Solidariedade

Dez projetos competem pelos três Prémios de Voluntariado Universitário 2017

A solidariedade está em alta entre os estudantes universitários, que têm projetos de voluntariado dignos de serem premiados. Três dos 50 que concorreram aos troféus Santander Totta serão distinguidos  na próxima semana. FOTO: Frankie Leon / Creative Commnons
A solidariedade está em alta entre os estudantes universitários, que têm projetos de voluntariado dignos de serem premiados. Três dos 50 que concorreram aos troféus Santander Totta serão distinguidos na próxima semana. FOTO: Frankie Leon / Creative Commnons

Os vencedores desta 2.ª edição do troféu serão conhecidos na terça-feira, numa cerimónia que terá lugar no Grande Auditório do Centro Santander Totta

– Já são conhecidos os 10 finalistas dos Prémios de Voluntariado Universitário 2017, financiados pelo Programa Santander Universidades, que distinguem projetos de solidariedade da iniciativa de estudantes universitários. Os três vencedores vão receber 3.000 euros cada um, mas só serão anunciados durante a cerimónia de entrega dos troféus, que decorrerá na próxima terça-feira, 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntariado.

Em jogo estão 10 mil euros em prémios: 3.000 para cada um dos vencedores das principais categorias – Projeto, Comunidade e Ideias, em que são premiados, respetivamente, o tipo de problemas sociais visado, o grau de intervenção da comunidade e o caráter inovador da ideia – e 1.000 euros para o projeto com o melhor vídeo de candidatura (PVU Comunicação). Este último é eleito por votação nas redes sociais e, tal como os três primeiros, que foram selecionados por um júri, só será conhecido na cerimónia que terá lugar terça-feira no Grande Auditório do Centro Santander Totta, situado no n.º 6 da Rua da Mesquita, em Lisboa.

Os finalistas foram apurados de entre as 50 candidaturas apresentadas este ano, cujos projetos, pelas contas do Santander Totta, envolvem um total de 5.000 voluntários dedicados a causas diversas e beneficiam 886 mil pessoas em todo o país. Quanto os dez projetos que competem pelo pódio desta 2.ª edição dos Prémios de Voluntariado Universitário (PVU), a maioria (3 candidaturas) veio do Porto, seguindo-se Lisboa, com 2 candidaturas selecionadas, sendo as restantes cinco provenientes da Madeira e de mais quatro distritos (v. imagem abaixo).

Da meia centena de candidaturas, foram escolhidas 10 finalistas. Os projetos são provenientes de praticamente todo o país e abrangem áreas muito diversas.

Da meia centena de candidaturas, foram escolhidas 10 finalistas. Os projetos são provenientes de praticamente todo o país e abrangem áreas muito diversas.

Nesta edição dos Prémios de Voluntariado Universitário, que é já a 2.ª, a inclusão social e a educação voltaram a ser as áreas mais visadas pelos projetos finalistas. Mas entre os selecionados finais figuram também ideias que demonstram preocupações com a saúde ou o ambiente.

Até a qualidade da ajuda voluntária prestada começa a ser objeto dos projetos criados pelos estudantes universitários. É o caso do U.Dream, que concorre com um projeto que se propõe dar formação a voluntários para que fiquem aptos a desempenhar bem as atividades da própria associação. Criada no seio da Universidade do Porto, a U.Dream já se expandiu para as universidades de Braga e Aveiro. Os seus voluntários acompanham e realizam “os sonhos de crianças e famílias em situações complicadas”, fazem intervenções urbanas onde for necessário junto da comunidade local e dão apoio e motivação aos estudantes das escolas secundárias.

A U.Dream foi um dos finalistas da edição dos PVU de 2016. Com o projeto este ano concorrente, a associação pretende criar um espaço com condições para realização de formações físicas e à distância, para otimizar a comunicação e formação das U.Dream locais.

Com a interação entre crianças e idosos de bairros desfavorecidos, o projeto Mais Ativos, Mais Vividos promove a qualidade de vida das pessoas visadas.

Com a interação entre crianças e idosos de bairros desfavorecidos, o projeto Mais Ativos, Mais Vividos promove a qualidade de vida das pessoas visadas.

Já o projeto Mais Ativos, Mais Vividos, da Faculdade de Desporto do Porto, pende mais para a área da saúde, embora tenha também objetivos de inclusão social. Ao realizar encontros intergeracionais entre os idosos e crianças de bairros sociais, o programa promove o envelhecimento ativo e uma maior qualidade de vida dessas populações. E, ao mesmo tempo, faz o acompanhamento e medição de dados antropométricos e da capacidade cognitiva e funcional das pessoas abrangidas.

Além deste, entre os finalistas há outros quatro projetos que procuram dar resposta ou evitar problemas de integração social. Um deles, com o sugestivo nome de Integra-te, resulta da iniciativa dos Serviços Sociais da Universidade de Évora e destina-se a apoiar a integração dos estudantes alojados nas residências universitárias. Um propósito que pretende operar através da atribuição de mentores e da realização de atividades tendo como objetivo a redução do insucesso e abandono escolar universitário

O Move Açores – Porta-a-Porta é outro dos projetos finalistas com preocupações de inclusão social. Promovido pela MOVE Associação de Microcrédito e Empreendedorismo e pela Católica Lisbon School of Business & Economics, a ideia é dar a famílias desfavorecidas de três localidades em S. Miguel conhecimentos para que melhor possam gerir os seus orçamentos familiares. Faz também parte do programa fazer despertar as mentes empreendedoras dentro das famílias e incentivar a criação de rendimentos alternativos aproveitando o talento de membros de cada agregado.

Promover a inclusão social é também o objetivo de Happy Wish, outro dos projetos finalistas que se dedica a realizar os sonhos de utentes de diversas instituições da cidade da Covilhã, além de aí organizar atividades lúdicas e ateliers. Desenvolvido pela associação Happy Wish, em parceria com a Universidade da Beira Interior, o projeto também prevê a formação e o desenvolvimento das competências de voluntários membros ou de entidades parceiras, quer com vista à sua participação nas atividades da associação, quer para facilitar a sua entrada no mercado de trabalho.

Os voluntários da Escola Inclusiva dando apoio a um idoso num lar da Covilhã.

Os voluntários da Escola Inclusiva dando apoio a um idoso num lar da Covilhã.

A Escola Inclusiva, desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), é outro projeto que dá apoio à comunidade, com objetivos de inclusão social. Os seus voluntários atuam em todas as áreas e de acordo com as necessidades identificadas pelas instituições parceiras do projeto. Faz parte do auxílio prestado pela Escola Inclusiva ajudar as instituições sociais da região a solucionar problemas internos da organização ou a melhorar o serviço aos seus utentes, apoio que se estende também ao próprio IPVC, no sentido de aperfeiçoar os processos e procedimentos internos para que este se torne… uma escola mais inclusiva.

A área da educação, nomeadamente no que se refere ao combate ao insucesso escolar, é outra das mais visadas pelos projetos finalistas. O SPOT, merecedor de um Prémio de Voluntariado Universitário de 2016, concorre este ano com o SPOT AHEAD Bairros. Na mira desta iniciativa continua a estar a luta contra o insucesso escolar, mas desta vez o SPOT junta-se à Associação Humanitária para a Educação e Apoio ao Desenvolvimento (AHEAD) e à Nova SBE para atuar junto de alunos de escolas de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária.

A Consultoria Solidária propõe-se também educar, mas de outra forma. Da iniciativa da FEP Junior Consulting, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, os voluntários deste projeto estão prontos a partilhar o seu know-how com as entidades sociais, para melhorar o seu funcionamento e gestão. O seu apoio pode também incluir o estudo de alternativas mais regulares de financiamento e o desenvolvimento de estratégias de marketing para captação e angariação de voluntários.

Da Madeira veio uma candidatura outra das finalistas selecionadas – que junta a vertente da educação à da cultura. Herança Madeirense é o nome do projeto concorrente aos PVU 2017 da Associação Académica da Universidade da Madeira que, para angariar receitas para o apoio aos alunos mais carenciados da instituição, propõe-se fazer visitas guiadas aos monumentos e locais de interesse cultural da região. Deste modo, o projeto apresenta ainda a dupla vantagem de dinamizar e divulgar o património material e imaterial da Madeira.

Com Plantar o Futuro, crianças e jovens ajudam a reflorestar o país com espécies de árvores autóctones

Com Plantar o Futuro, crianças e jovens ajudam a reflorestar o país com espécies de árvores autóctones

O único dos 10 projetos finalistas com propósitos ambientalistas é o Plantar o Futuro, criado pela Associação Agora Aveiro, em parceria com a Universidade de Aveiro. O objetivo é sensibilizar crianças e jovens para a prevenção no âmbito dos incêndios e promover ações de sementeira de espécies autóctones. De caminho, os voluntários do Plantar o Futuro alertam os mais novos para a importância das espécies florestais portuguesas e da sua conservação e contribuem para a recuperação da floresta nacional, reflorestando zonas de importância ecológica.

São estas as 10 propostas que o júri dos PVU 2017 considerou mais aliciantes de entre a meia centena de concorrentes. Na terça-feira serão conhecidos os três vencedores finais, a que se juntará ainda o projeto merecedor do PVU Comunicação, por ter apresentado o melhor vídeo de candidatura. Dos 10 nomeados para este galardão, cinco são projetos finalistas das categorias principais – Move Açores, U.Dream, Happy Wish, Escola Inclusiva e Consultoria Solidária. Os restantes cinco vídeos com hipóteses de render 1.000 euros aos respetivos projetos são: Gap Year, Narizinho, Medicina Mais Perto: Ilhas, Vo.U Socorrer e Vitamina Alegria.

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