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Novo programa abriu candidaturas para startups que queiram estagiários pagos

Captar para as startups talentosos novos licenciados e proporcionar-lhes o primeiro emprego é o objetivo do novo programa. FOTO: Steven Zwerink/Flickr-Creative Commons
Captar para as startups talentosos novos licenciados e proporcionar-lhes o primeiro emprego é o objetivo do novo programa. FOTO: Steven Zwerink/Flickr-Creative Commons

Programa conjunto da Fundação da Juventude e do Santander Totta vai pagar 550 euros a cada estagiário. Candidaturas para as startups já abriram

A partir deste ano, as startups portuguesas que queiram descobrir novos talentos têm um programa especial a que podem candidatar-se para receber estagiários sem terem de suportar o encargo do seu custo. O StartUp Santander Jovem, lançado no dia 11 de outubro, vai financiar 50 bolsas de estágio para jovens licenciados há menos de dois anos integrarem este tipo de empresas durante três meses. A primeira fase de candidaturas – destinada às startups – já abriu no site próprio e, a partir de 29 de novembro, abrem as inscrições para os futuros estagiários. O programa, resultante de uma parceria entre a Fundação da Juventude e o Banco Santander Totta, prevê o pagamento mensal de 550 euros a cada estagiário.

Marcos Soares Ribeiro é o diretor-coordenador do Programa Santander Universidades, ao abrigo do qual foi criada a nova iniciativa. FOTO: Jorge Amaral/Global Imagens

Marcos Soares Ribeiro é o diretor-coordenador do Programa Santander Universidades, ao abrigo do qual foi criada a nova iniciativa. FOTO: Jorge Amaral/Global Imagens

Depois das 150 bolsas remuneradas do Programa de Estágios nas PME, lançado em 2016 (também em conjunto a Fundação da Juventude), o banco volta-se este ano para as startups. “Sentimos que era o momento de ajudar as startups portuguesas, permitindo que empresas que ainda são muito jovens tenham acesso a quadros altamente qualificados”, disse Marcos Soares Ribeiro, do Santander Totta. O diretor-coordenador do Programa Santander Universidades – no âmbito do qual decorre a iniciativa agora criada – avançou ainda que o banco visa também fomentar “a integração no mercado de trabalho dos recém-licenciados, através da promoção da empregabilidade ou do empreendedorismo”.

De facto, o programa criado na passada quarta-feira “destina-se a jovens diplomados há menos de dois anos, de cursos com grau de licenciatura, mestrado ou mestrado integrado, com idade máxima de 28 anos”, lê-se num comunicado do Santander Totta. Os estágios têm a duração de três meses e, para além da experiência profissional proporcionada, os estagiários recebem uma bolsa mensal no valor de 550 euros e beneficiam de um Seguro de Acidentes Pessoais.

Ao todo, o Programa StartUp Santander Jovem exige um investimento de cerca de 100 mil euros, inteiramente suportado pelo banco, sendo a maior fatia (82.500 euros) destinada a pagar as bolsas mensais, explicou Marcos Soares Ribeiro. À Fundação da Juventude caberá toda a parte logística do novo programa.

Assim, e de acordo com Ricardo Carvalho, presidente executivo daquela fundação, o programa tem dois momentos de candidatura. “O primeiro é este, que está em curso e vai decorrer até 29 de novembro, aberto única e exclusivamente às startups. A partir daquela data, os jovens já se podem inscrever”. Nessa altura, revelou o responsável, já estarão organizadas e publicadas no site dedicado – “no dia 26 ou 27 já vamos anunciar”, disse –, as listas das principais startups inscritas, o número de vagas disponíveis em cada uma e as áreas de atividade em que são oferecidos os estágios, para que os candidatos possam escolher. “Cada jovem pode candidatar-se a um máximo de duas vagas e a empresa escolhe um jovem de entre quatro já validados”, disse Ricardo Carvalho.

Isto porque, segundo explicou o responsável, quer as startups quer os estudantes candidatos vão passar por um processo de triagem da responsabilidade da Fundação da Juventude. “Nós validamos a elegibilidade da startup e do candidato, verificando se reúnem os requisitos exigidos”, disse. E se os previstos para os estudantes são a idade, o grau académico a e a atualidade do mesmo, quais são os que se exigem para as startups?

O presidente da Fundação da Juventude, Ricardo Carvalho, explicou em detalhe o funcionamento das bolsas de estágio. FOTO: Global Imagens

O presidente da Fundação da Juventude, Ricardo Carvalho, explicou em detalhe o funcionamento das bolsas de estágio. FOTO: Global Imagens

“Primeiro, queremos privilegiar as startups que estejam englobadas na Rede Nacional de Incubadoras, que é a da StartUp Portugal, acreditada pelo governo português, o que nos dá uma garantia de que já estão incubadas, são sustentáveis e têm um acompanhamento pela rede, em termos de mentoria”, disse Ricardo Carvalho. “Depois vamos ter uma preocupação de expressão geográfica, ou seja, queremos também privilegiar startups que não estejam somente nas grandes áreas metropolitanas”, avançou. O propósito da Fundação da Juventude é sair de Lisboa e do Porto e “fomentar experiências em todo o território nacional e, em especial, no interior”.

“Também vamos querer dar prioridade a startups que tenham uma base mais tecnológica e maior componente científica, porque entendemos que são áreas críticas de sucesso e que representam uma maior potencialidade em termos de empregabilidade dos jovens”, afirmou. Por fim, serão privilegiadas startups que existam já há dois e três anos, até um máximo de cinco, “porque normalmente o vale da morte das startups é entre o segundo e o terceiro ano”. Isto porque, segundo explicou Ricardo Carvalho, além do “objetivo claro de proporcionar aos jovens um primeiro contacto com o empreendedorismo, o programa StartUp Santander Jovem tem também por meta a empregabilidade dos jovens, pelo que, como é óbvio, têm de ser startups que já tenham alguma maturidade”.

E, precisamente, como o objetivo é dar os melhores estágios aos licenciados e os mais talentosos futuros profissionais às startups, o prazo de candidaturas de alunos e empresas não fecha e estará em constante atualização, até estarem atribuídas as 50 bolsas. Se, depois de elaboradas as listas, aparecerem novas empresas com melhores condições e, durante a validação de candidatos, forem entrando outros mais elegíveis, o rol vai sendo atualizado. “Não é um processo estanque”, concluiu Ricardo Carvalho, e só para quando houver 50 estagiários aceites e colocados em empresas. Aliás, se os quatro candidatos apresentados para cada vaga não satisfizerem as empresas, podem ser recusados. Nesse caso, a vaga nessa startup reabre automaticamente e reinicia-se o processo de novas candidatura.

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