Primus Inter Pares 2017

Cinco futuros líderes perto de saberem quem venceu prémio

Os cinco finalistas atrás, com Pinto Balsemão, presidente do júri, ao centro, e os restantes jurados, sentados à frente (da esq. para a dta.): António Vieira Monteiro, Estela Barbot, Raquel Seabra e António Vitorino.     FOTOS: D.R.
Os cinco finalistas atrás, com Pinto Balsemão, presidente do júri, ao centro, e os restantes jurados, sentados à frente (da esq. para a dta.): António Vieira Monteiro, Estela Barbot, Raquel Seabra e António Vitorino. FOTOS: D.R.

Quinta-feira são conhecidos os vencedores do Prémio Primus Inter Pares. Os cinco finalistas falam das suas motivações e experiência como candidatos

É já esta quinta-feira, dia 8 de junho, que serão conhecidos os três grandes vencedores de entre os cinco finalistas do Prémio Primus Inter Pares de 2017. O anúncio é feito numa cerimónia de gala que terá lugar no Four Seasons Hotel Ritz, em Lisboa.

O Prémio Primus Inter Pares, da iniciativa conjunta do Banco Santander Totta e do semanário Expresso, anda há 14 anos a “contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de rigor, de profissionalismo e de excelência na gestão de empresas”. Nesta edição, foram mais de 100 os estudantes que se candidataram e que, ao longo de vários meses de escrutínio e provas dadas, tentaram distinguir-se como os primeiros de entre os seus pares.

Só cinco foram apurados para a final deste galardão, que chega agora à conclusão com o anúncio dos três jovens que maiores capacidades de liderança demonstraram. Aos três vencedores o prémio atribui um MBA numa Business School de prestígio nacional e internacional: o IESE, em Barcelona, a IE Business School, em Madrid, o Lisbon MBA, o ISCTE, o ISEG e a Porto Business School. Os 4° e 5° classificados recebem um curso de pós-graduação.

O Dinheiro Vivo foi falar com os cinco finalistas, a quem colocou três questões, iguais para todos. Conheça aqui estes cinco futuros líderes e veja como eles responderam às perguntas colocadas.

Duarte BarosaDuarte Maria Barahona de Lemos de Morais Barosa
Licenciado pela Nova SBE

1) Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Após falar com vários amigos que participaram em edições anteriores do concurso, percebi que participar traz imensas vantagens. Não só nos permite conhecer várias pessoas com grandes aspirações profissionais, testar e treinar as nossas capacidades quantitativas, de liderança, de trabalho de grupo ou de pensamento crítico, mas também nos leva a fazer uma reflexão orientada sobre a nossa carreira profissional, onde estamos e queremos estar. Isto com a ajuda de profissionais que estão lá para nos ajudar a pensar no que queremos fazer e onde achamos que podemos fazer a diferença. Acho que esta oportunidade representa um privilégio enorme para alguém que está apenas a começar a sua carreira profissional. Para além disso, os prémios do concurso são também uma grande motivação para participar.

2) Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Foram vários os desafios que eu encontrei e, na minha opinião, a sua dificuldade foi aumentando. Desde logo, os testes online e presenciais. São muito completos: testes quantitativos, qualitativos, psicológicos, que não só são exigentes como também temos muito pouco tempo para os concluir. O fim de semana no Vimeiro também foi exigente, apesar de muito divertida. É um ambiente descontraído, em que o grande desafio passa por nos conseguirmos destacar, mas de uma forma não forçada, sendo naturais e espontâneos. O maior desafio é a entrevista final com o júri. A pressão é alta e o que torna a entrevista um verdadeiro desafio é o facto de não existir qualquer preparação possível. Eles podem questionar-nos sobre uma variedade enorme de temas, e o grande desafio é ter a capacidade para responder à altura apenas pensado na resposta nesse momento, sem que a maior parte das perguntas tenham uma resposta óbvia. Em termos de aprendizagem, acima de tudo a participação neste exigente processo de seleção pôs à prova as minhas capacidades analíticas, os meus soft skills e o meu pensamento crítico. Mas o mais importante foi ter-me ajudado no processo de reflexão sobre o que eu quero que seja o meu futuro profissional, quais os meus objetivos de longo prazo e como é que eu quero contribuir para o desenvolvimento do meu país.

3) A entrevista final com o júri foi divertida ou formal?
Ambos. Temos que ter em conta que os membros do júri são pessoas muito experientes e muito respeitadas, e que por isso existe sempre uma certa formalidade no ar. No entanto, acho que há espaço para uma certa descontração, e responder às perguntas foi claramente desafiante, mas ao mesmo tempo divertido. Inclusive houve alguns momentos de humor. Por exemplo, ao perguntarem qual foi, para mim, a data da história portuguesa mais importante que eu vivi, tive de responder (depois de já ter referido a ano da adesão à moeda única) que foi 2016, porque foi o ano em que ganhámos o campeonato da Europa! Foi um momento divertido no qual eles se riram.

Francisco TelesFrancisco Teles
Licenciado pelo Instituto Superior Técnico

1) Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Decidi participar no Prémio Primus Inter Pares não só pelo prestígio que tem, mas também devido a experiências que tive em associações na minha faculdade que me levaram a interessar pela área de gestão. Sendo de Engenharia, um MBA – prémio do concurso – é o curso ideal para me permitir ter as bases de gestão que pretendo ter.

2) Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Foi um percurso bastante desafiante e enriquecedor! De todo o processo destaco uma atividade onde tivemos de descrever, através de uma obra de arte, qual é o sentido da nossa vida. Foi bastante difícil e desafiou os nossos níveis de criatividade. Destaco também uma atividade onde todos os 12 candidatos se puseram em cima de um tapete e tiveram de o virar sem sair do mesmo. Acima de tudo, aprendemos que o trabalho em grupo, comunicação e a luta por objetivos comuns é fundamental para atingirmos o sucesso. Por último, o maior desafio de todos foi a entrevista final com o júri: um momento único em que podemos ter uma conversa extremamente enriquecedora com pessoas extraordinárias.

3) A entrevista final com o júri foi divertida ou formal?
Ao contrário do que estava à espera, a entrevista não foi formal. Apesar de estarmos a ser avaliados, foi mais uma conversa do que uma entrevista onde se incluíram alguns momentos engraçados.

Frederico de AndradeFrederico Dhanis de Andrade
Licenciado pela Nova SBE

1) Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
A minha principal motivação para participar no Primus foi o desafio que este nos coloca. Não só a nível de atividades e experiências, mas também ao nível de testar as nossa capacidades face aos desafios que nos colocaram. Tenho muito interesse e curiosidade em aprender mais sobre liderança, pelo que o concurso me pareceu ser uma excelente iniciativa na qual tinha de participar. A possibilidade de ter profissionais muito qualificados a avaliar o nosso trabalho e personalidade com grande detalhe é uma oportunidade única. Para além disso, o Primus dá-nos reconhecimento pelo nosso trabalho e permite-nos alavancar o nosso networking ao conhecermos bastantes pessoas, todas elas com muito para nos ensinar. Por fim, creio que a faculdade teve um papel importante, bem como alguns colegas, que nos incentivaram bastante a participar.

2) Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Os desafios encontrados foram variando ao longo do caminho. Creio que a entrevista final tenha sido o momento onde houve mais tensão e nervosismo, mas sempre dentro do normal. O facto de estarmos perante um júri altamente reconhecido e muito conhecedor leva-nos sempre a ambicionar estar ao nosso mais alto nível. Pessoalmente gostei muito do fim de semana passado no Vimeiro. Por um lado porque sou grande adepto de atividades práticas em que nos é exigida destreza física e mental. Por outro, porque fomos convidados a vários momentos de reflexão. Posso dizer que em todas as etapas do processo fomos aprendendo muitas coisas.

3) A entrevista final com o júri foi divertida ou formal?
Diria que foi um registo misto de formalidade e descontração. Quando abordamos temas como o futuro da Europa ou o estado do nosso país é necessário adotarmos uma postura mais séria que nos permita transmitir a nossa mensagem e opinião de uma forma eficaz. Por outro lado, há sempre tempo para momentos de descontração e menos formalidade, sendo que por vezes brincou-se com algumas situações.

Marta PereiraMarta Egídio de Sousa e Silva Pereira
Licenciada pela Nova SBE

1) Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Decidi participar no Prémio Primus Inter Pares por recomendação da faculdade (Nova SBE) e de antigos vencedores. Ganhar o Primus Inter Pares seria uma contribuição de enorme valor para atingir os meus objetivos. No meu futuro desejo continuar sempre em aprendizagem e um MBA numa escola de prestígio como a IESE, a IE ou a Nova e Católica seria uma excelente oportunidade para voltar ao mundo académico depois de alguns anos de experiência profissional. Poder fazer uma pausa, olhar para o que já conquistei em perspetiva, redefinir objetivos e reunir as ferramentas que faltam para os cumprir é, em concreto, o que este prémio me poderá proporcionar.

2) Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Ao longo do processo de seleção, o maior desafio foi uma das provas que realizámos no Vimeiro, na fase dos 24 finalistas, em que nos foi pedido que expressássemos quem somos e o nosso propósito através de uma expressão artística. Como estou habituada a expressar-me através da escrita ou verbalmente, ter de fazê-lo através de uma “obra de arte” foi um grande desafio, mas que no final foi muito recompensador. A maior aprendizagem ao longo de todo o processo partiu do facto de termos sido constantemente desafiados e estimulados a pensar em quem somos e para onde queremos ir, tanto pessoal como profissionalmente.

3) A entrevista final com o júri foi divertida ou formal?
A entrevista final com o júri foi, acima de tudo, uma conversa muito interessante. Discutimos assuntos desde a situação política italiana e o futuro da Europa, até aos meus artistas e restaurantes preferidos. O júri, ao início, parece um pouco intimidante, mas à medida que a conversa evoluiu vai-se quebrando o gelo e criando empatia.

Tomas VirtuosoTomás Gomes Teixeira Esteves Virtuoso
Licenciado pela Católica SBE

1) Porque decidiu participar no Prémio Primus Inter Pares?
Convicção, desafio e oportunidade. Eis as três razões pelas quais decidi concorrer a este prémio. A convicção profunda numa sociedade em que o mérito e a excelência sejam os principais motivos para o sucesso na vida. O desafio de pôr à prova as capacidades de liderança que possa ter e de aprofundar o conhecimento que tenho de mim mesmo e daquilo em que acredito. A oportunidade de levar bons ensinamentos deste concurso e do seu respetivo prémio para a vida pessoal e profissional, ciente da responsabilidade que em mim recairá de pôr a render esta aprendizagem.

2) Quais os desafios que encontrou ao longo do processo de seleção? O que aprendeu?
Foi um processo de seleção longo e muito completo, onde fomos avaliados num conjunto muito alargado de aspectos, desde capacidades intelectuais de raciocínio e concentração, até capacidades de liderança e interação social. De todas as fases, destacaria: a atividade de dia e meio num hotel no Vimeiro, em que, com um grande grau de intensidade, fomos postos à prova num conjunto de dinâmicas muito diversificadas; e a entrevista final com o júri, onde, apesar de toda a pressão inevitável, pude sentir um enorme privilégio por poder ter cinco pessoas tão distintas a ouvir as minhas respostas às perguntas tão variadas que me foram colocando. No fim deste percurso, levo três grandes lições que reforçam a minha visão do que é uma boa liderança: a capacidade de ouvir, integrar e valorizar os contributos de todos, pois deixar pessoas “para trás” não pode ser opção; ter um elevado autoconhecimento e estar muito ciente de quais os princípios e valores pelos quais orientar a vida pessoal e profissional; e, por fim, procurar ter uma visão verdadeiramente global dos problemas e desafios, fruto do desenvolvimento de um conjunto de interesses abrangente e eclético.

3) A entrevista final com o júri foi divertida ou formal?
Apesar de ter sido uma entrevista formal, com todo o simbolismo que o momento pedia, acabou por ser uma conversa muito interessante e descontraída, onde fui estimulado a demonstrar a abrangência dos meus interesses e conhecimentos e a refletir acerca das minhas perspetivas de futuro.

 

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