empreendedorismo

IST já abriu “caminho” para levar 30 alunos à Academia Europeia de Inovação

No 1º evento do Road2EIA estiveram Zeca Duarte (à esq), event manger da EIA, e quatro alunos que participaram na EIA 2018 - (da esq. para dta) Andreé Miranda, Tomás Pereira, Maria João Jacinto e Sofia Lança - para falarem da sua experiência. FOTO: DR/IST
No 1º evento do Road2EIA estiveram Zeca Duarte (à esq), event manger da EIA, e quatro alunos que participaram na EIA 2018 - (da esq. para dta) Andreé Miranda, Tomás Pereira, Maria João Jacinto e Sofia Lança - para falarem da sua experiência. FOTO: DR/IST

Para levar os possíveis candidatos às bolsas do Santander a decidirem-se, o instituto lançou o Road2EIA@Técnico. O primeiro evento ocorreu no dia 8

Só 30 terão direito, no Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, a um “bilhete de ida” para a European Innovation Academy (EIA) – a maior aceleradora de negócios da Europa – financiados pelo Santander Universidades, mas a instituição de ensino superior lisboeta quer garantir que tem um leque muito alargado de escolha e grande diversidade de alunos entre os candidatos. Daí a campanha Road2EIA@Técnico, lançada esta semana para captar o interesse dos estudantes, que teve o primeiro evento na segunda-feira, 8 de abril, e terá o próximo no dia 23.

A ideia do Road2EIA@Técnico é “ir preparando os potenciais participantes”, para que percebam o que é efetivamente a EIA e o que ela proporciona. “É importante explicar aos tecnólogos, às pessoas que têm a tecnologia na mão, que uma iniciativa como a EIA permite-lhes que, durante três semanas, eles pensem na forma como se pega numa tecnologia e se lhe dá valor para a sociedade ou para o mercado”, explicou o professor e vice-presidente do IST.

Segundo Luís Caldas de Oliveira, no IST há “os convertidos”, aqueles que já conhecem o empreendedorismo e gostam de inovação, e os “não-convertidos, aqueles que têm a tecnologia, mas que acham que essa coisa de a levar para o mercado é muito complicada”. É a estes últimos que o Road2EIA quer chegar.

Daí esta “Primeira Paragem” na segunda-feira, 8 de abril, que se traduziu numa sessão de esclarecimento em que quatro ex-participantes e o event manager da EIA Zeca Duarte explicaram aos alunos como foi fazer parte da EIA e o que nela se aprende.

Luís Calda de Oliveira é vice-presidente do IST para o Empreendedorismo e ele próprio um empresário de sucesso, com a sua VoiceInteractive. FOTO:DR/IST

Luís Calda de Oliveira é vice-presidente do IST para o Empreendedorismo e ele próprio um empresário de sucesso, com a sua VoiceInteractive. FOTO:DR/IST

Para o vice-presidente do IST, o evento foi não apenas “surpreendente e interessante” como largamente satisfatório. Embora lamente que não tenham podido aparecer tantos alunos como gostaria – “à hora em que nós marcámos [17h], nem todos puderam aparecer, já que os horários dos alunos são muito diversificados e é sempre difícil” –, o responsável conta com o efeito de contágio que, tem a certeza, vai ocorrer.

“Tivemos principalmente uma participação muito variada, que era o nosso objetivo”, assegurou Caldas de Oliveira. “Em particular, tivemos a presença de alunos de doutoramento, que é um alvo mais difícil de atingir. Os alunos de doutoramento têm, obviamente, não só tecnologias mais sofisticadas, como têm programas onde podem desenvolver essas tecnologias em vários sentidos, em várias dimensões”, disse. Este foi o lado surpreendente e interessante a que o responsável aludira.

No dia 23 haverá outra sessão de esclarecimento, também com o patrocínio Santander, desta vez inserida na iniciativa Alumni e.Stories. Criado já há alguns anos, este evento costuma trazer ex-alunos antigos e mais recentes ao IST para falarem das suas experiências de sucesso. Desta vez, os convidados vão falar da sua passagem pela EIA e das startups que criaram. Entre eles vai estar o alumni João Vila Boa, empresário e empreendedor de sucesso – que criou a primeira startup quando ainda estudava no IST – e que é agora um dos mentores da EIA.

Centenas de candidatos a 30 bolsas

O IST já tem, neste momento, mais de 100 alunos inscritos para as bolsas EIA do Santander. Mas Luís Caldas de Oliveira, vice-presidente do IST para o Empreendedorismo e Ligações Empresariais, aposta forte na quantidade e diversidade. “Queremos que os nossos participantes sejam muito diferentes uns dos outros”, diz o professor, salientando que “a diversidade dá muito valor às equipas”.

Aliás, esta é uma das três grandes vantagens da Academia Europeia de Inovação, na versão portuguesa, que pela terceira vez se realizará no Estoril, entre 14 de julho e 2 de Agosto. “A EIA tem pessoas que vêm de todo o mundo, de todas as formações, de várias idades e as equipas são formadas com essa mistura. Isto não é fácil de meter num curso universitário – os estudantes são todos mais ou menos da mesma idade e estudam mais ou menos a mesma coisa”, explicou Caldas de Oliveira. “Portanto, nós, no IST, entre os candidatos que estão no Road2EIA, quando os formos selecionar, vamos também tomar em consideração a diversidade”, concluiu.

“A terceira vantagem da EIA é a rede de contactos que se estabelece, em particular, com todos os mentores e com todos os oradores convidados, que são pessoas que estão a uma chamada telefónica de distância”

Uma outra grande mais-valia da EIA, segundo Caldas de Oliveira, é o facto de ser aquilo a que chama “um processo experiencial” de preparar as pessoas, de modo a saberem usar as ferramentas e os métodos adequados para passar uma ideia tecnológica à concretização prática na sociedade. Com a vantagem de, na EIA, este processo ser exclusivo.

Isto é, enquanto nas cadeiras de empreendedorismo do IST, apesar de usarem o mesmo modelo experiencial – em que se formam equipas de empreendedores que, durante um semestre, procuram resolver um problema criando uma startup, fazendo protótipos, entrevistando potenciais clientes, etc. –, os alunos têm de dividir o seu tempo com outras cadeiras e matérias, na academia não. Na EIA, frisa o professor, dá-se a “imersão total dos alunos, durante três semanas, na aprendizagem daqueles métodos e ferramentas, com grandes líderes de negócios”, sem terem de dispersar a sua atenção.

Na EIA o intenso trabalho em equipa acontece em simultâneo com a consulta e esclarecimentos dos mentores. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

Na EIA o intenso trabalho em equipa acontece em simultâneo com a consulta e esclarecimentos dos mentores. FOTO: Jorge Amaral / Global Imagens

“A terceira vantagem da EIA”, afirma Luís Caldas de Oliveira, “é a rede de contactos que se estabelece, em particular, com todos os mentores e com todos os oradores convidados, que são pessoas que – pela nossa experiência, pela dos nossos alunos que participaram no passado – estão a uma chamada telefónica de distância. Se eles telefonarem para uma destas pessoas, elas respondem imediatamente, o que é muito difícil de conseguir noutros ambientes.”

É por todas estas razões que o vice-presidente do IST considera “importantíssimo” ter alunos do Técnico a participar na EIA. Até, mais uma vez, pelo efeito multiplicador da sua participação. “A mentalidade que eles vão trazer da EIA vai ajudar a contaminar outros alunos quanto à forma de encarar as suas competências e o mundo”, garante.

É aqui que assume particular relevância a ligação do IST ao Santander Universidade, admite o responsável. “Este programa não é barato”, confessa Caldas de Oliveira, referindo-se à participação na EIA – cujo valor da propina, consoante a data de inscrição, oscila entre os 1.899 e os 2.300 euros por pessoa.

Do IST, irão à Academia de Inovação 30 alunos com o patrocínio deste banco, mas o Santander Universidades vai atribuir 150 bolsas EIA em instituições de norte a sul do país.

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