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700 euros por mês para jovens “nem-nem” se lançarem por conta própria

Jovens que não trabalham nem estudam podem aceder ao programa Empreende Já e criar o próprio negócio.
Foto: REUTERS/Alexander Demianchuk
Jovens que não trabalham nem estudam podem aceder ao programa Empreende Já e criar o próprio negócio. Foto: REUTERS/Alexander Demianchuk

Candidaturas fecham a 6 de março e o programa inclui 10 mil euros de apoio para início de negócio próprio.

Tem entre 18 e 29 anos, concluiu a escolaridade obrigatória e está entre os 300 mil jovens que, em Portugal, não trabalham nem estudam (vulgo nem-nem)? Este programa é para si.

O Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) já abriu as candidaturas para o Empreende Já, um programa com uma dotação de 5 milhões de euros, apoiado por fundos europeus, que visa estimular e apoiar o empreendedorismo.

Como funciona? Os jovens que cumpram as condições de inscrição podem aceder ao site da iniciativa e enviar as candidaturas, até ao próximo dia 6 de março, que serão selecionadas de acordo com os critérios do programa. Para a primeira fase, cujas inscrições estão a decorrer, há 315 vagas que serão selecionadas de um máximo de mil candidaturas. Para o ano, o programa repete-se com o mesmo número de vagas.

Durante seis meses, os 315 jovens “nem-nem” receberão uma bolsa de 700€ mensais para aprenderem a pensar como empresários e desenvolverem uma ideia de negócio que, no final, pode ser apoiada a fundo perdido.

“Na primeira ação, os jovens terão 250 horas de formação na área do empreendedorismo e aprenderão a realizar um plano de negócios. Na segunda parte, esse plano para negócios de cariz económico ou social (pode ser uma associação juvenil, por exemplo) será avaliado e serão selecionados 90 para ter um apoio de 10 mil euros para avançar”, explicou Carlos Manuel Pereira, do Conselho Diretivo do IPDJ.

No próximo ano, outros tantos projetos de negócio serão apoiados com valores equivalentes.

“Os critérios de seleção dos projetos, no final, terão a ver com o potencial de empregabilidade, a relevância do projeto para a comunidade local e a própria sustentabilidade do projeto, sendo estes parâmetros avaliados por um júri composto por entidades externas”, adiantou o responsável.

Desde a abertura do programa, há dois meses, já foram selecionadas 60 candidaturas entre 501 registos no site. Nas próximas duas semanas, o objetivo é atingir os mil registos e preencher as 315 vagas.

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