empreendedorismo

Festa da inovação do Porto elege Facestore como “Startup do Ano”

Os responsáveis da Facestore (da esq. para a dta.) Paulo Solinho Barbosa, Bruna Nunes, Renato Pratas e Luciano Júnior com o troféu "Startup do Ano". FOTO: D.R.
Os responsáveis da Facestore (da esq. para a dta.) Paulo Solinho Barbosa, Bruna Nunes, Renato Pratas e Luciano Júnior com o troféu "Startup do Ano". FOTO: D.R.

A Facestore foi a primeira plataforma do mundo a permitir que os seguidores de marcas e lojas façam compras sem sair do ambiente das redes sociais

– Chama-se Facestore e acaba de ser eleita “Startup do Ano” no festival de empreendedorismo e inovação que o polo tecnológico da Universidade do Porto realiza na Invicta, o Startup FEST. Com apenas cinco anos de existência, esta plataforma que permite criar com facilidade lojas nas redes sociais começou ao serviço de negócios portugueses e hoje conta já 35 mil utilizadores em todo o mundo. Agora foi reconhecida e distinguida pelos seus pares por integrar o e-commerce nas redes sociais.

Foi uma novidade inserida na edição de 2017 do Startup FEST 2017: eleger o melhor projeto empresarial inovador de entre um conjunto de startups com ligação à Universidade do Porto.

“Termos este reconhecimento vindo de uma instituição pela qual temos um carinho tão grande, a UPTec, obviamente que é um sentimento de recompensa, de honra e grande estímulo para continuarmos a fazer o que temos vindo a fazer”, disse Paulo Solinho Barbosa, cofundador e CEO da Facestore. O Startup FEST, uma iniciativa financiada pelo programa Santander Universidades, decorreu no passado sábado, 15 de julho, e o prémio “Startup do Ano” não é mais do que um título e um troféu mas que deixou visivelmente satisfeitos os responsáveis da Facestore. Sobretudo, sublinha o responsável, “sabendo que a concorrer a este prémio estavam muitas empresas tecnológicas, todas elas também com grande capacidade de inovação e, se calhar, também merecedoras deste prémio”.

O momento em que, no Startup FEST de sábado 15 de julho, a Facestore foi anunciada como "Startup do Ano". FOTO: D.R.

O momento em que, no Startup FEST de sábado 15 de julho, a Facestore foi anunciada como “Startup do Ano”. FOTO: D.R.

A ideia da Facestore surgiu a Paulo Solinho Barbosa em 2011, quando começou a ver o impacto que o Facebook e restantes redes sociais começavam a ter não só na vida das pessoas, como também na vida das empresas. “O problema é que as redes sociais, naquela altura, não estavam preparadas para as marcas poderem estabelecer uma relação mais direta com os seus seguidores”, diz Solinho Barbosa, explicando: “Era possível colocar [nas redes sociais] os produtos, as novas coleções, mas quando as pessoas procuravam adquiri-los as ferramentas que estavam disponíveis eram enviar uma mensagem privada e tentar, de alguma forma, que essa encomenda ou transação fosse realizada”.

Não era, portanto, fácil passar de seguidor de uma marca a cliente. E foi para isso que Paulo Solinho Barbosa, licenciado em Marketing e Gestão de Empresas, se propôs encontrar uma solução. Juntando-se a dois colegas, Bruna Nunes e Renato Pratas, os três viriam a tornar-se os cofundadores da Facestore.

“Criámos uma plataforma que foi a primeira no mundo a permitir a compra direta nas redes sociais, incluindo a fase do pagamento”, afirmou Paulo Solinho Barbosa. Segundo explicou este responsável, através da Facestore não só passou a ser possível ver um conjunto de informações relacionadas com um produto, escolher os produtos pretendidos, as quantidades e os tamanhos, como depois iniciar todo o processo de check-out, nomeadamente a escolha da transportadora e, por fim, o meio de pagamento que o consumidor quer utilizar para fazer a compra. “Nós fizemos com que todo este processo fosse realizado sem o utilizador abandonar o ambiente social, sem ser redirecionado para o site dessa empresa ou dessa marca para depois finalizar a compra”, concluiu Solinho Barbosa.

A reação em Portugal foi explosiva: logo no primeiro ano, a Facestore conseguiu pôr 5.000 lojas a utilizar a sua tecnologia. Hoje, a plataforma portuguesa têm cerca de 35.000 lojas de todo o mundo, as mais recentes das quais são do continente africano, que começa agora a a apostar forte nas potencialidades do e-commerce.

Paulo Solinho Barbosa teve a ideia de fazer das páginas das redes sociais verdadeiras lojas. Para concretizar isso criou a Facestore. FOTO: D.R.

Paulo Solinho Barbosa teve a ideia de fazer das páginas das redes sociais verdadeiras lojas. Para concretizar isso criou a Facestore. FOTO: D.R.

Mas, afinal, como se “abre” uma loja na Facestore? “O processo é muito simples”, diz Paulo Solinho Barbosa, ou não fosse o mote da plataforma “Fácil de gerar, simples de gerir”. Tudo começa com um registo no site da Facestore – “é tudo feito online”, como salienta o responsável –, em que o utilizador preenche os dados necessários para lançar o negócio. “Depois é o próprio cliente que vai montando e parametrizando toda a loja: escolhendo quais são os canais onde quer vender – nomeadamente, se quer estar no Facebook, se quer ir para o Pinterest, se quer ter um website próprio –; depois define se quer estar presente só em redes sociais ou também nos dispositivos móveis; a seguir, vai carregando os produtos, parametrizando as tabelas com as transportadoras, escolhendo os meios de pagamento que quer disponibilizar aos seus clientes. E quando tem este processo todo montado, basta carregar num botão e imediatamente a loja está publicada em todos os canais.”

A Facestore não cobra comissões sobre as vendas. O financiamento da plataforma é feito pela contratação com cada cliente de um dos três planos de loja à escolha – com diferentes características (veja https://facestore.pt/pricing) –, com preço que vão dos 15, aos 25 ou 55 euros por mês. “Portanto, é quase um arrendamento que se faz da plataforma: o cliente utiliza-a enquanto bem entender; no dia em que não a quiser utilizar mais, pode desistir nesse preciso instante”, explica Paulo Solinho Barbosa.

O montante cobrado tanto pode ser pago ao mês como ao ano, mas os custos de “abrir” uma loja na Facestore são certamente muito inferiores aos encargos da mais pequena loja física. O que explica o êxito da Facestore em Portugal e no mundo inteiro. Agora, em Portugal, a procura já está a estabilizar, mas a tecnologia da Facestore, “sendo emergente e sendo inovadora, tem vários mercados que estão completamente sedentos ainda deste tipo de inovação”, diz Paulo Solinho Barbosa. É o caso do Reino Unido, por exemplo, onde a Facestore iniciou operações no final de 2016 e a taxa de crescimento é muito significativa. “Estamos a crescer a um ritmo comparável ao de quando começámos em Portugal”, concluiu Solinho Barbosa.

E para sustentar todas estas operações, a equipa da Facestore conta apenas com 15 pessoas – entre as quais os seus três cofundadores –, que se dividem por três equipas: duas em Portugal, no UPTec e na Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), e uma no Reino Unido.

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