Primus Inter Pares 2019

“Este prémio é como um selo de qualidade e o reconhecimento do meu mérito”

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Tomás Ambrósio, da Nova SBE, foi o vencedor da edição de 2019. Daniel Proença, da U.Porto, e Nuno Calejo, do IST, foram 2.º e 3.º



Tomás Ambrósio, um economista de 23 anos, mestrando em Finanças na Nova SBE, que trabalha em Madrid, já o fez em Londres, deu a volta ao mundo no chamado gap year (entre o secundário e os estudos universitários) e criou uma empresa digital ainda enquanto estudante, foi eleito o “primeiro entre os seus pares”. O anúncio dos vencedores dos prémios Primus Inter Pares 2019 foi feito durante uma cerimónia de gala que ocorreu na noite de terça-feira, 2 de julho, no Hotel Ritz, em Lisboa. Dias depois de se tornar o campeão da 16ª edição deste concurso, apoiado pelo Banco Santander, Tomás Ambrósio comentava assim o troféu conquistado: “Este prémio é como que um selo de qualidade e uma prova de reconhecimento do meu esforço e mérito”.

Nos 2.º e 3.º lugares do pódio do Primus Inter Pares 2019 ficaram, respetivamente, Daniel Proença, de 26 anos, um economista a tirar o mestrado de Gestão na Universidade do Porto e a trabalhar no Departamento Comercial da NOS, e Nuno Calejo, jovem engenheiro de 22 anos, mestrando em Engenharia Aeroespacial no IST, a desenvolver a sua atividade na Outsystems.

Catarina Marques e Daniel Costa, à sua direita - aqui junto de Daniel Proença numa altura em que ainda se estava apenas a apresentar os finalistas à plateia -, foram os 4º classificados ex aequo. FOTO: Filipa Bernardo / Global Imagens

Catarina Marques e Daniel Costa, à sua direita – aqui junto de Daniel Proença numa altura em que ainda se estava apenas a apresentar os finalistas à plateia -, foram os 4º classificados ex aequo. FOTO: Filipa Bernardo / Global Imagens

E como entre os que não sobem ao pódio não há vencedores nem vencidos no Primus Inter Pares, em 4.º lugar ex aequo ficaram Catarina Marques, 22 anos, mestranda de Engenharia e Gestão Industrial na FEUP, que trabalha na Farfetch; e Daniel Costa, engenheiro físico de 23 anos, a tirar o mestrado em Fusão Nuclear e a trabalhar com reatores nucleares no Instituto de Plasmas e Fusão do IST.

Cada um dos três vencedores tem agora direito a tirar um MBA, no espaço de cinco anos, financiado pelo Banco Santander, parceiro do semanário Expresso e da Egor – empresa líder no mercado do recrutamento e seleção de quadro profissionais – na atribuição deste prémio. A única diferença reside no direito de preferência que cada um dos premiados tem, face àquele que lhe ficou atrás, na escolha da escola onde vai realizar esta especialização. À sua disposição estão o IESE, em Barcelona, a IE Business School, em Madrid, o Lisbon MBA (da Universidade Católica e da Universidade NOVA), o ISCTE, o ISEG ou a Porto Business School.

Os quartos classificados levam como prémio um curso de pós-graduação, também financiado pelo Santander, e a glória de terem terminado no exclusivo grupo dos cinco finalistas de entre perto de 100 candidatos.

“A relevância deste prémio é que o próprio júri não é académico, ou seja, é um júri experiente, da indústria e da economia real, e isso acaba por dar valor ao facto de ter sido eleito o primeiro entre os meus pares”, explicou Tomás Ambrósio.

“Com grande poder, vem grande responsabilidade”, a máxima do Homem-Aranha que Daniel Traça, dean da Nova SBE, citou durante o evento ao falar de liderança

Apesar do prestígio do prémio conquistado, que já anda há 16 anos a descobrir os futuros líderes de negócios do país, o jovem economista não deixa que o título conquistado lhe suba à cabeça. “Em termos do que vai mudar na minha vida, acho que devo ser pragmático e perceber que não é por ter ganho este prémio que sou automaticamente mais capaz do que era antes. Acaba por ser um pouco um reconhecimento e, com isso, ter a responsabilidade de tornar-me um líder no futuro”.

Com estas palavras, sem querer, Tomás Ambrósio ia ao encontro do que o dean da Nova SBE, faculdade onde está a fazer o seu mestrado em Finanças e onde é professor assistente, revelou na sua breve intervenção durante a cerimónia de gala. Sublinhando que “é muito importante falar-se em liderança” e aconselhando a que os vencedores aproveitem bem o seu MBA – “porque, cada vez mais, não basta acabar um curso” –, Daniel Traça disse ser apologista da máxima do Homem-Aranha: “Com grande poder, vem grande responsabilidade”, por isso o responsável exortou estes jovens a que “ajudem a criar um mundo que seja muito melhor”.

Para isso, é preciso ter competências, mérito e capacidade de trabalho e esforço, algo que no entender de todos os finalistas foi reconhecido com os prémios recebidos.

Daniel Proença e Nuno Calejo não foram primeiros, mas os seus sorrisos evidenciam o contentamento com o 2º e 3º lugares, respetivamente, e o MBA que lhes valeu. FOTOS: Filipa Bernardo / Global Imagens

Daniel Proença e Nuno Calejo não foram primeiros, mas os seus sorrisos evidenciam o contentamento com o 2º e 3º lugares, respetivamente, e o MBA que lhes valeu. FOTOS: Filipa Bernardo / Global Imagens

“Para mim, o prémio era o reconhecimento, por isso, somos todos ‘Primus’, afirmou Daniel Proença, o vice-campeão desta edição. “Ser primeiro, segundo, terceiro ou quarto é exatamente igual. Qualquer um destes prémios é, de si, um reconhecimento espetacular”, disse o economista, com uma expressão de felicidade e segurando na mão o seu troféu do 2º lugar. “Este prémio vai-me trazer um MBA, que era o passo seguinte que queria dar na minha carreira. Agora é uma questão de escolher a escola e o momento certos”, concluiu.

Já Nuno Calejo, o engenheiro aeroespacial que antes da cerimónia admitia ter participado no concurso ao prémio pelo desafio que ele representava, afirmava horas depois, após ter conquistado o 3.º lugar do pódio: “Para mim este prémio é muito importante, porque é a oportunidade de juntar os meus conhecimentos na área da engenharia com conhecimentos na área da gestão através da realização do MBA. Isso é algo que eu já ambicionava há muito tempo e que tenciono fazer no futuro, que é juntar essas duas competências para poder depois liderar empresas tecnológicas, que é a minha ambição e o meu objetivo”.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, esteve presente no evento na qualidade de pai e não no exercício do seu cargo. Aqui junto da filha, Catarina Marques, e de Inês Oom de Sousa (à dta.), administradora do Santander. FOTO: Filipa Bernardo /Global Imagens

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, esteve presente no evento na qualidade de pai e não no exercício do seu cargo. Aqui junto da filha, Catarina Marques, e de Inês Oom de Sousa (à dta.), administradora do Santander. FOTO: Filipa Bernardo /Global Imagens

O desafio foi também o motivo que levou Catarina Marques e figurar entre os cinco finalistas naquela noite gala. “Concorri ao Primus numa decisão de impulso: achei uma oportunidade extraordinária e quis muito testar a minha sorte e ver até onde é que conseguia chegar”, contou a jovem engenheira que, enquanto ginasta artística, está habituada a testar os seus limites. Talvez por isso, confessou, “o mais fácil foi estar nas provas, houve um grande à vontade, foi muito bom conhecer todos estes grandes líderes do futuro, que vão muito para lá dos cinco que estão aqui hoje na gala”. Findos os três longos meses de concurso, onde a jovem engenheira conseguiu chegar foi aos cinco finalistas, de entre 93, e a um 4º lugar, posição que não lhe tirou o sorriso do rosto.

Por causa de Catarina Marques, no evento esteve João Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética, presente na qualidade de pai e não como governante. No final, perante a surpresa de grande parte dos presentes, comentava Catarina, segurando o seu troféu: “Por acaso, o meu último apelido é mesmo o da minha mãe, mas às vezes até dá jeito não fazerem a ligação”.

Daniel Costa, num momento de humor, quando era apresentado à plateia pela jornalista e animadora de rádio Joana Cruz, que foi a anfitriã do evento. FOTO: Filipa Bernardo / Global Imagens

Daniel Costa, num momento de humor, quando era apresentado à plateia pela jornalista e animadora de rádio Joana Cruz, que foi a anfitriã do evento. FOTO: Filipa Bernardo / Global Imagens

Também em 4º lugar ficou Daniel Costa, que contou durante o cocktail inicial do evento ter participado no Primus Inter Pares por achar que fazia sentido, tendo em conta o seu percurso académico, acrescentar um MBA à sua formação em Engenharia Física e Tecnológica. Este engenheiro, que é também mestre e instrutor federado de artes marciais e lida diariamente com reatores de fusão nuclear, confessou ter sido a entrevista com os cinco elementos do júri o momento mais difícil dos três meses de provas. Mas todas foi superando, acabando por conquistar para juntar ao seu currículo uma pós-graduação.

Ainda antes do início do evento, enquanto se degustavam cocktails e conversas – aquilo a que, no mundo dos negócios, se chama fazer networking –, António Vieira Monteiro, presidente do Conselho de Administração do Banco Santander, aceitava comentar a “safra” de candidatos ao Prémio Primus Inter Pares 2019, que teve de avaliar, como elemento do júri que é.

“O que é mais interessante na avaliação deste ano é que, pela primeira vez, temos um maior número de engenheiros a concorrer do que economistas, é a grande diferença que existe relativamente aos anos anteriores. Do ponto de vista daquilo que é o nível técnico e científico e emocional dos candidatos, mantém-se dentro dos mesmos níveis”, afirmou o responsável.

Um facto que já antes fora digno de realce nas notícias e que levou o presidente do júri do prémio, Francisco Pinto Balsemão, a afirmar na abertura do seu discurso da noite: “Os engenheiros estão a tomar conta disto”.

Estes jovens brilhantes têm a obrigação de intervir [na sociedade], de assumir responsabilidades”, Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri.

Já na cerimónia de entrega dos prémios, e antes de passar a palavra ao presidente do júri, António Vieira Monteiro frisou no seu discurso: “O Santander sempre apoiou o ensino universitário (…) e vai apoiar cada vez mais, porque desses apoios crescerão as elites que hão de governar este país e criar mais empresas”.

Francisco Pinto Balsemão, chefe máximo da Impresa, proprietária do Expresso, uma das entidades fundadoras do Primus Inter Pares, sublinhou algumas das características que fazem um líder e que sistematicamente encontra nos concorrentes: “Os candidatos a este prémio não são apenas os alunos mais brilhantes, são também pessoas que se dedicam à vida desportiva, ao associativismo, às viagens e a uma miríade de outras atividades e interesses”.

“Numa época de populismos, de migrações, do desaparecimento de espécies por todo o planeta”, o presidente do júri tinha um conselho para dar: uma invetiva com que encerrou o seu discurso. “Estes jovens brilhantes têm a obrigação de intervir, de assumir responsabilidades. Os jovens mais dotados e talentosos, como vocês, não podem ficar de fora, não podem não se pronunciar”, afirmou Pinto Balsemão.

António Vieira Monteiro, presidente do Conselho de Administração do Banco Santander, um dos parceiros dos Prémios Primus Inter Pares, proferindo o seu discurso durante o evento de gala. FOTO: Filipa Bernardo / Global Imagens

António Vieira Monteiro, presidente do Conselho de Administração do Banco Santander, um dos parceiros dos Prémios Primus Inter Pares, proferindo o seu discurso durante o evento de gala. FOTO: Filipa Bernardo / Global Imagens

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