10 estratégias para ser ouvido nas reuniões

Não precisa de gritar para ser ouvido
Não precisa de gritar para ser ouvido

Pode ter uma entrada à Rambo ou a persistência de Sally Field.
Qualquer que seja o seu estilo, tem de virar as atenções para si se
quer ser ouvido. Está no trânsito em plena hora de ponta, a
escrever uma mensagem para resolver aquela questão urgente, e à sua
volta há centenas de pessoas a dirigirem-se para o supermercado,
para o ginásio, para todo o lado. De repente alguém pergunta: “Tem
dois minutos para…?” Vai deixar de ouvir? Não é provável.

O trabalho é muito semelhante àquela rua movimentada. Acelerando
para acompanhar tudo, os nossos colegas estão a receber mais tarefas
e a trabalhar mais arduamente. Até as questões estratégicas foram
abreviadas: passamos menos de 2% do tempo a discuti-las. Neste
contexto, é cada vez mais difícil que as novas ideias sejam
ouvidas. Mas há abordagens agressivas que podem contrariar essa
tendência.

1. Dispare ideias. É a abordagem à Rambo: não pare para ver se
alguma pega; continue a disparar, com toda a energia. Será um
Sylvester Stallone com a maior arma já vista, numa apresentação de
choque e espanto. Se disparar muito, pelo menos uma ideia deve
atingir o alvo.

2. Seja superamigável. Confiança e camaradagem podem ajudar as
suas ideias a ganhar um momento de reflexão. Esta é a abordagem à
Sally Field: “Você gosta de mim! Gosta mesmo muito!” O
problema é que o enfoque é na relação pessoal e não no mérito
da ideia.

3. Tome a discussão de assalto. Enquanto alguém está a
expressar uma ideia, use uma palavra ou frase contraditória: “mas”,
“não”, ou “não concordo” são boas, mas pode
fazê-lo de forma mais insidiosa, com um “grande ideia; também
podíamos tentar…”. À medida que as atenções se viram para
si, oriente a conversa para a sua ideia sob o pretexto de fazer mais
comentários. Infelizmente, esta abordagem é comum e, embora
aceitável, simplesmente irritante. E apesar de servir para abordar a
ideia, raramente influencia os outros ou leva a que seja posta em
prática – o verdadeiro fim. O objetivo não é só falar, é ser
ouvido. E isso implica que a ideia consiga influenciar.

4. Seja um antropólogo. Há imensas ferramentas para aprender
sobre pessoas – que assuntos seguem, o que valorizam, como abordam o
trabalho. Descubra o que interessa aos seus colegas. Se têm um
blogue, leia-o. Se estão no Twitter, siga-os. As recomendações no
LinkedIn também contam uma história.

5. Observe e adapte. Faça por saber o que os faz vibrar e molde a
sua ideia à perspetiva do destinatário.

6. Tenha uma opinião. Muitas pessoas aparecem em reuniões sem
serem capazes de dar uma opinião fundamentada. Arriscam-se a ser
rotulados como “executores” – inadequados para
protagonistas. O “executor” não precisa de lugar na mesa:
pode saber o que tem de fazer por e-mail. Quando estamos a trabalhar
em problemas difíceis, procuramos co-pensadores que se tornem
co-criadores.

7. Crie relevância. Todos os argumentos podem beneficiar com
dados quantitativos. Descubra factos importantes. Mesmo com dados
imprecisos, consegue ver se algo é do tamanho de uma caixa de pão
ou de um camião. Histórias reais de clientes e anedotas são
fantásticas; apoiá-las com factos é melhor.

8. Escolha o meio. Se lida com pessoas que valorizam números, use
o Excel. Se dão valor a bons gráficos, invista neles. E conte uma
história factual que prenda as pessoas. Os factos mudam, as ideias
que perduram dão sempre boas histórias.

9. Seja apaixonado. O seu ponto de vista é baseado na sua
experiência e observações; o resto do grupo pode nunca ter pensado
nisso. Isto significa que vai ter de explicar. Se o fizer de forma
apaixonada em vez de só mostrar estar certo de ser uma boa ideia,
pode apaixonar também os outros.

10. Seja o protagonista. Há uma linha ténue entre ser visto como
o ladrão de cena que só pensa no seu proveito ou alguém com ideias
válidas para a empresa. Para ser um protagonista, tem de falar e ser
ouvido, mas também de pôr à frente de tudo o mais os objetivos da
empresa. É a diferença entre o caos da rua movimentada e ser ouvido
apesar de falar num canto.

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