Plataforma vocacional

Design the Future agora também orienta a carreira dos adultos

A plataforma vocacional Design the Future agora também tem funcionalidades para quem quer mudar de carreira. FOTO D. R. / GI
A plataforma vocacional Design the Future agora também tem funcionalidades para quem quer mudar de carreira. FOTO D. R. / GI

Com a ajuda de parceiros recentes, como a Escola Virtual e a Gulbenkian, a plataforma vai lançar novos projetos já em 2020

Volvidos quatro anos desde o seu lançamento, em 2015, a plataforma vocacional Design the Future, fundada por Inês Menezes, com o apoio institucional do Santander Universidades, já não é só uma ferramenta para orientar os jovens estudantes a escolher áreas de estudo e cursos. O serviço que desde o início se propôs prestar visa agora um público mais vasto, abrangendo adultos já com emprego, a quem oferece funcionalidades para os que querem ou têm de mudar de carreira por força dos tempos. E esta é apenas uma das novidades que estão na calha da Design de Future para 2020.

“A grande novidade é uma plataforma para gestão de carreiras para adultos”, afirmou Inês Menezes. “Aqui o objetivo vai ser o desenvolvimento de competências de empregabilidade, junto de públicos mais vulneráveis, e preparar a população ativa portuguesa para as transformações do mercado de trabalho”, continuou. Segundo a responsável, a ideia é ajudar as pessoas atualmente empregadas a enfrentarem a chamada 4ª Revolução Industrial – a da automação e das novas tecnologias –, “dotando-as de conhecimentos, capacidades e competências adequadas para que, dessa forma, possam aceder, manter-se e progredir nos seus empregos e numa empregabilidade qualificada”.

Para esta nova plataforma, a Design the Future contou com diversos parceiros, nomeadamente, frisou, com o “investimento social da Fundação Gulbenkian, através do seu programa Gulbenkian Conhecimento”. Já para ajudar a definir o perfil dos utilizadores e a sua vocação, contou com o Centro de Investigação em Psicologia, da Universidade do Minho, e a Ordem dos Psicólogos.

“Percebemos que o mercado de trabalho está a alterar-se a uma velocidade incompatível com os tradicionais percursos de qualificação e emprego e prevê-se que estas mudanças contribuam para aumentar o desajuste que existe atualmente entre competências exigidas pelo mercado de trabalho e as que a população ativa tem, que são de facto baixas comparativamente a outros países”, explicou Inês Menezes.

É precisamente este handicap que a plataforma de gestão de carreira para adultos pretende colmatar “de uma forma gratuita e acessível a todas as pessoas (…) e ajudá-las, nos seus processos de requalificação e de formação, a terem aqui uma base que as oriente”.

Ines MenezesO objetivo vai ser o desen-volvimento de compe-tências de empregabi-lidade, junto de públicos mais vulneráveis e preparar a população ativa portuguesa para as transformações do mercado de trabalho”, Inês Menezes, fundadora da Design the Future, que agora se volta também para os adultos empregados.

Para isso, a plataforma incorporará algoritmos de Inteligência Artificial que vão ajudar a combinar o perfil e os objetivos profissionais dos utilizadores, com sugestões de formação e apresentação de informação atualizada do mercado de trabalho: quais as competências mais procuradas, ocupações com maior oferta, tendências futuras em termos de empregabilidade.

Além disso, para 2020 estão também a ser preparados cinco webinars ­– encontros ou conferências emitidos pela internet para um público exclusivamente online – em parceria com a plataforma Escola Virtual (EV), da Porto Editora. O primeiro é já a 15 de janeiro e os diversos temas são questões que os jovens querem ver respondidas e que foram definidas recolhendo sugestões dos alunos das escolas da rede da plataforma EV. “Assim podemos ler quais são as grandes preocupações que os jovens têm em relação à construção da sua carreira e às decisões mais imediatas que têm de tomar sobre a área e o curso”.

“Em consonância com esta atividade, iremos disponibilizar a partir de janeiro um guia das profissões, quer na plataforma Escola Virtual, quer na Design the Future, em que se correlacionam as 250 profissões constantes desta última com o perfil vocacional dos utilizadores”, avançou Inês Menezes.

A responsável sublinhou, aliás, que a parceria com a Escola Virtual é relativamente recente – desde maio – e que permitiu disponibilizar todos os materiais e ferramentas de orientação de carreira da Design the Future “de uma forma bastante atrativa, em consonância com o século XXI e com aquilo que os jovens procuram quando vão à internet: intuitiva e, com pouco cliques, tendo muita informação”.

A culminar a iniciativa, será realizada, “por volta de maio”, uma conferência sobre profissões, que explorará as 10 eleitas pelos jovens de entre as constantes do guia das profissões, sobre as quais eles gostariam de saber mais.

Seis meses a evoluir

2019 saldou-se por um ano muito produtivo para a Design the Future. Logo em março, tornou-se mais inclusiva, graças a uma parceria com o Inclusive Community Forum, da Nova SBE. Mas as novidades não se ficaram por aqui.

“A informação que temos nova é, para já, uma homepage muito mais intuitiva e mais interativa em que é possível através de dois cliques – em “Áreas de interesse” ou em “Gosto” – ir mais rapidamente à informação que se procura”, explicou Inês Menezes.

“Por outro lado a secção ‘Planear a carreira’ tem vindo a ser construída cada vez com mais informação: está dividida entre 9º ano, secundário, universitários, encarregados de educação e uma área a que temos acrescentado bastante e que é muito inovadora, que são atividades de autoconhecimento”, resumiu a responsável. Mais uma vez, a meta é que os jovens possam “fazer uma decisão mais informada e mais consciente sobre o seu futuro”.

Com o evoluir dos tempos, diz Inês Menezes que, se em 2015 a Design the Future veio reposta a uma falha, agora ainda mais se justifica. “O feedback que temos é que cada vez há mais abertura para as questões relacionadas com a gestão de carreiras e exploração vocacional, quer por parte de empresas, quer de escolas, colégios e afins, quer instituições de ensino superior”, disse. A responsável afirma que, hoje em dia, “há muito maior consciência da necessidade de aquisição de competências de gestão de carreira e da necessidade do autoconhecimento como veículo essencial para uma decisão informada e esclarecida sobre o futuro”.

“Os jovens cada vez mais percebem que não há profissões para a vida, razão pela qual têm de investir em si próprios, tanto em termos de formação, como de conhecimento do mercado, e a Design the Future permite essa exploração do mercado, mas também de si próprios”, concluiu Inês Menezes.

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