EIA 2019

Desafio: “Salvar o planeta em três semanas”

Alar Kolk, presidente da EIA, durante o seu discurso de inauguração da 3ª edição da European Innovation Academy de Cascais. FOTO: Vítor Machado / Santander Universidades
Alar Kolk, presidente da EIA, durante o seu discurso de inauguração da 3ª edição da European Innovation Academy de Cascais. FOTO: Vítor Machado / Santander Universidades

O presidente da EIA e os responsáveis dos diversos parceiros do evento partilharam conhecimento e desejaram sucesso aos estudantes que iniciam a EIA

“Salvar o planeta em três semanas.” Foi com esta expressão que o presidente da European Innovation Academy (EIA), Alar Kolk, resumiu na inauguração da 3ª edição da EIA em Portugal, esta segunda-feira, 15 de julho, os desígnios a que se propõe a iniciativa, que decorrerá no Centro de Congressos do Estril até ao dia 2 de agosto. Ao longo da cerimónia, outros presidentes e responsáveis subiram ao palco da EIA, desde o Presidente da República, até ao presidente do Santander Portugal e aos responsáveis de outros parceiros oficiais do evento.

A meta das diversas EIA que existem pelo mundo fora – em Itália, na China, no Qatar e, a partir de 2020 (foi anunciado naquele momento), no Canadá, em Calgary – é muito nítida: “Queremos educar os jovens empreendedores, porque não acreditamos que velhos como eu possam salvar o mundo”, disse o presidente da EIA, Alar Kolk, que ainda mal completou os 45 anos, no seu discurso de inauguração.

Por isso, para os 500 jovens estudantes que nesta 3ª edição da EIA em Portugal aceitaram o desafio de criar 100 start-ups nas áreas da tecnologia e da inovação “a missão é muito maior” disse o responsável: “Têm de resolver um problema que afeta milhares de milhões de pessoas”.

Que problema é esse? Na sua exposição, Alar Kolk enunciou uma lista de desafios prementes que aguardam por soluções, desde as alterações climáticas e suas consequências, à fome e pobreza, ao acesso à água ou eletricidade – todos eles problemas que afetam milhares de milhões de pessoas no mundo inteiros.

A vossa missão é muito maior: têm de resolver um problema que afeta milhares de milhões de pessoas”, Alar Kolk, presidente da EIA

Por isso, aconselhou, nestas três semanas “não tentem inventar o próximo Tinder, que eu sei ser muito importante nas vossas vidas neste momento”, disse com o presidente da EIA, com humor. Só que para resolver problemas que afetam milhares de milhões de pessoas tem de se “pensar de forma disruptiva”, garantiu. E é isso que a EIA, a maior incubadora de negócios digitais e tecnológicos da Europa, faz, de acordo com o seu responsável: “Cria mentalidade certa” para isso.

Uma mentalidade que vai permitir que os participantes na EIA criem novos produtos e serviços, que irão substituir os antigos, se foquem em alterar os seus hábitos, as suas convicções e fiquem dispostas a correr riscos, porque “é preciso correr riscos” para se ser empreendedor, explicou Alar Kolk.

“O que fizerem hoje vai afetar profundamente os próximos 1.000 anos. A responsabilidade é vossa: têm de inventar o futuro que querem ter”, concluiu o fundador e presidente da EIA.

“Nunca parem de inovar”

Entre os responsáveis que passaram pelo palco do anfiteatro do Centro do Congressos do Estoril, estiveram os responsáveis dos diversos parceiros da EIA em Portugal, nomeadamente o presidente do Santander Portugal, que exortou os estudantes a nunca pararem de inovar.

Pedro Castro e Almeida começou por salientar o número recorde de participantes na EIA de Cascais – 500 – face à quantidade dos que passam pelas suas congéneres dos outros países, que oscilam entre os 200 e os 250. “Temos uma grande agregação de talento reunida aqui em Portugal e é também uma grande oportunidade para o nosso país”, afirmou, em função disso, o presidente do Santander.

Pedro Castro e Almeida, presidente do Santander Portugal, parceiro da EIA, desejou "um futuro brilhante" a todos os participantes. FOTO: Orlando Almeida / Global Imagens

Pedro Castro e Almeida, presidente do Santander Portugal, parceiro da EIA, desejou “um futuro brilhante” a todos os participantes. FOTO: Orlando Almeida / Global Imagens

Depois de dirigir uma palavra especial aos participantes portugueses – 175, dos quais 150 com inscrições feitas com recurso às Bolsas Santander que conquistaram -, e depois de salientar a “longa tradição” do seu banco de investir no empreendedorismo e na inovação tecnológica, bem como nos estudantes universitários, Pedro Castro e Silva despediu-se do auditório esgotado com um conselho: “Aproveitem bem este momento, sejam curiosos, sejam desafiadores, sejam arrojados e nunca tenham medo de perseguir os vossos objetivos. Acima de tudo, nunca parem de inovar.”

Palavra aos parceiros

Em representação da Câmara Municipal de Cascais, outro dos parceiros da EIA, esteve presente Marco Espineda, diretor do Futuro nesta edilidade. Classificando a realização da EIA como um “momento decisivo”, o responsável partilhou com a plateia algo que aprendera há pouco tempo, disse, com o Papa Francisco: “Os jovens não são o futuro, são o presente”. Por isso, exortou os participantes a fazerem o seu melhor.

Dirigindo também algumas palavras à plateia estiveram Jonas Huthmacher, em representação do Lab1886, a incubadora de inovação da Mercedes Benz/Daimler e parceira da EIA, e Pedro Rocha Viera, presidente da Beta-i, incubadora portuguesa responsável por trazer a EIA para Portugal. Por sua vez, Isabel Rocha, vice-diretora da Universidade Nova de Lisboa e também empresária, partilhou com os estudantes algum do seu know-how, enquanto Martin Omander, da Google – que fez a sua exposição com a ajuda da filha, Zoe – falou acerca das ferramentas que a Google oferece a quem quer criar soluções digitais.

A encerrar o evento, subiu ao palco Ken Singer, diretor executivo da Sutardja Center for Entrepreneurship & Technology, da Universidade de Berkeley, e consultor de diversas start-ups, que explicou a arte de criar uma equipa de sucesso e dos percursos possíveis para a criação de uma start-up.

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