais caro eram os quartos”, diz, referindo que ainda está em processo de mudança. “Já tive oportunidade de visitar e são outras condições, totalmente diferentes”, conclui.

Para fazer o mestrado, Gonçalo Ferreira, de 21 anos, mudou de faculdade e perdeu o direito à residência universitária que tinha. A bolsa Santander chegou no momento certo. FOTO: D.R. / G.Ferreira

Para fazer o mestrado, Gonçalo Ferreira, de 21 anos, mudou de faculdade e perdeu o direito à residência universitária que tinha. A bolsa Santander chegou no momento certo. FOTO: D.R. / G.Ferreira

Para Gonçalo Ferreira, que vem de Mondim de Basto, a cerca de 100 km do Porto, “ganhar esta bolsa foi um enorme alívio”. Isto porque, com 21 anos e já a tirar o mestrado em Tradução e Interpretação Especializada, Gonçalo passou da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde fez a licenciatura, para o Instituto de Contabilidade e Administração Pública da Invicta, ficando com isso a perder em termos de acomodações.

“Até saber que tinha ganhado a Bolsa Santander, este ano não tinha nenhuma residência, até ao momento. Porque eu, no ano passado, estava na residência da minha faculdade, mas como mudei para o ISCAP já não podia lá ficar”, contou.

O alívio proporcionado por esta ajuda da Bolsa Santander +Perto foi maior ainda porque, como conta o jovem estudante, tem uma irmã mais nova que entrou este ano para o ensino superior, na Universidade de Coimbra.

Quanto à suas novas condições de alojamento, Gonçalo confessa que ainda não conheceu o seu colega de quarto – o regulamento da bolsa só prevê a atribuição de quartos duplos -, mas é perentório: “Estou extremamente satisfeito com as condições e com a localização – é muito perto do polo”. E depois, sublinha, foi tudo muito rápido. “Para concorrer, tive de arranjar uns documentos, mas numa semana tinha o processo todo feito”, concluiu.

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