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UTAD celebrou Dia da Música com concerto ecológico

Durante o eco-concerto, o músico e formador Paulo Coelho de Castro, convidou alunos a demonstrarem a seu lado como "Do Lixo Se Faz Música". FOTO: D.R. / UTAD
Durante o eco-concerto, o músico e formador Paulo Coelho de Castro, convidou alunos a demonstrarem a seu lado como "Do Lixo Se Faz Música". FOTO: D.R. / UTAD

Com o mote "Do Lixo Se Faz Música", o campus da UTAD, na cidade de Vila Real, foi surpreendido com um dia diferente para celebrar a música e ecologia

Oficinas, uma sessão de cinema e a atuação de uma eco-orquestra, todos dedicados à música e ao tema da reutilização de objetos tidos como lixo, foi a forma inédita como a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) celebrou esta segunda-feira, 1 de outubro, o Dia Mundial da Música. A iniciativa, que obedeceu ao mote “Do lixo se faz música” e contou com o apoio do Santander Universidades, atraiu centenas de participantes, entre estudantes, docentes e funcionários da UTAD. Fazendo um balanço do evento, o vice-reitor, Artur Cristóvão, garante que tão depressa não cairá no esquecimento coletivo de uma universidade que se orgulha de ser a primeira a criar um eco-campus no país.

“O objetivo era celebrar a música enquanto expressão artística presente na nossa vida e sensibilizar a comunidade académica para a possibilidade de reutilizar objetos que são normalmente considerados como lixo”, explicou o vice-reitor para a Área do Planeamento e Internacionalização da UTAD, Artur Cristóvão.

Para isso, a universidade lançou aos alunos, professores, funcionários e comunidade local um desafio: “Faz parte da nossa eco-orquestra!” Foi por isso que o Dia da Música, 1 de outubro, começou na UTAD com oficinas que ensinaram como e o quê reutilizar, nomeadamente para criar instrumentos musicais com objetos quotidianos considerados já sem utilidade.

Artur Cristóvão, vice-reitor para o Planeamento e Internacionalização da UTAD, salientou a cultura ecológica da universidade que representa. FOTO: D.R. /UTAD

Artur Cristóvão, vice-reitor para o Planeamento e Internacionalização da UTAD, salientou a cultura ecológica da universidade que representa. FOTO: D.R. / UTAD

O objetivo a que a UTAD se propôs “foi atingido com o envolvimento de cerca de três centenas de estudantes que participaram nos workshops ao longo do dia e que encheram um grande auditório na performance final da eco-orquestra”, afirmou Artur Cristóvão. Foi “um final de confraternização musical e de diversão que os participantes não vão esquecer”, assegurou o vice-reitor.

A iniciativa foi coordenada pelo Grupo de Missão para a Cultura da UTAD e pelo formador Paulo Coelho de Castro, também conhecido por “Dr. Som”. Foi este último a estrela do eco-concerto. Músico, compositor e formador, o “Dr. Som” é o autor de diversos projetos ligados à música, à inclusão social e à e ecologia, um dos quais é o já célebre “Do Lixo se Faz Música”.

Com garrafas, garrafões, tampas de tachos e chaves velhas, de entre outros, Paulo Coelho de Castro fez música e deu o exemplo de como aplicar a “Regra dos Três Erres: Reciclar, Reutilizar, Reduzir o lixo”. E para tanto, como demonstrou perante uma audiência cheia, basta ter criatividade e partir com o intuito de “brincar, divertir e partilhar”.

O dia terminou com a exibição do filme “Woya hayi mawe: para onde vais?”, que segue a cantora moçambicana Lenna Bahule, enquanto vai enfrentando “as dificuldades de ser música, mulher e negra no Brasil e em Moçambique”, como referiu a UTAD no seu site.

No final, além de uma iniciativa inesquecível, “ficou também a mensagem de que a UTAD está a construir um Eco-Campus, um espaço que queremos livre de lixo e em que cada um na comunidade académica se comprometa por ter um Planeta mais verde e limpo”, disse Artur Cristóvão. “Desde logo se destacou que a UTAD está a assumir uma política de eliminação do plástico, passando nomeadamente pela substituição das usuais garrafas de água, em todos os eventos, por jarros de vidro ou outros recipientes reutilizáveis”, sublinhou o vice-reitor.

O "Dr. Som", como seu chapéu de garrafão, perante uma audiência cheia e munida dos seus próprios instrumentos musicais: garrafas, garrafões e até bidões de plástico. FOTO: D.R. / UTAD

O “Dr. Som”, como seu chapéu de garrafão, perante uma audiência cheia e munida dos seus próprios instrumentos musicais: garrafas, garrafões e até bidões de plástico. FOTO: D.R. / UTAD

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