5ª melhor escola de gestão do mundo muda-se para Sintra em junho

Sophie Badré da Insead
Sophie Badré da Insead

Uma das mais reputadas escolas de gestão do mundo vai mudar-se de França para Portugal durante três dias em junho. A Insead vai realizar a conferência anual "Global Business Leaders" nos dias 20, 21 e 22 de junho no hotel Penha Longa em Sintra.

“O evento vai reunir mais de 300 académicos e empresários, assim como ministros de Portugal e França e o primeiro-ministro português”, disse ao Dinheiro Vivo Sophie Badré, diretora do gabinete da imprensa da Insead para a Europa e a Ásia.

A escola foi considerada a 5ª melhor escola de gestão do mundo este ano pelo Financial Times. A passagem pela Insead permite aos executivos dar um salto quantitativo
na sua carreira: passados três anos da sua graduação, os alunos ganham em
média mais de 100 mil euros por ano.

Ao mesmo tempo vai ter lugar, pela primeira vez na Europa, a “Insead Alumni Forum” onde centenas de antigos alunos vão ter a oportunidade de reunir-se.

“Para nós é importante ter uma mistura de professores com o mundo dos negócios. No evento também vão haver muitos antigos alunos que vão ter a oportunidade de conhecer pessoas do mundo empresarial”, salienta a responsável.

A conferência vai ser dedicada ao economista António Borges, reitor da Insead entre 1995 e 2000. “António Borges desempenhou um papel central na vida da Insead. Ele foi um reitor muito focado na investigação, algo que é essencial para uma escola. Ele inspirou muitos professores e alunos”.

A Insead já formou mais de 730 portugueses, incluindo António Horta Osório, presidente do banco Lloyds, Joaquim Goes, administrador do BES, António Viana-Baptista, presidente do Credit Suisse na Península Ibérica, ou Cláudia Azevedo, líder da Sonae Capital.

Os números da escola de gestão são verdadeiramente impressionantes: já formou mais de 48 mil estudantes, que estão espalhados por mais de 170 países. Atualmente tem campus em França, Singapura e Abu Dhabi.

Para frequentar a Insead é necessário pagar quase 60 mil euros, mas ter dinheiro não significa a admissão automática: a candidatura é selectiva, destaca Sophie Badré. “Os candidatos não podem entrar na Insead se não tiverem já experiência profissional”.

Apesar da maioria dos candidatos serem da área de gestão, pela escola já passaram médicos, pianistas e até jogadores de póquer.

A diversidade da Insead é a sua maior riqueza, sublinha a porta-voz da escola de gestão, com cada curso a ter em média alunos de mais de 80 nacionalidades.

“Nos programas de MBA aceitámos sempre alunos de diferentes nacionalidades. Isto é de propósito para que as pessoas possam aprender, não só com professores e oradores, mas também umas com as outras”, explica a gestora.

“Desta forma, pessoas com diferentes culturas e experiências aprendem a interagir, a ter diferentes opiniões e até a discutir, mas respeitando os outros. Isto ajuda a criar uma mentalidade global nos alunos, para terem sucesso em todo o mundo”, diz Sophie Badré.

Saiba mais sobre a Global Business Leaders Conference 2014

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Centeno mantém crescimento de 1,9% este ano. Acelera para 2% no próximo

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: José Sena Goulão/Lusa

Dívida pública desce mais devagar do que o previsto

desemprego Marcos Borga Lusa

Taxa de desemprego nos 5,9% em 2020. A mais baixa em 17 anos

Outros conteúdos GMG
5ª melhor escola de gestão do mundo muda-se para Sintra em junho