Mecenato Santander

“Banco das Universidades” recebe nota máxima

A Herança Madeirense, projeto que põe estudantes a divulgar o património da ilha para apoiar outros alunos, beneficiou do mecenato do Banco Santander Totta ao vencer um dos Prémios de Voluntariado Universitário 2017. FOTO: Herança Madeirense
A Herança Madeirense, projeto que põe estudantes a divulgar o património da ilha para apoiar outros alunos, beneficiou do mecenato do Banco Santander Totta ao vencer um dos Prémios de Voluntariado Universitário 2017. FOTO: Herança Madeirense

As mil bolsas, 53 parcerias com universidades e múltiplos prémios dão nota alta aos apoios universitários do Santander no balanço de 2017

– Descreve-se a si mesmo como “o banco das universidades” por prestar, a mais de meia centena de instituições do ensino superior em Portugal, apoios que afirma serem “únicos no panorama nacional”. Certo é que todos os anos o Banco Santander Totta despende seis milhões de euros no ensino superior. Entre bolsas, prémios e apoios variados por força dos protocolos firmados com universidades, milhares de estudantes, professores e investigadores – só bolsas, são mil por ano – prosseguem os seus interesses graças ao financiamento do Santander Totta, como o Dinheiro Vivo (em parceria com esta instituição) tem vindo a divulgar ao longo do ano que agora termina.

Nesta época de balanços, os números do Programa Santander Universidades saltam à vista: 53 protocolos com instituições do ensino superior deram origem, em 2017, a mil bolsas de estudo e investigação, dezenas de prémios, 220 bolsas de intercâmbio de estudantes e docentes e várias dezenas de estágios, assumindo aqui o Santander Totta o papel de “ponte de ligação entre as universidades e as empresas”, como como escreve em comunicado enviado ao Dinheiro Vivo. Números que, para os responsáveis do banco, merecem nota máxima no exame final do mecenato Santander.

Pelas suas contas, o banco investe anualmente cerca de 7 milhões de euros na área de responsabilidade social e corporativa, dos quais 6 milhões destina ao ensino superior “Entre 2015 e 2018, o total investido em mecenato irá atingir 25 milhões de euros e o número de bolsas a atribuir serão cerca de 3600”, lê-se no documento.

Na área da atribuição de bolsas, 2017 fica marcado pelo lançamento do programa de estágios StartUP Santander Jovem, desenvolvido em parceira com a Fundação da Juventude. O encontro, de três meses, entre startups e licenciados interessados em nelas estagiar é remunerado pelo Santander Totta a 550 euros por mês.

No campo dos Prémios Santander, este foi mais um ano de troféus como o Prémio Voluntariado Universitário (PVU), que voltou a somar 50 candidaturas. Em dois anos (2016 e 2017), houve já uma centena de projetos a concorrer ao total de 10 mil euros que estes galardões envolvem e que visam promover o voluntariado, enquanto exercício de cidadania ativa, com benefícios para a sociedade e para o desenvolvimento das competências pessoais dos estudantes universitários. Com os vencedores – projetos MOVE Açores, Herança Madeirense, Escola Inclusiva e UDream – a serem anunciados no dia 5 de dezembro, os PVU culminaram mais um ano de aliança com as universidades.

O espanhol Leonardo La Rosa (à dta.), da Universidade Carlos III de Madrid, foi um dos vencedores da 6.ª edição dos Prémios Idea Puzzle, que este ano teve pela primeira vez uma vertente internacional. Aqui recebe o título das mãos de Ricardo Morais (Idea Puzzle) e de Inês Oom de Sousa (Santander Totta),

O espanhol Leonardo La Rosa (à dta.), da Universidade Carlos III de Madrid, foi um dos vencedores da 6.ª edição dos Prémios Idea Puzzle, que este ano teve pela primeira vez uma vertente internacional. Aqui recebe o título das mãos de Ricardo Morais (Idea Puzzle) e de Inês Oom de Sousa (Santander Totta),

Destaque também para o Prémio Idea Puzzle: o Santander Universidades oferece anualmente dois troféus de 1.000 euros, um em Portugal e outro no estrangeiro, ao melhor desenho de investigação de Doutoramento criado com o software Idea Puzzle numa universidade. O prémio foi criado em 2012 e este ano foi a 6ª edição, sendo pela primeira vez atribuído na sua versão internacional.

Faz parte também já da tradição universitária o Prémio Universidade de Coimbra Santander Totta, um galardão conjunto do Santander Totta e da Universidade de Coimbra que é atribuído, anualmente, a um português cuja intervenção, nas áreas da cultura ou da ciência, tenha sido particularmente relevante e inovadora.

2017 foi também o ano da 10ª Edição do Prémio de Investigação Colaborativa Santander/Universidade NOVA de Lisboa, no valor de 25.000 euros. Este distingue projetos de investigação desenvolvidos por investigadores juniores da NOVA e que envolvam, pelo menos, duas das unidades orgânicas da Universidade.

Com o apoio do Santander, teve lugar este ano a European Innovation Academy (EIA), o maior programa universitário de aceleração em Inovação Digital da Europa (EIA), que se realizou pela primeira vez em Portugal. A Academia decorreu entre 16 de julho e 4 de agosto, mantendo o objetivo de criar startups tecnológicas líderes de mercado.

Em Portugal, a EIA estabeleceu uma parceria com o Banco Santander Totta, que será o parceiro exclusivo junto das instituições de ensino superior portuguesas e na área financeira. O programa contou com 400 participantes, de 63 nacionalidades, incluindo 50 oradores internacionais. Com a participação de aceleradoras de Silicon Valley, foi desenvolvido durante três semanas em Cascais com a colaboração com instituições de topo, como a UC Berkeley, a Stanford University e a Google.

“Fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para reforçar parcerias com universidades”

Vieira MonteiroA propósito do balanço de um ano de mecenato do Santander Totta, António Vieira Monteiro (na foto à esq.), presidente executivo do banco, prevê o que 2018 trará.

“A nossa posição de apoio incondicional às instituições do Ensino Superior mostra-se todos os anos cada vez mais atual. Nesse sentido, iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, com novas iniciativas, para reforçar a nossa parceria com as universidades. Teremos com certeza novos projetos ligados ao empreendedorismo, ao apoio à sociedade civil e ao voluntariado universitário, numa política de responsabilidade social ativa. Estaremos ainda mais próximos das escolas e dos seus alunos. Em 2018 continuaremos seguramente neste caminho de apoio ao Ensino Superior português, contribuindo deste modo para o desenvolvimento de Portugal e potenciando as capacidades dos universitários.”

DOIS MOMENTOS ALTOS DE 2017

Campus Nova SBE

Em maio, foi apresentado o estado das obras do novo complexo universitário da Nova SBE, em Carcavelos. Bernardo Pinto Gonçalves, diretor da obra, garantiu que o campus vai estar a funcionar no ano letivo de 2018-19. O Santander Totta é parceiro fundador e contribuiu com 5 milhões de euros para aquela que será a maior “escola global do país”, onde haverá o Santander Totta Hall, ala dedicada ao estudo e à investigação. FOTO: Filipe Amorim/ GI

Em maio, foi apresentado o estado das obras do novo complexo universitário da Nova SBE, em Carcavelos. Bernardo Pinto Gonçalves, diretor da obra, garantiu que o campus vai estar a funcionar no ano letivo de 2018-19. O Santander Totta é parceiro fundador e contribuiu com 5 milhões de euros para aquela que será a maior “escola global do país”, onde haverá o Santander Totta Hall, ala dedicada ao estudo e à investigação. FOTO: Filipe Amorim/ GI

EIA no Estoril

A realização da European Innovation Academy (EIA), no Estoril, em julho/agosto, que teve 400 participantes de 63 países, foi outro dos pontos altos do ano do Santander Totta. O banco tornou-se parceiro exclusivo entre as universidades portuguesas e o maior programa de aceleração em inovação digital da Europa. FOTO: Jorge Amaral / GI

A realização da European Innovation Academy (EIA), no Estoril, em julho/agosto, que teve 400 participantes de 63 países, foi outro dos pontos altos do ano do Santander Totta. O banco tornou-se parceiro exclusivo entre as universidades portuguesas e o maior programa de aceleração em inovação digital da Europa. FOTO: Jorge Amaral / GI

 

 

 

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